segunda-feira, 21 de abril de 2014

A EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA E O DESCOBRIMENTO DO BRASIL







MANUSCRITO DE ALBERT EINSTEIN

Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Waterford, na Irlanda, descobriu um manuscrito perdido durante décadas, que demonstra o trabalho teórico do físico Albert Einstein. O mais interessante é que se trata de uma teoria alternativa à do Big Bang.
O documento de 1933 contém inúmeros cálculos, além de textos com a proposição de um cosmos em expansão estável e infinita. O mundo acadêmico se surpreendeu com o fato de Einstein ter questionado a teoria da Grande Explosão.
Como se sabe, a Teoria do Big Bang afirma que o Universo nasceu há 14 milhões de anos, a partir da explosão rápida e violenta de uma diminuta partícula. Por outro lado, o manuscrito propõe um Universo em eterno estado de expansão, sem princípio ou fim.
O mais curioso de tudo é que a mesma teoria foi defendida no final dos anos 40 pelo astrofísico inglês Fred Hoyle, que desconhecia a existência do manuscrito de Einstein. De qualquer forma, sabemos que o famoso físico alemão abandonou prontamente sua teoria exposta no manuscrito, mesmo com toda a sua reticência diante da Teoria do Big Bang.

As discussões científicas de que o Big Bang seria uma dedução natural da Teoria do Princípio da Relatividade acabam de ganhar mais lenha na fogueira.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

HISTÓRIA DA ESCRITA

A necessidade de registrar os acontecimentos surgiu com o homem primitivo no tempo das cavernas, quando este começou a gravar imagens nas paredes.
 Durante milhares de anos os homens sentiram a necessidade de registrar as informações e construíram progressivamente sistemas de representação. Desenvolvida também para guardar os registros de contas e trocas comerciais, a escrita tornou-se um instrumento de valor inestimável para a difusão de idéias e informações. Foi na Antiga Mesopotâmia, há cerca de 6 mil anos atrás, que se desenvolveu a escrita ideográfica, um dos inventos na progressão até a escrita alfabética, agora usada mundialmente.
 Em época bastante remota, homens e mulheres utilizam figuras para representar cada objeto. Esta forma de expressão é chamada pictográfica. A fase pictórica apresenta uma escrita bem simplificada dos objetos da realidade, por meio de desenhos que podem ser vistos nas inscrições astecas presentes em cavernas, ou nas inscrições de cavernas do noroeste do Brasil.
Após, surgiu a escrita ideográfica, que não utilizava apenas rabiscos e figuras associados à imagem que se queria registrar , mas sim uma imagem ou figura que representasse uma idéia, tornando-se posteriormente uma convenção de escrita. Os leitores dependiam do contexto e do senso comum para decifrar o significado. As letras do nosso alfabeto vieram desse tipo de evolução. Algumas escritas ideográficas mais conhecidas são os hieróglifos egípcios, as escritas sumérias, minóica e chinesa, da qual provém a escrita japonesa.
Depois essa escrita passa a associar símbolos fonéticos, ainda sem nenhuma vogal, com os seus referentes: é a chamada escrita fonética.
 Primeiro surgiram os silabários, conjunto de sinais específicos para representar as sílabas, isto é, os sinais representavam sílabas inteiras em vez de letras individuais. Os fenícios inventaram um sistema reduzido de caracteres que representavam o som consonantal, característica das línguas semíticas encontrada hoje na escrita árabe e hebraica.
 Escrita Alfabética
 A escrita, até chegar aos sistemas alfabéticos atualmente utilizados, passou por um longo processo de evolução, com inúmeras mudanças e transformações. Essa evolução foi marcada pelo surgimento do sistema de escrita ideográfica (cuneiforme, hieroglífico e chinês), que foi gradualmente conduzido para o fonetismo, sistema onde as palavras passaram a ser decompostas em unidades sonoras.
 O fonetismo aproximou, portanto, a escrita de sua função natural que é a de interpretar a língua falada, a língua oral, a língua considerada como som. Dessa forma o sinal se libertaria do objeto e a linguagem readiquiriria a sua verdadeira natureza que é oral. Decompondo o som das palavras, o homem percebeu que ela se reduzia a unidades justapostas, mais ou menos independente umas das outras e nitidamente diferenciáveis. Daí surgiram dois tipos de escrita: a silábica, fundamentada em grupos de sons e a, alfabética, onde cada sinal corresponde a uma letra.
 A escrita alfabética foi difundida com a criação do alfabeto fenício, constituído por vinte e dois signos que permitiam escrever qualquer palavra. Adotado pelos gregos, esse alfabeto foi aperfeiçoado e ampliado passando a ser composto por vinte e quatro letras, divididas em vogais e consoantes. A partir do alfabeto grego surgiram outros, como o gótico, o etrusco e, finalmente o latino, que com a expansão do Império Romano e o domínio do mundo ocidental, se impôs em todas as suas colônias.
 Em seguida, os gregos adaptaram o sistema de escrita fenícia agregando as vogais e criando assim a escrita alfabética. (Alfabeto, palavra derivada de alfa e beta, as duas primeiras letras do alfabeto grego.)
 Posteriormente, a escrita grega foi adaptada pelos romanos, constituindo-se o sistema alfabético greco-romano, que deu origem ao nosso alfabeto. Esse sistema representa o menor inventário de símbolos que permite a maior possibilidade combinatória de caracteres, isto é, representação dos sons da fala em unidades menores que a sílaba.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

O RESGATE DO SOLDADO RYAN

Viver o cotidiano de uma guerra faz com que uma pessoa carregue pelo resto de sua vida as marcas de uma trágica e dura experiência. Ninguém, por mais corajoso ou valente que seja, por mais que seja insensível ou tenha um "coração de pedra", consegue escapar das lembranças marcantes de um conflito violento, desumano. Se falamos de qualquer guerra e carregamos de dor essa narrativa, imagine então ter estado na 1ª ou na 2ª Guerras Mundiais, enlouquecedor não acha?
 Imagine ver seus filhos, todos eles partindo para as linhas de frente em locais tão distantes quanto à Itália, o norte da África, a Oceania ou a França (levando-se em conta que somos da América). Pense que naquela época, as comunicações não tinham a mesma facilidade de hoje em dia e que, para ter notícias de seus meninos, muitas e muitas semanas (ou meses) se passariam. Agora ponha-se no lugar de uma família em que não existam filhas, somente rapazes e que, todos eles tenham idade para servir o exército e que, todos eles tenham sido convocados para ir a guerra. Desesperador para qualquer pai ou mãe, não concorda?
 A premissa do filme "O Resgate do Soldado Ryan" é essa, apresentada nos parágrafos anteriores. Uma tradicional família americana, os Ryan, viu seus jovens filhos partirem para a 2ª Guerra Mundial. Todos eles tiveram destinos diferentes, foram lutar em frentes de batalha distantes, se separaram. Dois deles morreram, somente um deles continua vivo. Ciente do abalo a que seria submetida a família, o governo americano determinou que o rapaz que ainda estava vivo deveria ser resgatado e mandado de volta para os Estados Unidos.
 O filme de Steven Spielberg conta a trajetória dos soldados encarregados de realizar essa busca e embarcar o sobrevivente Ryan (personagem vivido por Matt Damon, sempre a vontade nos papéis que lhe são destinados) para casa. O grupo é comandado pelo sargento John Miller (nova indicação ao Oscar para o premiadíssimo Tom Hanks), um professor transformado em líder de batalhão que está no meio do desembarque dos aliados na costa francesa da Normandia, no momento em que está acontecendo o dia D.
 O cinema de Spielberg, de grande sucesso mundo afora, aclamado por filmes sérios como "A Cor Púrpura" ou "A Lista de Schindler", além de verdadeiros arrasa-quarteirões (filmes campeoníssimos de bilheteria) como "Caçadores da Arca Perdida", "E.T." ou "Parque dos Dinossauros", alterna-se entre produções voltadas para o mercado e filmes que primam por histórias marcantes, que fazem com que nos emocionemos e sejamos instigados a pensar. Apesar dessa mão dupla, em ambos os casos há de se ressaltar a qualidade técnica das produções, todas elas de ótima qualidade.
 Seja em termos de reprodução de época (como no caso de "O Resgate do Soldado Ryan" ou em "O Império do Sol"), ou ainda em efeitos especiais (os dinossauros de Jurassic Park são impressionantes! A Industrial Light and Magic de George Lucas é responsável pelos efeitos dos filmes do diretor), figurinos (como os do ótimo "A Cor Púrpura" ou os de "A Lista de Schindler"), música (em boa parte de suas realizações Spielberg tem contado com o auxílio do maestro John Williams, um dos melhoresmúsicos norte-americanos), direção de arte,...
 "O Resgate" situa-se num meio termo entre filmes de grande apelo junto ao público e as temáticas mais respeitáveis trabalhadas por Spielberg em seus projetos. Mescla um tema histórico de grande repercussão (a 2ª Guerra Mundial) a uma trama bem trabalhada de busca de um soldado (apesar de pouco plausível já que parece pouco provável que o exército dos EUA iria despender recursos humanos e materiais para satisfazer as necessidades de uma família de norte-americanos comuns). Apesar disso, o filme foi grandioso sucesso junto aos espectadores do mundo todo e, teve forças para ser indicado a prêmios importantes como os Oscar de melhor filme e ator (Tom Hanks) e ter sido laureado no Globo de Ouro (melhor filme dramático) e ter arrebatado os prêmios da Academia nos quesitos diretor (Spielberg), fotografia e montagem.
 Além dos já mencionados méritos quanto à parte técnica e o bom roteiro, há de se destacar a seqüência inicial como sendo o melhor de tudo no filme. Trata-se de um trecho que tem entre 15 e 20 minutos durante os quais se reproduz o desembarque na praia de Omaha por parte de norte-americanos e ingleses no que ficou conhecido na história como sendo o dia D. O esmero na reprodução fez com que surgisse uma pequena obra-prima do realismo cinematográfico (discordem se acharem que estou exagerando!), o embate entre aliados e alemães nos é apresentado de forma nua e crua, com cenas chocantes pelo alto grau de violência e sofrimento dos envolvidos e, também, pelo ódio que toma conta dos participantes (tanto de germânicos quanto de americanos e britânicos). Se pensarmos que se trata apenas de um filme e que, portanto, os acontecimentos daquele episódio devem ter sido muito piores quando realmente aconteceram...
 O filme é certeza de diversão mesmo sabendo-se que a trama não é totalmente verossímil, o que vale a pena mesmo é assistir para sentir-se dentro do clima tenso da guerra (especialmente no tocante ao dia D), acompanhando os passos dos soldados e vendo toda a destruição e o medo sentidos pelos civis e pelos próprios militares.