sábado, 26 de março de 2011

SOCIEDADE DE CONSUMO

As mudanças tecnológicas e industriais ocorridas nos últimos tempos definiram historicamente as transformações das sociedades capitalistas. O desenvolvimento experimentado pela modernidade traz junto a si, a massificação dos meios de produção, que aumentaram em quantidade, velocidade e diversidade. Com isso, as relações entre produção e consumo se intensificaram e o mercado cresceu, aumentando a lista de mercadorias disponibilizadas à população.

Nossas vidas foram invadidas por inovações do desenvolvimento técnico científico que cria produtos para uma massa populacional, dando a ideia de individual. Vivemos em um mundo, como nos afirma Luciana Sacramento: "em um mundo de pura estética e a sociedade dividida m tribos gangs". Os grupos sociais estão se organizando pela forma e pela maneira daquilo que consomem, das marcas que utilizam. Nós somos aquilo que consumimos. A partir daí, os valores passam a ser aquilo que eu uso, que eu compro; e não aquilo que eu verdadeiramente sou como pessoa.

O processo industrial, a mídia e o marketing modificam o imaginário das pessoas, tornando objeto de desejo algo que possa ser consumido. Passam-nos a ideia de que se usarmos tal produto ou comprarmos tal marca, seremos diferentes, seremos melhores, vencedores. Com isso, essa pressão socioeconômica causada pelo consumo mobiliza as massas em direção a realizações pessoais. Assim, o mundo capitalista fragmenta através de um ideal de intenso consumo, um projeto coletivo.

E o grande truque, está na personalização da produção em massa. Através do avanço da informática é possível consumir através da internet, aonde o consumidor vai moldando o seu produto. Como por exemplo, os automóveis, onde se escolhe a cor, os detalhes, enfim, vai dando a impressão que se está consumindo um produto exclusivo.

Dessa forma, em nossa sociedade o importante não é SER, mas sim PARECER. A legitimidade das coisas e do que as pessoas representam está na aparência não na essência, isto é, o que a pessoa pensa, aquilo em que ela acredita, não é mais o principal. Vale muito mais aquilo que ela aparenta ser, no seu modo de vestir, os lugares que frequenta, o bairro que mora, o carro que tem, etc. – Fabrício Colombo.

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