quinta-feira, 31 de março de 2011

A LEI DE TERRAS DE 1850 E A CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA

Em se tratando de história, é sempre muito difícil estabelecer uma conexão direta, de causa e efeito, entre um fato do passado e a realidade do presente. No caso brasileiro, talvez uma das raras exceções seja a lei n. 601, de 18 de setembro de 1850, popularmente conhecida como "Lei de Terras". Aprovada durante o reinado do imperador dom Pedro 2º, seus efeitos podem ser vistos até hoje. Saber do que se trata a Lei de Terras, portanto, pode nos ajudar a compreender melhor a questão agrária no Brasil contemporâneo, especialmente o problema da concentração fundiária.

A nova política de terras do Império foi sancionada menos de duas semanas depois de aprovada a Lei Eusébio de Queiroz, que abolia o tráfico negreiro para o Brasil - considerado, a partir de então, equivalente ao crime de pirataria.

A saída encontrada para suprir a mão-de-obra nas grandes fazendas foi a importação de trabalhadores estrangeiros, particularmente da Europa. Isso ocorreu em função de dois motivos principais: primeiro, porque era bastante elevado o índice de mortalidade dos escravos que ainda existiam no Brasil; segundo, porque a mão-de-obra livre nacional era tida como desqualificada.

Além disso, a própria ocupação das terras havia se tornado uma questão complexa demais, especialmente após a Independência do Brasil, em 1822, quando o sistema de sesmarias foi definitivamente suspenso. Portanto, a aprovação da lei n. 601, cerca de três décadas depois, foi uma tentativa de organizar as doações de terras feitas desde o início do processo de colonização portuguesa, regularizar as áreas ocupadas depois de 1822 e incentivar a vinda de imigrantes para o Brasil, ao mesmo tempo em que se buscava dificultar o acesso à terra por parte desse novo contingente de trabalhadores.

Em 1532, o rei de Portugal, dom João 3º, comunicou a Martim Afonso de Souza, chefe da primeira expedição colonizadora do território lusitano na América, a decisão de dividir as terras de além-mar entre "algumas pessoas que requeriam capitanias [...] no dito Brasil".

As capitanias já haviam sido utilizadas com sucesso na colonização de outros territórios sob domínio português, como as ilhas Madeira, Cabo Verde e Açores. Por esse sistema, a Coroa - na época, carente de recursos financeiros - transferia para particulares a responsabilidade de "ocupar" e explorar determinadas áreas.

Assim, o Brasil foi dividido em 14 grandes extensões de terra, distribuídas entre funcionários da corte e a pequena nobreza de Portugal. Os donatários - como eram chamados os que recebiam as capitanias - tinham o "senhorio" sobre as terras designadas pela corte portuguesa, sendo obrigados, porém, a povoar e desenvolver economicamente o território sob seu domínio.

Para tanto, poderiam conceder sesmarias, isso é, porções de terras destinadas à produção. O sistema de sesmarias havia sido instituído em Portugal no século 14, em meio à grave crise sócio-econômica da Baixa Idade Média.

Com algumas adaptações, as sesmarias foram implantadas também no Brasil, com o objetivo de acelerar o processo de colonização da América portuguesa. Os sesmeiros - nome dado àqueles que recebiam as sesmarias - tinham um prazo-limite de cinco anos para cultivá-las, podendo perdê-las em caso de descumprimento da legislação.

Entre os séculos 16 e 18, contudo, as capitanias foram, pouco a pouco, voltando para o domínio da Coroa portuguesa, através da compra ou do confisco. Afinal, as terras não eram de propriedade dos donatários, que tinham apenas a posse sobre os territórios, mas sim de Portugal.

Em 1759, sob determinação do Marquês de Pombal, primeiro-ministro da Coroa, as capitanias hereditárias foram finalmente extintas e o Brasil passou a dividir-se em capitanias reais, doadas a fidalgos e religiosos portugueses.

Se até a Independência o território brasileiro foi continuamente repartido entre particulares, depois de 1822 o ritmo das ocupações permaneceu inalterado. Até a aprovação da lei n. 601, as terras do Império foram ocupadas de forma ilegal, especialmente com a expansão das grandes fazendas produtoras de café.

Nesse contexto, portanto, é que foi sancionada a Lei de Terras de 1850, a fim de regularizar a questão fundiária e responder, ao mesmo tempo, aos novos desafios colocados pelo fim do tráfico negreiro e a necessidade de mão-de-obra estrangeira.

Em 1843, foi apresentada à Câmara dos Deputados uma proposta de regulamentação das terras brasileiras, inspirada no plano de colonização da Austrália. Entre outros pontos, o projeto propunha:

a compra de terras devolutas - desocupadas - por meio de pagamento à vista, em dinheiro e sob altos valores;
• a legalização das sesmarias doadas até 1822 e das áreas que a partir daquela data estivessem ocupadas por mais de um ano;
• o registro de todas as terras num prazo de seis meses, sob pena de confisco;
• a medição e demarcação dos terrenos, sob risco de serem considerados áreas devolutas,
• e a criação de um imposto sobre as terras, que seriam confiscadas em caso de não pagamento por três anos consecutivos ou alternados.

Polêmico, especialmente pela criação de um regime tributário sobre a terra e pelas penas em caso de descumprimento da lei, o projeto foi aprovado sem grandes mudanças e, em seguida, enviado para o Senado, onde permaneceu até 1848. Naquele ano, a proposta foi novamente discutida.

Do projeto original, os senadores suprimiram o imposto territorial e a ameaça de expropriação, substituída por multas. As mudanças evidenciaram a força política dos grandes proprietários de terra, especialmente da província fluminense, descontentes com os termos da proposta inicial.

Do Senado, o projeto retornou para a Câmara, onde foi aprovado em setembro de 1850. Além das mudanças em relação ao texto original, que diminuíam o alcance da proposta apresentada em 1843, várias disposições que restaram na Lei de Terras jamais foram cumpridas.

Grande parte das sesmarias e das posses não foi legalizada; as terras do Império continuaram a ser ocupadas de forma ilegal e sistemática; boa parte das propriedades nunca foi medida nem demarcada; as multas, quando aplicadas, poucas vezes foram pagas.

Mesmo tendo sido um passo importante na regulamentação da questão fundiária, a Lei de Terras teve pouca conseqüência prática, com exceção da dificuldade criada para o acesso à terra pelas camadas mais pobres da população e pelos imigrantes, que se viram obrigados a trabalhar nas grandes fazendas de café.

Na medida em que elevou o preço da terra, exigindo também o pagamento à vista e em dinheiro no ato da compra, a lei n. 601 contribuiu para manter a concentração fundiária que marca a realidade brasileira até hoje.
Vitor Amorim de Ângelo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A FALTA DE PROFESSORES: O DISCURSO E A PRÁTICA

A crônica falta de professores na rede pública estadual do RS não é novidade. É um problema social crítico que se arrasta há anos e nenhum governo consegue resolver. Mas de fato, algum tentou?

Os governos alegam que muitos professores se aposentam, outros estão em licença médica, gestante, etc. Mas isso acontece em todos os setores. Afinal, as pessoas não são eternas. Elas se aposentam, ficam doentes entre tantos outros motivos.

O problema é que o governo não diz que muitos professores se exoneram para ir trabalhar nas redes municipais ou em outros lugares, onde os salários são maiores e as condições de trabalho melhores. E aí não se pode reclamar, isto é lei de marcado do modelo capitalista em que vivemos. Qual profissional não irá trabalhar onde se oferecem as melhores condições e salários. Outro problemas é que o Estado faz concurso e não nomeia os aprovados. Afinal, os contratados saem mais baratos aos cofres públicos do que os nomeados.

E o discurso dos governantes é que a educação é prioridade. Balela! Que prioridade? Se esses discursos sempre esbarram na alegada falta de dinheiro, que não falta para o legislativo, para o judiciário, para as negociatas políticas e corrupções. Já sei, os poderes são independentes, mas quem paga a conta de todos é um só: a sociedade. Essa mesma sociedade que infelizmente, também não valoriza a educação e quem nela trabalha.

E o que vemos na prática: escolas de latas, escolas sucateadas, depredadas, falta de funcionários e professores, sem falar nos materiais didáticos. E ainda por cima os governos e especialistas dizem que os professores têm que se atualizar. Mas não diz que quando um professor quer fazer uma pós-graduação ou se aperfeiçoar necessitando reduzir algumas horas para se dedicar aos estudos, recebe um sonoro Não destas mesmas pessoas que em público defendem o estudo e a especialização do professor.

Assim, fica evidente, que os problemas da educação estão longe de serem resolvidos, pois na real não é prioridade, pois é bem mais fácil enganar os ignorantes com discursos pomposos que não são realizados na prática.
Fabrício Colombo.


O CATOLICISMO NO BRASIL COLONIAL

Primeira Missa
No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia, foi rezada uma missa de Páscoa, a primeira de tantas que desde então foram celebradas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo. Acompanhe os passos iniciais dos padres evangelizadores e as etapas das missões católicas no Brasil Colonial.
"E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós... e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção." - Carta de Caminha a El-Rei, 1º de maio de 1500

A Primeira Missa e a conclusão de Caminha
Dias já faziam em que estavam os lusos ali entre idas à praia e voltas ao mar. Carregavam água, frutas e o lenho para os barcos, enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz. Os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, arrodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando pasmos o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas rolas. A missa mesmo, a primeira no Brasil, deu-se no Domingo de Páscoa, 26 de abril de 1500, quando afincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro.
O Frei Henrique de Coimbra, um franciscano, oficiou-a todo aparamentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava.

A decisão de vir ocupar o Brasil
Porém, não foi essa a decisão da Coroa. Demorou quase meio século para que um reduzido destacamento de jesuítas desembarcasse no Brasil para fins de catequese. As políticas anteriores de ocupação da nova terra ( o arrendamento ao consórcio de cristãos-novos de Fernão de Noronha, e, depois, a doação de capitanias), redundaram em fracasso. Foi o acirramento do combate teológico contra os protestantes, e as visitas das naus bretãs e flamengas atrás do pau-tinta, quem fez o rei abandonar a desatenção para com o Brasil. Tinha urgentemente que ocupar os pontos estratégicos da costa e por aqueles hereges à correr. Ou tomava conta de vez, ou perdia tudo.

Os primeiros seis missionários
A guerra econômica e religiosa das Europas, transferiu-se assim para o Brasil. Nos barcos de Tomé de Souza, o fundador de Salvador, vieram junto, em março de 1549, os soldados de Cristo, os homens-de-preto da recém fundada ordem de Santo Inácio de Loyola. Eram apenas quatro. O Padre Manoel da Nóbrega e o Padre Aspicuelta Navarro foram os mais famosos, depois, é claro, do Padre José de Anchieta que arribou mais tarde. A eles juntaram-se mais dois: Antônio Rodrigues, um ex-soldado mestre nos idiomas nativos, e Pêro Correia, um ricaço que decidira-se pelo hábito talar, e que, para Nóbrega, "era a melhor língua do Brasil". O trabalho era imenso. Evangelizar aquela massa de gentios, com mil falas, que se espalhava por aquele mundão todo, era tarefa de gigantes. Talvez nem o apostolo Paulo, no lugar deles, conseguisse.
Desentendeu-se Nóbrega, a seguir, com o teólogo Quirino Caxa, examinador dos Casos de Consciência da Bahia que dera o parecer, bem pouco cristão, de que um pai índio, em caso de penúria "da grande", podia vender seus filhos, e que o próprio nativo, se em idade para tanto, podia empenhar a si mesmo. Lançada as fundações do Colégio de Meninos de Salvador, o Padre Nóbrega, o cérebro estratégico da Companhia de Jesus no Brasil, não demorou em perceber, depois de uma visita que fez a São Vicente, bem mais ao sul, das vantagens da instalação de um centro de catequese no Planalto de Piratininga.

A Espada e a Cruz
Soubera lá, ao tentar demover o branco João Ramalho em deixar de ser um sultão em meio a uma serralho de índias, que o Rio Tietê era um intrometido. Enfiava-se por todo o sertão. Construindo o Colégio de São Paulo, batizado em janeiro de 1554, a cavaleiro daquele rio de caipiras, ele se entregaria à conquista espiritual da bacia do Paraná. Sonhou em chegar até ao Paraguai. Com um missal e um rosário em punho, seguido por um reduzido coral de curumins flautistas, enfiados em canoas, faria milagres. Estenderia um Império Teocrático até o sopé dos Andes. Dissuadiu-o Tomé de Souza, que não queria briga com os castelhanos. Virou-se então para a necessidade de vir ocupar-se a Guanabara (escreveu ao bispo em Salvador, dizendo-lhe do perigo de abandonar-se aquela área). Não sem antes que lhe lembrassem, citando-lhe as Constituições de 1556 da Companhia de Jesus, para que evitassem ter escravos, que assumissem a pobreza cristã.
Logo, Estácio de Sá, em campanha contra os franceses no Rio de Janeiro, chamou-o. Queria o padre Nóbrega e seus orfeus-mirins para que, com seus trinados, exorcizassem a presença calvinista da Baía da Guanabara e fizessem sossegar os Tamoios. Apresentou-se o jesuíta a ele em 1565. A batina e a couraça, a cruz e a espada, aliadas, garantiram que São Sebastião do Rio de Janeiro ficasse com os lusitanos.
Dada a pouca esperança de muitos portugueses em ver prosperar aquela capitania, muitos deram a desandar, a desertar. Queriam voltar para a terrinha, para Lisboa. Ai deles! Nobrega virou fera. Deus os mandar ali, e eles tinham que ficar. Nada de frouxuras. Chamaram-no de tirano, disseram-se "cativos do faraó", mas se aquietaram.

A expansão do Catolicismo
E assim, com igrejas e capelas, santuários erguidos nas aparições da Virgem, orações, cantorias, procissões, conversões e batismos, trazendo mais padres e outras ordens (dos franciscanos, carmelitas, beneditinos, mercedários, e outros), a Igreja Católica foi doutrinando, educando e civilizando o bruto que aqui estava, e o outro bruto que aqui chegava. Com ameaças ao Inferno, recorrendo. por vezes, à "vara de ferro" e ao látego, erguidos contra o animismo, o feiticismo, a magia e a heresia, espantaram-nos desta parte do Novo Mundo. Uma Santa Casa aqui, um Colégio acolá, uma cama de lençóis para um doente, um tema de Cícero, um asilo para um órfão, uma lição do De Bello Gallico, que, somados aos oceânicos sermões do Padre Vieira, fizeram com que se mantivesse em mãos católicas uma das maiores extensões de terras do mundo ocidental. E dizer que tudo isso começou há 500 atrás, numa improvisada missa campal, puxada à frente de uma cruz de madeira bárbara, em hora de sol a pino, encerrada em seu final à bulha de "corno ou buzina", saltos e danças, feitos por uns nativos esquisitos, numa desconhecida praia da Bahia!

terça-feira, 29 de março de 2011

COLISEU DE ROMA

O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois.
O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma exceção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitetônico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído.
O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da Idade Média, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.
Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitetura. Atualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de julho de 2007 foi eleita umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações à igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu todas as Sextas-feiras Santas.
Fonte: Wikipédia.

sábado, 26 de março de 2011

SOCIEDADE DE CONSUMO

As mudanças tecnológicas e industriais ocorridas nos últimos tempos definiram historicamente as transformações das sociedades capitalistas. O desenvolvimento experimentado pela modernidade traz junto a si, a massificação dos meios de produção, que aumentaram em quantidade, velocidade e diversidade. Com isso, as relações entre produção e consumo se intensificaram e o mercado cresceu, aumentando a lista de mercadorias disponibilizadas à população.

Nossas vidas foram invadidas por inovações do desenvolvimento técnico científico que cria produtos para uma massa populacional, dando a ideia de individual. Vivemos em um mundo, como nos afirma Luciana Sacramento: "em um mundo de pura estética e a sociedade dividida m tribos gangs". Os grupos sociais estão se organizando pela forma e pela maneira daquilo que consomem, das marcas que utilizam. Nós somos aquilo que consumimos. A partir daí, os valores passam a ser aquilo que eu uso, que eu compro; e não aquilo que eu verdadeiramente sou como pessoa.

O processo industrial, a mídia e o marketing modificam o imaginário das pessoas, tornando objeto de desejo algo que possa ser consumido. Passam-nos a ideia de que se usarmos tal produto ou comprarmos tal marca, seremos diferentes, seremos melhores, vencedores. Com isso, essa pressão socioeconômica causada pelo consumo mobiliza as massas em direção a realizações pessoais. Assim, o mundo capitalista fragmenta através de um ideal de intenso consumo, um projeto coletivo.

E o grande truque, está na personalização da produção em massa. Através do avanço da informática é possível consumir através da internet, aonde o consumidor vai moldando o seu produto. Como por exemplo, os automóveis, onde se escolhe a cor, os detalhes, enfim, vai dando a impressão que se está consumindo um produto exclusivo.

Dessa forma, em nossa sociedade o importante não é SER, mas sim PARECER. A legitimidade das coisas e do que as pessoas representam está na aparência não na essência, isto é, o que a pessoa pensa, aquilo em que ela acredita, não é mais o principal. Vale muito mais aquilo que ela aparenta ser, no seu modo de vestir, os lugares que frequenta, o bairro que mora, o carro que tem, etc. – Fabrício Colombo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

GLADIADOR

Gladiador

Valentia, Princípio e ética de general entre os gladiadoreS
Prepare-se para um grande espetáculo,para uma viagem no tempo rumo ao Coliseu, acompanhando o diretor Ridley Scott (o mesmo do cultuado "Blade Runner - O caçador de Andróides" e de outro épico importante, "1492 - A Conquista do Paraíso" sobre a chegada de Colombo na América).
"Gladiador" não é um filme qualquer, é desses que nos faz vibrar, querer estar ao lado do herói e que ainda nos proporciona a possibilidade de pensar a respeito das mensagens trabalhadas ao longo da trama.
Trata-se da história de um vitorioso general romano, Maximus (vivido pelo ótimo Russel Crowe, em papel que lhe valeu o Oscar; Crowe inclusive volta a disputar a estatueta esse ano pela sua memorável atuação como um matemático no filme "Uma Mente Brilhante"), que se vê no meio do processo sucessório do Império em virtude da morte do imperador Marcus Aurelius. Maximus havia sido escolhido como sucessor pelo próprio imperador, a despeito de Marcus Aurelius ter um filho legítimo que poderia vir a ser seu substituto no comando da mais poderosa de todas as civilizações da Antiguidade.
Como preferido do imperador, o competente general, recém-saído de uma vitoriosa campanha militar na Germania, passa a ser perseguido por Comodus (personificado pelo versátil Joaquin Phoenix, que recentemente esteve em outro período histórico em "Os Contos Proibidos do Marquês de Sade", filme que vale a pena conferir), o filho do recém falecido imperador, que assume o trono em seu lugar, já que ninguém, além do próprio Maximus e de Comodus, havia sido comunicado da escolha de Marcus Aurelius.
Os fatores que levaram o velho imperador a preferir Maximus ao invés de seu próprio filho para sucedê-lo no comando de Roma são apresentados ao longo do filme, através do caráter e da personalidade desses dois personagens principais da história (Maximus e Comodus); Valentia, princípios, ética, compromisso com o bem-estar público e capacidade de comando são fundamentos essenciais encontrados no personagem de Crowe; Covardia, desonestidade, imoralidade, truculência e vaidade excessivas são, por outro lado, as características mais evidentes de Comodus.
O confronto entre esses posicionamentos perante a vida leva o general romano, leal a Roma, partidário da República e de tantas campanhas militares bem-sucedidas, ao desgraçamento e a condenação a morte. Apesar das várias dificuldades pelas quais passa, Maximus foge, vê o ruir de sua vida completado com o extermínio de sua família e a expropriação de suas terras; enfraquecido por ter lutado contra os comandados de Comodus, desmaia e é resgatado por um dono de escravos.
Este é o início do filme no que se refere ao gladiador do título, muito forte, treinado para a guerra, tendo alcançado os mais altos postos de comando do exército mais poderoso do planeta, Maximus é um grande guerreiro, o que determina, a partir daí, uma invejável carreira como lutador nas arenas do circo romano, atingindo seu ápice com vitórias impressionantes no maior de todos os palcos, o Coliseu.
Paro por aí, para não ficar como estraga-prazeres de quem pretende ver ou rever o filme.
Há grandes qualidades no que se refere a reconstituição histórica que compõe o pano de fundo desse épico, cenas como a do retorno do novo imperador (Comodus) a Roma, depois das batalhas vencidas contra os germânicos ou mesmo do confronto inicial entre os comandados de Maximus e os bárbaros numa floresta são muito bem montadas, constituem recurso para encantar os alunos e desenvolver atividades durante umas boas aulas. As disputas políticas entre senadores e o imperador, o pão e circo, a guarda pretoriana e as incríveis lutas de gladiadores também.
Pode-se utilizar o filme para estimular o estudo do exército romano e suas estratégias, a organização das cidades romanas (especialmente da cidade eterna, Roma), o sistema de trabalho adotado pelo Império, as crises geradas pelo advento de escravos, o motivo pelo qual se adotaram os jogos como uma atração para a plebe,...
As questões éticas também podem gerar boas discussões, especialmente se houver a curiosidade dos alunos no sentido de descobrir se os grandes generais e imperadores eram realmente tão virtuosos...
Gladiador é realmente imperdível, e mesmo para os que já viram, sem dúvida, vale a reprise. Nas aulas, a companhia de Maximus, Comodus e companhia tornam o estudo da Roma antiga um grande prazer.

quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

O SENTIDO DA HISTÓRIA

O passado é uma construção de seu tempo. Construção das ideologias e das concepções predominantes da época em que se olha para o fato, momento ou marco histórico. Exemplo disso, são as imagens, símbolos e monumentos tombados pelo patrimônio histórico cultural, que segundo algumas tendências falam por si, ou seja, seu impacto é tão grandioso que falam por si mesmas. Até posso concordar com essa linha de pensamento, porém, não podemos esquecer de que o que essas imagens "falam" são traduzidas e interpretadas pelos olhos de que a vê. E nessa interpretação colocará nessa imagem o significado baseado em suas ideologias e conceitos, refletindo assim, a construção do seu olhar e do seu tempo sobre o marco histórico. Portanto, o passado é uma construção do seu tempo, isto é, o presente desse passado, através de suas concepções atuais, que se renovam e se recriam através dos tempos.

A preservação da História e de seus patrimônios é importantíssima tanto para as sociedades, quanto para os indivíduos. Para ilustrar a importância do passado, imagine uma pessoa que no decorrer de sua vida por um motivo qualquer perdeu a sua memória. Essa pessoa, ao não lembrar de seu passado, não consegue se identificar, ou seja, perdeu sua identidade, seus valores, suas referências. Onde ela irá procurar essa identidade perdida? A busca será feita nas imagens do seu passado, naquilo que ela guardou, o seu patrimônio histórico (fotos, vídeos, documentos escritos, objetos pessoais, históricos escolares, roupas, cds, livros, etc...), símbolos estes, que representam a sua personalidade, tentando lembrar, reconstruir a sua história, para saber o seu presente, sua identidade.

Pois bem, com as sociedades humanas, nações, civilizações é a mesma coisa. Uma mesma sociedade necessita buscar em marcas, símbolos, documentos escritos do seu passado, pontos de referência que as identifique, que aponte semelhanças entre seus membros, onde consigam se reconhecer, e ao mesmo tempo, as diferencie das demais.

segunda-feira, 21 de março de 2011

DOMINGO SANGRENTO

No domingo do dia 22 de Janeiro de 1905 (9 de janeiro, segundo o calendário juliano, vigente no país, na época), foi organizada uma manifestação pacífica e em marcha lenta, liderada pelo padre ortodoxo e membro da Okhrana, Gregori Gapone, com destino ao Palácio de Inverno do czar Nicolau II, em São Petersburgo, com o objetivo de entregar uma petição, assinada por cerca de 135 mil trabalhadores, reivindicando direitos ao povo, como reforma agrária, tolerância religiosa, fim da censura , a presença de representantes do povo no governo e melhores condições de vida . Segundo algumas fontes, durante a caminhada, eram cantadas músicas religiosas, e também a canção nacional “Deus Salve o Czar”.
Sergei Alexandrovitch, grão-duque, ordenou à guarda do czar que não permitisse que povo se aproximasse do palácio e que dispersasse a manifestação. Entretanto a massa não recuou. A guarda, então, disparou contra a multidão. A manifestação rapidamente se dispersou, deixando centenas de mortos.
A população indignou-se com a atitude do czar, que, até então, era bem visto por seus súditos. O episódio ficou conhecido como "Domingo Sangrento" e foi o estopim para o início do movimento revolucionário de 1905.

domingo, 20 de março de 2011

A VERDADE

No senso comum temos a verdade como aquilo que é correto, o que realmente aconteceu. Ao contrário disso é errado, não aconteceu, é invenção, portanto, mentira. Porém, a verdade é muito mais complicado do que isso. O que é verdadeiro e o que é falso, como diria Platão, só existe no mundo das idéias. Dessa forma, temos que ter noção que esses dois princípios: verdadeiro e falso, são construções das sociedades humanas, portanto, resultado da evolução cultural do homem. Ou seja, aquilo que o homem ao longo de sua história consolidou como verdade ou não.

Os pensadores ao longo do tempo tentaram concituar a verdade, o que por si só, prova o que foi dito acima.Temos várias noções de verdades. A verdade absoluta seria aquela inquestionável, ou seja, é um fato absoluto e verdadeiro, imutável, não pode ser modificado. Por exemplo: "Todo homem um dia vai morrer." Alguns dirão que a verdade é relativa. Nesse caso ela é mutável, questionável, isto é, modifica-se com o tempo com as transformações científicas e ideológicas das sociedades e das culturas humanas. Por exemplo: "a beleza está nos olhos de quem vê"; não há uma verdade para o que é bonito, um conceito universal que idealize a beleza.

No entanto a verdade não se consolida entre os homens nos modelos ideológicos dos pensadores, mas sim no senso comum, naquilo que determinado grupo aceita como verdadeiro ou não. E esta aceitação esta alicerçada na ética, nos valores morais, nos costumes e cultura de cada grupo social, que necessariamente não são os mesmos valores pertencentes e consolidados em outros grupos sociais. Assim, temos várias verdades, em várias épocas e em vários lugares.
Fabrício Colombo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

SPARTACUS

Spartacus
A liberdade a qualquer preço
Kirk Douglas protagonizou e produziu o filme "Spartacus", baseado no romance de mesmo nome do escritor Howard Fast e que foi roteirizado pelo grande Dalton Trumbo (nome certo nas listas negras do Macarthismo). Sabia bem o que estava fazendo, apostou suas fichas em um sucesso certo, num filme épico, cuja história centra-se na luta pela liberdade com a qual todo ser humano se identifica e, além disso, contou com o apoio de uma equipe que não poupou esforços para realizar um grande produto final, um filme de qualidades indiscutíveis.
Um dos melhores trunfos do filme foi a contratação do ainda jovem Stanley Kubrick para a direção do filme. Desde cedo Kubrick já demonstra sua grande habilidade de realizar um filme diferenciado, com destaque para a utilização de grande número de extras para as cenas de batalhas entre os romanos e o exército de escravos liderados por Espártaco.
O mais interessante, no entanto, é que "Spartacus" conta a história de um personagem marcante da história da Roma Republicana, um escravo de destacado porte físico que, tirado de regiões de mineração é levado para uma escola de gladiadores, onde passa a ser treinado para entrar no circo romano, nas areias do Coliseu e acaba se tornando o líder de uma das maiores rebeliões de escravos de todos os tempos.
O fato de estarmos falando de um personagem histórico, que faz parte do rol dos povos que foram vencidos e que poderiam ter sido esquecidos ao longo da história, que foi submetido ao poder do "glorioso" Império Romano e que, apesar de todos os problemas que encontrou ainda teve fôlego para atravessar os mais de 2 mil anos que separam os acontecimentos em que esteve envolvido da produção do filme que conta sua história, já nos dá uma dimensão da magnitude de Espártaco (Kirk Douglas).
O atrevimento desse general-gladiador foi tão grande que os próprios escribas romanos fizeram questão de produzir textos a respeito do fenomenal levante que quase pôs tudo a perder nas terras dos patrícios que conduziam politicamente a Roma daquele tempo. Para derrotá-lo, os romanos tiveram que dar a Crasso (personagem do lendário ator inglês, Laurence Olivier) poderes que extrapolavam a autoridade do Senado, tornando-o um autêntico imperador, príncipe ou rei numa época em que ainda vivia-se em Roma sob a égide da República e, na qual, a simples menção ao governo de um monarca encontrava oposição nas ruas e, principalmente entre os próprios senadores (o que torna-se evidente através da figura de Graco, vivido pelo ator Charles Laughton).
As sequências em que Espártaco é treinado para se tornar gladiador, numa escola em que os "alunos" aprendem o manejo de gládios, tridentes, redes, escudos e lanças; onde a preparação física é a maior das prioridades e onde ninguém deve fazer amigos (pois, segundo diálogo do filme, poderiam se encontrar numa arena qualquer e teriam que se matar) abre a história do filme, logo após trecho inicial em que Espártaco foi escolhido numa mina da Líbia (possessão romana no norte da África) por conta de sua boa condição física e da qualidade de seus dentes (um dos pormenores examinados pelos compradores de escravos quando pretendiam adquirir um novo cativo).
Nessa escola, Espártaco é humilhado por seus treinadores e acaba se apaixonando por uma jovem cozinheira que trabalha por ali (onde além de serviços domésticos é obrigada a se entregar aos escravos como recompensa pelos bons resultados obtidos nos treinamentos). A chegada de Crasso, acompanhado de duas jovens e um outro nobre, que pagam uma alta soma para assistir a duas autênticas lutas de gladiadores, esperando a morte dos perdedores ao final, acaba motivando Espártaco a liderar uma rebelião e a fuga dos gladiadores cativos.
A princípio encarados como preocupação menor do império, os fugitivos começam a arregimentar maior número de seguidores a cada dia que passa. A promessa de liberdade do jugo imposto pelos romanos faz com que eles tenham um contingente respeitável de "soldados" para enfrentar as legiões romanas. E para esses lutadores perder a vida não é um preço tão alto já que, como escravos, não se sentiam tão vivos assim.
A liderança de um grupo de homens habituados a lutar e as vitórias espetaculares obtidas nas primeiras batalhas afetam a confiança dos romanos que, desesperados cedem as exigências de Crasso, que passa a ter como auxiliar direto ninguém menos que o posteriormente celebrado, Júlio César (John Gavin). A Traição dos piratas sicilianos que não se apresentam no local combinado com os navios para transportar os escravos em fuga, obriga Espártaco e seu exército a marcharem em direção a Roma. Estava selado o destino do grupo. Haviam caído na armadilha do exército romano.
Imperdível e, por excelência um grande clássico, "Spartacus" nos comove por tratar de um tema fundamental para a existência da humanidade, a liberdade. Contando com um elenco fenomenal (Kirk Douglas, Laurence Olivier, Charles Laughton, John Gavin, Jean Simmons, Peter Ustinov e Tony Curtiss), tendo a direção do consagrado (ainda que naquela época se iniciando na ofício) Stanley Kubrick e contando com recursos para um grande espetáculo épico, "Spartacus" é obra fundamental na videoteca de qualquer estudioso, de qualquer área do conhecimento.




A CARTA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL

A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, relata com detalhes a chegada dos portugueses no Brasil, como foramos primeiros contatos destes com os indígenas e, a partir desta carta, podemos perceber as intenções portuguesas quanto à nova terra e, o que seria dela depois de então. A partida frota portuguesa de Belém-Portugal ocorreu no dia 9 de março, a chegada às canérias no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 chegaram à ilha de São Nicolau. Nodia 21 de abril, toparam com sinais de terra, o que eles chamam de botelho, espéciede ervas compridas. No dia seguinte, houveram vista de terra, que foi chamada de Terra De Vera Cruz, a qual tinho um monte alto, que recebeu o nome de o Monte Pascoal. Avistaram os primeiros habitantes da terra, os quais eram, de acordo com a decrição de Caminha, pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes, nus, traziam arcos e setas, o beiço de baixo furado com um osso metido nele, cabelos corredios e corpos pintados. Com eles tentaram estabelecer um primeiro contato, o que foi uma surpresa, pois um deles começou a paontar para o colar de ouro do capitão da frota e, em seguida, para a terra, como se quisesse dizer que naquela terra havia ouro. A mesma coisa ocorreu com o castçal de prata e o papagaio. Ao verem coisas que não conheciam, faziam sinais, dando-se a entender que queriam propor uma troca.

Conclui-se então, que desta forma começou a troca de ouro, prata e madeira, por quinquilharis vindas da Europa. Os portugueses traziam os indígenas para as embarcações, a fim de estabelecer um melhor contato com os indígenas. No início, eles mostraram-se muito esquivos, mas com o passar dos dias, passaram a conviver mais com os portugueses e, até mesmo, à ajudá-los no que precisavam e levá-los às suas aldeias. Os portugueses realizaram uma missa, construíram uma enorme cruz. Tudo para mostrar aos nativos a acatamento que tinham pela cruz, ou melhor, pela religião. Desde já, possuíam a vontade de convertê-los à igeja, tendo em vista, sua inocência, já que faziam tudo o que os portugueses faziam ou mandavam... A intenção de dominé-los é facilmente observada na seguinte passagem : "Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parce-me que será salvar esta gente."

sexta-feira, 11 de março de 2011

EXÉRCITO DE TERRACOTA

Exército de terracota, Guerreiros de Xian ou ainda Exército do imperador Qin, é uma coleção de mais de oito mil figuras de guerreiros e cavalos em terracota, em tamanho natural, encontradas próximas do mausoléu do primeiro imperador da China. Foram descobertas em 1974, próximas de Xian.
As imagens em terracota foram enterradas junto ao mausoléu do primeiro imperador, Qin Shihuang em c. 259-210 a.C. e foram descobertas em março de 1974 por agricultores locais que escavavam um poço de água a leste do monte Lishan, uma elevação de terra feita por mãos humanas e que contém a necrópole do primeiro imperador da dinastia Qin. A construção desse mausoléu começou em 246 a.C. e acredita-se que 700.000 trabalhadores e artesãos levaram 38 anos para a completar. De acordo com o historiador Sima Qian, na obra Registros do Historiador (c. 100 a.C.), o imperador foi enterrado em 210 a.C. juntamente com grandes tesouros e objetos artísticos, bem como com uma réplica do mundo onde pedras preciosas representavam os astros, pérolas os planetas e lagos de mercúrio representavam os mares. Pesquisas recentes detectaram altos índices de mercúrio no solo, comprovando o historiador.
A tumba fica perto de uma pirâmide de terra com 47 metros de altura e 2,18 quilómetros quadrados de área, mas ainda não foi devidamente explorada por se temer que a erosão provocada por chuvas possa danificá-la. Planeja-se cobrir a área com um telhado especial, mas até 2007 não foi possível. O complexo do mausoléu foi construído para servir como um palácio ou corte imperial. É dividido em vários ambientes, salas e outras estruturas e cercado por uma muralha com diversos portões. Seria protegido por um exército de soldados em terracota guardados nas proximidades, mas os restos de muitos artesãos e suas ferramentas foram encontrados, o que faz acreditar que tenham sido enterrados com o imperador para impedir que revelassem as riquezas ou as entradas aos salteadores.(Fonte: Wikipédia).





CRÍTICA AO IMPERIALISMO NORTE AMERICANO

quinta-feira, 10 de março de 2011

FIM DE UMA ERA - A TRAJETÓRIA DE FIDEL CASTRO

O GRANDE DITADOR

Charles Chaplin é considerado por muitos como o maior gênio da sétima arte. Mesmo tendo vivido no início do século XX e produzido a maioria dos seus filmes até 1950, o criador de Carlitos continua sendo comentado, reprisado e endeusado por um enorme número de fiéis seguidores. Não é para menos, suas obras (como "Tempos Modernos", "Em busca do Ouro", "O Garoto", "O Circo", "Luzes da Cidade" e "O Grande Ditador") não perderam seu valor com o passar do tempo, continuam encantando platéias dos quatro cantos do mundo e, acima de tudo, mostraram-se tão grandiosas que suas tramas não se inscreveram apenas como registros do período em que foram feitos os filmes, ultrapassaram essa barreira.
Lembrem-se do filme "Tempos Modernos"  e vejam como Chaplin, em sua crítica a sociedade contemporânea, de bases industriais já não estava, com suas gags e paródias antevendo o stress, as correrias típicas de nosso cotidiano, os sistemas de trabalho onde os homens são apenas engrenagens adicionais ao trabalho das máquinas!
Em "O Grande Ditador", Chaplin antecipou o fenômeno Hitler na Alemanha, através de uma contundente sátira ao nazi-fascismo e um surpreendente clamor pela paz. Não compreendido pelos americanos acabou tendo que se retirar do país e se estabeleceu na Suíça. Uma grande perda pois, na Europa, tolhido dos meios e dos recursos necessários para seu trabalho e um tanto quanto descrente na indústria e no mundo, sua produção declinou e rareou.
A trama de "O Grande Ditador" nos revela algumas surpresas como o fato de Chaplin atuar em dois papéis, como o ditador de Tomânia (satirizando a Alemanha e seu Fuhrer) e no de um barbeiro judeu, celebrado como herói na 1ª Guerra e que, anos depois, ao sair do hospital onde ficara em recuperação dos traumas e choques daquele conflito, vê-se como parte de uma minoria perseguida pelas novas autoridades que reinam em seu país.
Depois de uma breve introdução, a história continua a partir do retorno do barbeiro a seu estabelecimento comercial, numa parte da cidade que foi transformada em gueto, onde todos os judeus foram confinados e vivem em total precariedade. Além das dificuldades materiais e privações, não havia liberdade para que as pessoas que ali viviam pudessem se deslocar de um lado para o outro e, além disso, elas eram vítimas de arbitrariedades e violências praticadas pelos soldados a serviço de Hynkel (leia-se Hitler).
Enquanto isso, nos gabinetes dos poderosos, o ditador fazia planos e mais planos de conquistar o mundo. É desse filme a célebre seqüência em que Hynkel dança com o globo terrestre em suas mãos numa suave alusão ao desejo de comandar os destinos do planeta. Há várias tiradas no filme que demonstram o quanto Chaplin estava sintonizado com o que ocorria no planeta, nessas seqüências por exemplo, menciona-se o arianismo e a estranha condição do ditador moreno comandando o futuro de Tomânia.
Outro detalhe interessante se refere a idéia de que uma das principais formas de se obter o apoio do povo se dava a partir da manipulação da opinião pública com o auxílio de propaganda pesada nos meios de comunicação ou com desfiles militares.
Um outro personagem destacado que aparece nessa trama é um sósia do ditador italiano Mussolini, que também tem pretensões expansionistas. Diferentemente da história, em que os destinos da Itália e da Alemanha se cruzam, os dois líderes são concorrentes e não estão dispostos a se associar.
A história sofre uma reversão quando Hynkel e o barbeiro judeu trocam de lugar, acidentalmente. Isso abre uma oportunidade sem igual para que os erros do verdadeiro ditador sejam reparados pela ação nobre do pobre e perseguido barbeiro. "O Grande Ditador" se revela no final, numa seqüência antológica, dessas verdadeiramente inesquecíveis, com um discurso de arrepiar os cabelos onde as palavras do personagem se fazem a de todos aqueles que acreditam que o mundo pode e deve viver em paz, equilíbrio e justiça.
Esse filme é recomendável para todas as disciplinas da área de humanas e códigos e linguagens. Permite que se façam redações com temáticas voltadas para os conflitos, abre possibilidade de se discutir ações em favor da paz, nos mostra que através da arte podemos estimular ações de benefício para a humanidade, nos convida a estudar a 2ª Guerra e suas motivações, a entender os fatores que fizeram com que grande número de pessoas morresse naquele conflito e as razões que nos movem a nunca mais promover tamanho genocídio. Imperdível!

quarta-feira, 2 de março de 2011

AVIÃO ALEMÃO UTILIZADO NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O AEG G.IV foi um bombardeiro biplano alemão utilizado durante a Primeira Guerra Mundial. Apesar do alcance relativamente pequeno, levava 400 kg de bombas.