sexta-feira, 27 de maio de 2011

AQUILES

A antiga e rica lenda de Aquiles ilustra a assertiva de que "os eleitos dos deuses morrem jovens", já que o herói preferiu uma vida gloriosa e breve a uma existência longa, mas rotineira e apagada.
Aquiles era filho de Tétis (a ninfa marinha, e não a deusa do oceano) e de Peleu, rei dos mirmidões da Tessália. Ao nascer, a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal, para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, pelo qual ela o segurava, e que assim se tornou seu ponto fraco -- o proverbial "calcanhar de Aquiles".
A lenda ganhou várias versões. Segundo uma delas, Tétis fez Aquiles ser criado como menina na corte de Licomedes, na ilha de Ciros, para mantê-lo a salvo de uma profecia que o condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses, sabedor de que só com sua ajuda venceria a guerra de Tróia, recorreu a um ardil para identificá-lo entre as moças.
Aquiles, resoluto, marchou com os gregos sobre Tróia. No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, chefe supremo dos gregos. Ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas persuadiram-no a ceder a seu amigo Pátroclo a armadura que usava. Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei de Tróia, Príamo.
Sedento de vingança, Aquiles reconciliou-se com Agamenon. De armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e arrastou seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo. Pouco depois, Páris, irmão de Heitor, lançou contra Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo, atingiu-lhe o calcanhar e matou-o.
As proezas de Aquiles e muitos temas correlatos foram desenvolvidos na Ilíada, de Homero, que relata a guerra de Tróia. O cadáver de Aquiles, segundo a versão mais comum, foi enterrado no Helesponto junto ao de Pátroclo.
Fonte: Barsa.

GUERRA DO VIETNÃ

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ADEUS LENIN


Adeus, Lênin! Quando o Muro de Berlim caiu...
Imagine-se como o personagem Rip Van Winkle, que sai de sua aldeia e iludido por fantasmas com os quais bebe e joga por algum tempo, adormece profundamente para acordar somente dali a 20 anos. Pense no drama recentemente noticiado de um norte-americano que sofreu um acidente e ficou em coma por longo período, desde o governo Reagan até a administração de George Bush e o conflito no Iraque. Lembre-se da situação vivida por um soldado japonês, representante das forças imperiais nipônicas durante a 2ª Guerra Mundial que, isolado do mundo e sem rádio, guardou bravamente o território conquistado por seu país sem saber que a guerra havia acabado e que os japoneses tinham sido derrotados...
A ficção e a vida real nos colocam em contato com várias histórias em que as pessoas perdem contato com a realidade ao seu redor e, depois de algum tempo, miraculosamente retornam a um cotidiano totalmente diferente daquele em que viviam antes.
“Adeus, Lênin!”, representante do novo cinema alemão, nos coloca em contato com uma curiosa e estimulante reflexão a respeito do que aconteceria se uma ardorosa partidária do socialismo da Alemanha Oriental fosse vitimada por um ataque cardíaco e entrasse em coma justamente no período em que seu país estava prestes a vivenciar a Queda do Muro de Berlim.
Já pararam para pensar a respeito do que aconteceu com as pessoas totalmente crédulas no sistema, confiantes na ditadura do proletariado, divulgadoras dos ideais marxistas e que todos os dias reafirmavam para todos com quem conviviam a ladainha governamental?
A estrutura burocrática criada pelos russos no leste europeu entre seus aliados, como a Alemanha Oriental, propagandeou durante anos as vantagens do socialismo e os problemas do capitalismo. A televisão e os meios de comunicação de massa, submetidos à rígida censura estatal jamais puderam noticiar as crises e as dificuldades pelas quais passavam a própria população de seus países. A carestia material que fazia com que existissem racionamentos e que os produtos fossem distribuídos de forma controlada era situação corriqueira jamais passível de discussões, reclamações ou qualquer tipo de divulgação...
O sistema tinha que ser entendido como perfeito. Qualquer oposicionista estava sujeito a perseguições, afastamento, prisões ou mesmo a morte. Os grandes desfiles militares enalteciam o crescimento nacional e, ao mesmo tempo, procuravam intimidar reações ao demonstrar o potencial bélico dos países.
“Adeus, Lênin!” nos coloca em contato com essa amarga realidade e confronta seus personagens com um dilema... Afinal, devem ou não contar o que aconteceu a mulher que estava em coma e se recuperou subitamente? O que vocês fariam?
O Filme
Quando a sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal e entra em coma, a Alemanha Oriental ainda existe. Socorrida a tempo, ela sobrevive, com remotas esperanças de recuperação segundo os médicos. Nesse meio tempo o país em que vive passa por mudanças drásticas e os ventos da democracia varrem do cenário local qualquer resquício que ainda restasse do socialismo. O problema é que a sra. Kerner é uma militante fervorosa da causa socialista...
Quando ela se recupera, ainda fragilizada depois de meses durante os quais esteve internada, seu filho Alexander (Daniel Brühl), preocupado com a possibilidade de um choque que pudesse colocar em risco a vida de sua mãe, se propõe a reviver a Alemanha Oriental mesmo depois da reunificação...
Como fazer isso se o logotipo da Coca-Cola, os carros da Mercedes Benz ou os restaurantes fast-food já povoavam as cercanias orientais? De que forma encobrir o intenso movimento entre o lado ocidental e oriental? O que dizer sobre o súbito desaparecimento de determinadas marcas de produtos típicos do regime socialista? Como silenciar a televisão e o rádio que falavam a todo o momento da transição e transmitiam propagandas de diversos produtos?
Transtornado com a possibilidade de perder a mãe, Alexander convence a irmã, a namorada e o cunhado (entre outros), a participar de uma enorme encenação que preserve a Alemanha Oriental aos olhos de sua mãe. Como ele conseguiu fazer isso? Confira assistindo a esse inteligente filme do diretor Wolfgang Becker.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A BOMBA ATÔMICA



Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos eram civis.
As explosões nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de agosto de 1945, com a subsequente assinatura oficial do armistício em 2 de setembro na baía de Tóquio e o fim da II Guerra Mundial.
O papel dos bombardeios atômicos na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificações, foram submetidos a muito debate. Nos EUA, o ponto de vista que prevalece é que os bombardeios terminaram a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se a invasão planejada do Japão tivesse ocorrido. No Japão, o público geral tende a crer que os bombardeios foram desnecessários, uma vez que a preparação para a rendição já estava em progresso em Tóquio.

Fonte: Wikipedia.

A ARTE DA GUERRA

A Arte da Guerra é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. pelo estrategista conhecido como Sun Tzu.
Sun Tzu escreveu, em tiras de bambu, as palavras que compõem A Arte da Guerra. Neste clássico de 2.500 anos notamos a preocupação com estratégia e a inteligência estratégica. A primeira tradução para o Ocidente foi feita pelo jesuíta francês, Padre Amiot, em 1782. Segundo o tradutor, o livro foi usado por Napoleão, a quem ajudou a alcançar sucesso militar.
Na estratégia militar, segundo Sun Tzu, há cinco fatores constantes: Moral, Clima, Distâncias/Relêvo (logística), Método e Disciplina. O livro dá importância ao plano de guerra (planejamento estratégico) e, na guerra, ressalta a logística, o planejamento dos recursos e os custos advindos dos deslocamentos e do tempo de guerra:
Quando nos empenhamos numa guerra verdadeira, se a vitória custa a chegar, as armas dos soldados tornam-se pesadas e o entusiasmo deles enfraquece. Se sitiarmos uma cidade, gastaremos nossa força e se a campanha se prolongar, os recursos do Estado não serão iguais ao esforço. Nunca esqueça, quando as armas ficarem pesadas, seu entusiasmo diminuído, a força exaurida e seus fundos gastos, outro comandante aparecerá para tirar vantagem da sua penúria. Então, nenhum homem, por mais sábio, será capaz de evitar as conseqüências que advirão.
O pensamento estratégico advindo de A Arte da Guerra continua muito vivo no Oriente. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, Akio Morita, da Sony, sentenciou que o Japão se reergueria com a vitória na guerra comercial com os países ocidentais. Vinte anos após o Japão já figurava como segunda economia do mundo, com aplicação de estratégias comerciais radicais e uma revolução na produção de produtos bons, inovadores e baratos.
Um de seus estratagemas enfatiza a importância de conhecer o inimigo – Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não o inimigo, para cada vitória conquistada, você também sofrerá uma derrota.
Desde 1772 existem edições européias (quatro traduções russas, uma alemã, cinco em inglês) apesar de insatisfatórias. A primeira edição ocidental com uma tradução fidedigna data de 1927.
Descrito como "um trabalho ponderado e compreensivo, pleno de capacidade de percepção e imaginação", o livro trata da necessidade de se guerrear pelo menos tempo possível, perdendo menos gente e conquistando pela inteligência. O autor acreditava que um estrategista hábil poderia "submeter o adversário sem o confrontar, tomar-lhe as cidades sem as cercar e derrubar-lhe o Estado sem se ensoparem espadas em sangue". Buscava a conquista da coisa intacta, ou o máximo possível intacta - abominava a destruição desnecessária, o dispêndio de energia à toa, a perda de vidas necessárias à agricultura.
Com seu caráter sentencioso, Sun Tzu forja a figura de um general cujas qualidades são o segredo, a dissimulação e a surpresa. Hoje, o livro parece destinado a secundar outra guerra: a das empresas no mundo dos negócios. Assim, o livro migrou das estantes dos estrategistas para as do economista e do administrador.
Embora as táticas bélicas tenham mudado desde a época de Sun Tzu, esse tratado teria influenciado, segundo a Enciclopédia Britânica, certos estrategistas modernos como Mao Tsé-Tung, em sua luta contra os japoneses e os chineses nacionalistas.
Citações do livro A arte da guerra:
A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante.
A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.
Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.
Mantenha-os sob tensão e canse-os.
A vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e a moral baixa.
Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso.
Se numericamente és mais fraco, procura a retirada.
É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. Obter uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade.
O principal objetivo da guerra é a paz.


O ÚLTIMO SAMURAI

Uma das mais regulares práticas adotadas por técnicos e atletas de diversas modalidades esportivas é o levantamento de dados relativos ao rendimento e variação técnica e tática de seus principais competidores. Uma época como a nossa, marcada pela forte e constante presença de dispositivos de tecnologia de ponta (como a filmagem e edição de imagens, a descrição escrita ou a disponibilidade de fotografias, a edição de livros ou matérias em jornais e revistas,...) faz com que a existência de grandes surpresas no esporte seja cada vez menos possível.
Essa prática não é, entretanto, uma novidade na história dos homens. Já foi descrita com maestria, por exemplo, no clássico livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, um eminente estudioso chinês que desvendou caminhos e práticas assim como a própria psicologia que envolve a participação humana em conflitos bélicos. Continua atualíssimo. Trata-se de uma obra verdadeiramente imortal e bela, apesar de seu conteúdo tematizar acerca de uma das maiores desgraças que rondam o gênero humano ao longo dos tempos...
“O Último Samurai” aborda a guerra com a serenidade e a calma próprias dos orientais. Segue os passos do trabalho de Sun Tzu ao tornar poético um tema tão doloroso para a maioria das pessoas. Fala da guerra e também de disciplina, compaixão, honra, tradição e amizade.
O filme dirigido por Edward Zwick e estrelado por Tom Cruise (que se mostra cada vez mais maduro e envolvido com seus filmes e atuações), foi um dos maiores sucessos recentes do cinema, com enorme justiça. O grande público soube reconhecer a grandeza da cultura oriental e de suas tradições, indo aos cinemas para assistir uma produção esteticamente bem constituída, com atuações sólidas, fotografia envolvente e paisagens belíssimas.
Porém, acima de tudo, a repercussão muito positiva do filme se deve a história poderosa que une ocidente e oriente em torno dos ideais dos guerreiros samurais através do capitão Nathan Algren (Tom Cruise).
O que podemos perceber e deduzir dos samurais supera, com sobras, a noção estabelecida pelo senso comum (e também por outras produções do cinema), desses eminentes guerreiros japoneses como apenas autênticos “senhores” da guerra, praticamente invencíveis devido as suas várias qualidades como conhecedores das artes marciais e pelo excelente manejo de suas armas (que não incluíam revólveres, espingardas ou qualquer outra arma de fogo).
Ser samurai significava disciplina, treinamento sério e contínuo, forma física invejável, capacidade de concentração, honra e, acima de tudo, lealdade aos princípios e a seus líderes. Além disso, apesar de guerreiros de inúmeras vitórias, temidos por seus oponentes, os samurais jamais menosprezavam seus adversários, prezavam um estudo da arte da guerra e sempre entravam nos conflitos orientados quanto à estratégia para aquela batalha específica...
“A Arte da Guerra” poderia ser descrito como um livro de samurais pelos muitos pontos comuns entre o que podemos ler em suas várias páginas e o que pudemos ver nas telas com “O Último Samurai”. Ser comparado a obra imortal de Sun Tzu já nos dá uma amostra do que significa assistir ao filme. É um tremendo elogio...
O Filme
O Capitão Nathan Algren, conceituado e condecorado militar norte-americano, veterano da Guerra de Secessão (a Guerra Civil Norte-Americana), é um decadente e desmotivado guerreiro, sem grandes perspectivas e ambições, que se refugiou em espetáculos de qualidade duvidosa e também no álcool.
Procurado por um de seus mais leais subalternos é convidado a participar do treinamento de soldados no Japão em troca de um aumento considerável em seus rendimentos. Além de alcoólatra, nesse exato momento de sua vida, Algren acaba por se tornar um mercenário...
O que o veterano capitão não sabe é que além de treinar camponeses inaptos e totalmente despreparados para compor um exército de verdade, terá pela frente alguns dos mais temidos e mortais guerreiros como inimigos. A princípio nem havia sido informado dos prazos exíguos e da premência das batalhas, o que acaba exigindo que até mesmo ele tenha que ir para essa guerra...
Apesar de mais numerosos e de contarem com o apoio das armas de fogo compradas pelo imperador japonês, Algren e seus comandados são derrotados pelos samurais e, o capitão americano é feito prisioneiro entre os algozes de seu exército oriental.
Entre os samurais, vivendo numa comunidade idílica, onde o tempo parece não passar, a natureza pródiga alimenta os sentidos e a disciplina dá o ritmo de vida a ser seguido pelas pessoas, Algren irá aprender lições dadas por seus inimigos que irão lhe marcar pelo resto de sua vida. São ensinamentos passados num ritmo lento, que vieram para ficar e que estabelecem uma relação de maior harmonia, com o mundo e com as pessoas, com as igualdades e com as diferenças...


quinta-feira, 19 de maio de 2011

TORRE DE BABEL

Segundo o Antigo Testamento, para celebrizar seus nomes, os descendentes de Noé decidiram construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. A fim de castigá-los pela soberba, o Senhor confundiu-lhes os idiomas e dispersou-os sobre a face da terra.
O mito da torre de Babel inspirou-se provavelmente na torre do templo de Marduk, chamada em acádico Bab-ilu, que significa "porta de Deus", e cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel. As pronúncias semelhantes de Babel e balal, que significa confusão, levou ao jogo de palavras que se encontra no Gênesis: "Deu-se-lhe por isso o nome de Babel, pois foi lá que Iavé confundiu a linguagem de todos os habitantes da terra." (Gn 11:9)
Modernamente, o mito da torre de Babel é entendido como uma tentativa de explicar a diversidade das línguas. Nas terras de Senaar, ao sul da Mesopotâmia, existem, não obstante, ruínas de torres que se enquadram na descrição bíblica.
Fonte: Barsa

A IMPUNIDADE É O ÁLIBI E A DEFESA DAQUELE QUE SE APROVEITA E EM NOME DO BEM, NA VERDADE PRATICA O MAL...

terça-feira, 17 de maio de 2011

AS MUDANÇAS NO LESTE EUROPEU E DESMEMBRAMENTO DA IUGOSLÁVIA

A perestroika e a glasnost, associada à aproximação com os países capitalistas, produziram a desagregação dos regimes socialistas estabelecidos no Leste europeu. Na Alemanha Oriental, o reformismo foi amplo e vertiginosos. O símbolo maior desse movimento foi à mobilização popular e a consequente derrubada do Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria, em novembro de 1989. Pouco depois, em 1990, deu-se a reunificação das duas Alemanhas. Em junho do mesmo ano, Berlim passou a ser novamente a capital de toda a Alemanha.
                Na Polônia, a derrocada do regime socialista aconteceu por meio democráticos. Em 1990, foi eleito presidente Lech Walesa, ex-líder do Solidariedade, destacada organização sindical que desde 1980 aglutinava as aspirações populares por liberdade politica e eliminação dos privilégios dos burocratas no país. Na Hungria, o tradicional Partido Comunista mudou de orientação política, iniciando reformas constitucionais que culminaram em eleições livres e pluripartidárias.
                Na Tchecoslováquia, as reformas lideradas por Alexander Dubcek e Vaclav Ravel derrubaram a hegemonia do Partido Comunista, dando inicio ao processo de privatização e entrada de capitais estrangeiros. Em 1992, foi decidido pelo desmembramento do país em duas república independentes: República Tcheca e Eslováquia, efetivado em 1993, na chamada Revolução de Veludo. A Romênia passou por um processo mais violento de transformações. Em 1989 diante das manifestações que exigiam democracia, o chefe do governo comunista Nicolae Ceausescu determinou forte repressão policial. A medida não surtiu efeito. Nicolae foi preso e executado após julgamento sumário.
                Na Iugoslávia, na região dos Balcãs, as transformações que envolveram todo o Leste europeu levaram ao afloramento de antigos conflitos históricos e étnicos, que produziram a fragmentação do país em várias novas repúblicas. A região ocupada pela ex-Iugoslávia caracteriza-se por uma grande diversidade de povos. Desde a chegada dos eslavos, na Idade Média, as populações da região vem aprofundando suas diferenças culturais e politicas.  Sob a influência e domínio do Império Habsburgo, na parte ocidental, eslovenos e croatas converteram-se ao catolicismo. Entre os sérvios, na parte mais oriental, prevaleceu o cristianismo ortodoxo. No sul, boa parte dos habitantes da Bósnia, de Montenegro e da Macedônia, em razão do longo domínio do Império Turco-Otomano, pertence à religião muçulmana.
                A Iugoslávia que significa terras dos eslavos do sul, só se transformou em país independente após a I Guerra Mundial. Mesmo assim, continuou sob permanentes conflitos étnicos, sobretudo entre sérvios e croatas. Durante a II Guerra Mundial, os croatas proclamaram a independência e se associaram a Alemanha nazista, eles executaram uma brutal perseguição aos sérvios e demais opositores. Valiam-se até de campos de concentração e de extermínio das populações sérvia e muçulmana. A reação deu-se com a formação de um exército popular, sob a liderança do comunista croata Josip Tito. Em 1945, após sucessivas vitórias, Tito transformou a Iugoslávia em um Estado socialista.
                A partir de então, o país manteve um governo forte que buscava equilíbrio entre os diversos grupos étnicos distribuídos em seis repúblicas: Eslovênia, Croácia, Sérvia, Macedônia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina. Com a morte de Tito, em 1980, e a crescente dificuldade econômica dos anos seguintes, a coesão dos diversos povos da Iugoslávia entrou em colapso. A crise dos países socialistas abalou ainda mais o frágil equilíbrio na região. Nas eleições gerais de 1990, os comunistas foram derrotados em quatro repúblicas, mas venceram na Sérvia e Montenegro, as que reuniam maior poder naquele momento. Manteve assim, o controle sobre o território que ainda se chamava Iugoslávia, governado pelo sérvio Slobodan Milosevic.
                Em 1991, a Croácia e a Eslovênia proclamaram-se repúblicas independentes. Para restabelecer a unidade do Estado, o exército interveio na região. As lutas étnicas e políticas se acirraram até a guerra. No ano seguinte seria a vez da Macedônia e da Bósnia-Herzegovina declararem autonomia, provocando mais conflitos. Milosevic foi acusado de promover limpeza étnica. O agravamento dos conflitos resultou numa intervenção internacional nos Balcãs, forçando o presidente sérvio a um acordo em 1995. A Iugoslávia praticamente não existia mais, resumida somente a Sérvia e Montenegro.
                Em 1998, outro conflito ganhou força na península Balcânica. Kosovo, província com população de maioria albanesa e administrada pela Sérvia iniciou uma revolta separatista. Em 1999, a OTAN, interveio na região, com o objetivo de forçar os sérvios a um acordo de paz. Em 2000, Milosevic é preso e, sob pressão internacional entregue ao Tribunal Internacional da ONU, para ser julgado por crimes de guerra. Em 2006, Milosevic foi encontrado morto em sua sela na prisão da ONU, em Haia. Nesse mesmo ano, Sérvia e Montenegro se separaram. Em 2008 foi à vez de Kosovo proclamar sua independência. Apesar do reconhecimento europeu à autonomia de Kosovo, a Sérvia não reconheceu a independência por considerar a região como parte de seu território, dando continuidade ao impasse e aos conflitos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

É incrivel! Mas é muito mais fácil convencer as pessoas com uma mentira do que com uma verdade....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BONS ALUNOS, ELES EXISTEM!

Normalmente quando escrevemos um artigo, fazemos críticas, apontando aquilo que em nossa opinião não achamos correto.  Na grande parte das vezes, escrevemos sobre as coisas que não dão certo e precisa melhorar. Desabafamos, procuramos apontar soluções e que as pessoas procurem ter uma postura mais ética. Mas hoje não vou fazer críticas, nem escrever sobre o que está errado. Hoje vou escrever sobre os bons.

                Os bons alunos que tenho, pois em um mar de mediocridade, muitas vezes esquecidos entre os extremos de uma sala de aula, eles existem! E eu, como professor tenho o privilégio de ter bons alunos, como digo, bons estudantes, por consequência, pessoas boas. Pessoas educadas, que sabem se relacionar sem agressividade, estudantes comprometidos com o gosto do conhecimento, que fazem aquilo que tem que ser feito e, quando necessário sabem argumentar ao invés de reclamar das dificuldades. Sabem demonstrar interesse, são esforçados, se dedicam a alcançar os objetivos traçados, pois têm objetivos e quem tem objetivo, sabe o que quer.
                Ah! Meus bons alunos, gosto muito de vocês. Em vocês me sinto valorizado, percebo que vale a pena o tempo que me consome. Percebo que esse tempo não é perdido. Percebo em seus trabalhos, opiniões e argumentos que vão se tornando cada vez mais seguros. Sabemos também, que erramos e que errar faz parte do aprender e ter consciência disso é uma prova de inteligência.
                Por isso, meus bons alunos, hoje resolvi escrever sobre vocês, para lembra-los que sei que existem. Que tenho profunda admiração e respeito, pois é por vocês que continuo, senão, já tinha desistido. Mas ainda bem que descobri que bons alunos existem!
Fabrício Colombo.

IMPERIALISMO

terça-feira, 10 de maio de 2011

A TOMADA DE BERLIM EM 1945 PELOS SOVIÉTICOS



A Batalha de Berlim foi a última batalha ocorrida no teatro de guerra Europeu durante a Segunda Guerra Mundial. Ela foi resultado de maciça ofensiva soviética contra as forças alemãs no início de 1945. Seu planejamento previa o lançamento ao mesmo tempo de diversos ataques no leste da Europa, desde o Mar Báltico até a região dos Cárpatos, com o intuito de invadir os países ainda ocupados pelos alemães e chegar a Berlim e terminar a guerra antes que os Aliados Ocidentais entrassem na capital do Reich. A batalha durou de abril de 1945 até o início de maio. Em um dos últimos dias da batalha, Adolf Hitler cometeu suicídio. Poucos dias depois Berlim se entregava. Por fim, a Alemanha se rendeu seis dias depois do fim da batalha.
Fonte de Texto: Wikipédia.

domingo, 8 de maio de 2011

Com o tempo aprendi a ser mais seguro, menos intolerante, mas aprendi a falar o que penso. Com o tempo aprendi a ser mais e ter o necessário. Com o tempo a gente aprendi, nem que seja na marra!

sábado, 7 de maio de 2011

O HOMEM VIRTUVIANO


Homem Vitruviano - é um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado. A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. Às vezes, o desenho e o texto são chamados de Cânone das Proporções.
O desenho actualmente faz parte da colecção/coleção da Gallerie dell'Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália.Examinando o desenho, pode ser notado que a combinação das posições dos braços e pernas formam quatro posturas diferentes. As posições com os braços em cruz e os pés são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel.
Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 6 de maio de 2011

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ



Auschwitz é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940 o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área, então na Polônia ocupada. Houve três campos principais e trinta e nove campos auxiliares.Os campos localizavam-se no território dos municípios de Auschwitz e Birkenau, versões em língua alemã para os nomes polacos de Oświęcim e Brzezinka, respectivamente. Esta área dista cerca de sessenta quilômetros da cidade de Cracóvia, capital da região da Pequena Polônia

A REPÚBLICA

No século IV a.C., em data imprecisa, surgiu em Atenas a primeira concepção de sociedade perfeita que se conhece. Tratou-se do diálogo A República (Politéia), escrito por Platão, o mais brilhante e conhecido discípulo de Sócrates. As idéias expostas por ele - o sonho de uma vida harmônica, fraterna, que dominasse para sempre o caos da realidade - servirão, ao longo dos tempos, como a matriz inspiradora de todas utopias aparecidas e da maioria dos movimentos de reforma social que desde então a humanidade conheceu. 
 Essa é a obra mais importante de Platão. Nela ele expõe suas principais idéias. Ali está descrito o Mito da Caverna, o que é um filósofo e como é uma sociedade justa entre outras idéias.
Em A República, Platão idealiza uma cidade, na qual dirigentes e guardiães representam a encarnação da pura racionalidade.  Neles encontra discípulos dóceis, capazes de compreender todas as renúncias que a razão lhes impõe, mesmo quando duras.  O egoísmo está superado e as paixões, controladas. Os interesses pessoais se casam com os da totalidade social, e o príncipe filósofo é a tipificação perfeita do demiurgo terreno.  Apesar de tudo isso e desse ideal de Bem comum, Platão parece reconhecer o caráter utópico desse projeto político, no final do livro IX de A República.
 Tendo em vista esse ideal, o trabalho manual continuava não valorizado no âmbito da cidade-estado.  A classe dos trabalhadores não era classe cidadã, pois não lhes sobrava tempo para a contemplação teórica da verdade e para a práxis política.  Para Platão, o ideal humano se realizava na figura do cidadão filósofo, livre das incumbências da sobrevivência, constituindo um ideal altamente elitista.
Para além de todas as utopias da sua república ideal, da figura dos reis filósofos, devemos apreciar o ideal ético de Estado e o esforço de Platão para desvendar os vínculos que ligam os destinos das pessoas ao destino da cidade.
A República começa com um sofista, Trasímaco, declarando que a força é um direito, e que a justiça é o interesse do mais forte. As formas de governo fazem leis visando seus interesses, e determinam assim o que é justo, punindo como injusto aquele que transgredir suas regras. Para responder a pergunta "Como seria uma cidade justa?" , Sócrates começa a dialogar, principalmente com Gláucon e Adimanto. Platão salienta que a justiça é uma relação entre indivíduos, e depende da organização social. Mais tarde fala que justiça é fazer aquilo que nos compete, de acordo com a nossa função. A justiça seria simples se os homens fossem simples. Os homens viveriam produzindo de acordo com as suas necessidades, trabalhando muito e sendo vegetarianos, tudo sem luxo. Para implantar seu sistema de governo, Platão imagina que deve-se começar da estaca zero. O primeiro passo seria tirar os filhos das suas mães. Platão repudiava o modo de vida com a promiscuidade social, ganância, a mente que a riqueza, o luxo e os excessos moldam, típicos dos homens ricos de Atenas. Nunca se contentavam com o que tinham, e desejavam as coisas dos terceiros. Assim resultava a invasão de um grupo para o outro e vinha a guerra.
Platão achava um absurdo que homens com mais votos pudessem assumir cargos da mais alta importância, pois nem sempre o mais votado é o melhor preparado. Era preciso criar um método para impedir que a corrupção e a incompetência tomassem conta do poder público, Mas atrás desses problemas estava a psyche humana, como havia identificado Sócrates, Para Platão o conhecimento humano vêm de três fontes principais: o desejo, a emoção, e o conhecimento, que fluem do baixo ventre, coração e cabeça, respectivamente. Essas fontes seriam forças presentes em diferentes graus de distribuição nos indivíduos. Elas se dosariam umas às outras, e num homem apto a governar, estariam em equilíbrio, com a cabeça liderando continuamente. Para isso, é preciso uma longa preparação e muita sabedoria. O mais indicado, para Platão, é o filósofo: "enquanto os filósofos deste mundo não tiverem o espírito e o poder da filosofia, a sabedoria e a liderança não se encontrarão no mesmo homem, e as cidades sofrerão os males".
 Para começar essa sociedade ideal, como dissemos, deve-se tirar os filhos dos pais, para protegê-los dos maus hábitos. Nos primeiros dez anos, a educação será predominantemente física. A medicina serve só para os doentes sedentários das cidades. Não se deve viver para a doença. Para contrabalançar com as atividades físicas, a música. A música aperfeiçoa o espírito, cria um requinte de sentimento e molda o caráter, também restaura a saúde.
Para Platão, a inspiração e a intuição verdadeira não se conseguem quando se está consciente, com a razão. O poder do intelecto está reprimido no sono ou na atenção que aflora com a doença. Ele então critica o controle da lei e da razão à certos instintos que ele chama de ilegais.
 Depois dos dezesseis anos, e de misturar a música para lições musicais com a música pura, essas práticas são abandonadas. Assim os membros dessa comunidade teriam uma base psicológica e fisiológica. A base moral será dada pela crença em Deus. O que torna a nação forte seria Ele, pois ele pode dar conforto aos corações aflitos, coragem às almas e incitar e obrigar. Platão admite que a crença em Deus não pode ser demonstrada, nem sua existência, mas fala que ela não faz mal, só bem.
Aos vinte anos, chegará a hora da Grande Eliminação, um teste prático e teórico, Começa a divisão por classes da República. Os que não passarem serão designados para o trabalho econômico. Depois de mais dez anos de educação e treinamento, outro teste. Os que passarem aprenderão o deleite da filosofia. Assim se dedicarão ao estudo da doutrina e do mundo das Idéias.
O mundo das Idéias seria um mundo transcendente, de existência autônoma, que está por trás do mundo sensível. As Idéias são formas puras, modelos perfeitos eternos e imutáveis, paradigmas. O que pertence ao mundo dos sentidos se corrói e se desintegra com a ação do tempo. Mas tudo o que percebemos, todos os itens são formados a partir das Idéias, constituindo cópias imperfeitas desses modelos espirituais. Só podemos atingir a realidade das Idéias, na medida em que pelo processo dialético, nossa mente se afasta do mundo concreto, atravessando com a alma sucessivos graus de abstração, usando sistematicamente o discurso para se chegar à essência do mundo. A dialética é um instrumento de busca da verdade.
Platão acreditava numa alma imortal, que já existia no mundo das Idéias antes de habitar nosso corpo. Assim que passa a habitá-lo esquece das Idéias perfeitas. Então o mundo se apresenta a partir de uma vaga lembrança. A alma quer voltar para o mundo das Idéias. Um dos primeiros críticos de toda essa teoria de Platão foi um de seus alunos da Academia, Aristóteles.
Igualmente conhecida na República é a alegoria da caverna, que ilustra como percebemos apenas parte do mundo, reduzindo-o.
Um grupo de pessoas vive acorrentada numa caverna desde que nasceu, de costas para a entrada. Elas vêem refletida na parede da caverna as sombras do mundo real, pois há uma fogueira queimando além de um muro, depois da entrada. Elas acham que as sombras são tudo o que existe. Um dos habitantes se livra das amarras. Fora da caverna, primeiro ele se acostuma com a luz, depois vê a beleza e a vastidão do mundo, com suas cores e contornos. Ao voltar para a caverna para libertar seus companheiros, acaba sendo assassinado, pois não acreditam nele.
 Depois de estudar a filosofia, aqueles que forem considerados aptos irão testar seus conhecimentos no mundo real, onde experimentarão os dissabores da vida, ganhando comida conforma o trabalho, experimentando a crua realidade. Aos cinqüenta anos, os que sobreviveram tornarão-se os governantes do Estado.
Todos terão oportunidades iguais, mas na eliminação serão designados para classes diferentes. Os filósofos-reis não terão nenhum privilégio, tendo só os bens necessários, serão vegetarianos e dormirão no mesmo lugar. A procriação será para fins eugênicos, o sexo não será apenas por prazer. Haverá defensores contra inimigos externos, os guardiões, homens fortes, dedicados à comunidade. Não haverá diferença de oportunidade entre o sexo, sendo cada um designado a fazer uma tarefa de acordo com a sua capacidade.
Platão fala da renuncia do individuo em prol da comunidade, impondo inúmeras condições para a vida. Ele atenta para um problema muito preocupante em nossos dias: a superpopulação. Os homens só poderiam se reproduzir entre os trinta e quarenta e cinco anos, e as mulheres entre os vinte e quarenta anos. Também a legislação de Esparta, que muito inspirou Platão, e a proposta de Aristóteles na Política levam em conta este aspecto. Assim, resumidamente seria o Estado ideal, justo. O próprio Platão fala de dificuldade em se fazem um empreendimento dessa natureza. Um rei ofereceu à ele terras para fazer sua República, ele aceitou, mas o rei ficou sabendo que quem iria governar eram os filósofos e mudou de idéia.
Apesar do título, A República (em grego: Politéia), Platão nesta obra não tem como ponto principal a reflexão sobre teoria política. Nesta obra, o filósofo lida sobretudo com as questões em torno da paidéia, a formação grega, na tentativa de impor uma orientação filosófica de educação em oposição à paidéia poética então vigente. Outro alvo que tem em vista é a carreira que os sofistas vinham desenvolvendo como educadores que, com sua retórica, preparavam os cidadãos a saberem argumentar nos embates democráticos da ágora. Não tinham, portanto, um compromisso com a verdade - seus argumentos giravam em torno das percepções, opiniões e crenças - a doxa. A república ideal seria mais um resultado da paidéia filosófica que  Platão tenta fundamentar e propor com seus argumentos nesta obra do que o tema central da argumentação em si. Apenas um terço dos dez livros de A República, aproximadamente, tratam da organização e fundamentação filosófica da pólis especificamente. O tratamento dado às questões por Platão acaba por se tornar sistematizado por aqueles que adotam sua teoria, a partir do quê o pensamento no ocidente se torna uma sucessão de sistemas teóricos. Isso nos leva a considerá-lo o "pai" da filosofia, ao menos da filosofia enquanto pensamento sistematizado.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Não cofunda reclamação com contestação. Reclamar é a defesa que o imbecil achou para não fazer. Questionar é o ato de quem sabe o que quer.

JUIZO FINAL



O Juízo Final é um afresco do pintor renascentista italiano Michelangelo Buonarroti medindo 13,7 m x 12,2 m, pintado na parede do altar da Capela Sistina. É, na visão do artista, uma representação do Juízo Final inspiradas na narrativa bíblica.
Nesta pintura, Michelangelo, que nascera no ano em que a capela foi construída, dedicou todo seu engenho e força de 1534 a 1541. Já havia travado um ardoroso combate com Júlio II durante o período de pintura do monumental Teto da Capela Sistina. Uma confrontação de dois espíritos fortes e audazes, sem dúvida. O trabalho fora encomendado pelo Papa Clemente VII, mas só com a morte deste teve início, já no pontificado de Paulo III, que ratificou o contrato.
 O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiro retratos de Papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés; uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e as primeiras duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.
A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra.
Aqui, Michelangelo não expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda, esperam Caronte e Minos. A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.
Fonte: Wikipédia.

AFRODITE

Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus. A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.
Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia. Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem  Adônis, célebre por sua beleza.
Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis. As lendas freqüentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos. À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não sou e nem tenho como ser o dono da razão. Mas este fato não me impede de querer andar ao lado dela!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

POR QUE ROMA NÃO CAIU

Foi comum durante toda a História o surgimento de impérios e culturas que tiveram sua ascensão, apogeu e declínio. Porém, poucas conseguiram deixar legados fortes e manter a influencia de suas ideias séculos adiante, depois de suas ruínas. O Império Britânico não existe mais, mas o inglês se tornou um idioma universal, sendo utilizado oficialmente nas relações internacionais e principalmente entre os povos.
                Porém, nosso império em questão é mais antigo. Oficialmente ele deixou de existir em 476 d.C. Entretanto, sua influência se faz presente no Ocidente até os dias de hoje. Nossas instituições republicanas optaram pelo modelo constituída na antiga República Romana, que era bicameral, isto é, formada por duas câmaras. No caso do Brasil, temos o Senado e a Câmara de Deputados. Nosso direito está permeado pelos princípios do Direito Romano, tais como: “o ônus da prova é de quem acusa”; “todos são inocentes, até prova em contrário”; entre outros. Princípios esses que buscavam uma justiça mais eficaz, pois procura evitar que qualquer pessoa fosse condenada simplesmente por ter sido acusada.
                Até as mazelas romanas chegaram aos nossos dias. A corrupção, por exemplo, como compra de votos, desvio de dinheiro público, fraudes e artifícios para impor os interesses privados ou de uma minoria privilegia em detrimento do bem comum maior. Comparando mais especificamente com o Brasil temos o problema da reforma agrária que em Roma poderia ter resolvido muitos problemas, mas em detrimento dos interesses dos patrícios não foi efetivada, assim como os governos brasileiros insistem em não realizar uma reforma agrária de fato devido aos interesses dos latifundiários. O “pão e circo”, notável política romana de enganar o povo com espetáculos e distribuição de pão. Qualquer semelhança com politicas assistencialistas é mera coincidência.
                Outra grande influencia romana sobre nossa civilização é o latim, idioma que deu origem as línguas neolatinas, falada em boa parte da Europa e em toda a América Latina e outros lugares do mundo. O cristianismo, a religião perseguida que se tornou a religião oficial do poderoso Império Romano. Após a queda de Roma foi a Igreja cristã a única e grande herdeira de suas instituições, podendo dessa forma, com uma estrutura organizada e hierarquizada impor uma cultura única em um Ocidente fragmentado politicamente. Os “bárbaros” destruíram Roma, porém, se converteram ao cristianismo, propagando a cultura cristã e romana. Assim, a Igreja cristã se tornou soberana durante todos os séculos da Idade Média, impondo normas, regrando a sociedade e controlando as ideias de todo o período.
                Mas, a grande influencia romana sobre o Ocidente está na ideia de unidade, de seu universalismo. O universalismo romano que se dava pela força e principalmente pela romanização foi e é visivelmente seu maior legado. De Carlos Magno a ascensão do domínio norte-americano, passando pelos impérios coloniais ibéricos, por Napoleão e pelo Império Britânico, até chegarmos aos ianques, todos eles tem em comum a tentativa de unir os povos dominados sob um único poder politico e cultural dominador e universal. Foi assim, com a imposição da cristandade sobre os povos pagãos que se expressou ainda mais forte durante a colonização da América por espanhóis e portugueses que levaram a extinção de muitas culturas, as quais, estes, consideravam “barbaras” como romanos em outrora.
                Hoje não vivemos mais uma romanização, mas uma norte-americanização, que se impõem pela cultura de mercadológica do consumo, do cinema, da musica, das marcas, da economia, etc. E quando tudo isso falhas, entram em cena as “legiões salvadoras” do Império, impondo pelo bem de todos aquilo que é correto aos olhos dos “senhores do mundo”. Porém os “bárbaros”, agora no Oriente, estão por aí e tão infiéis quanto os heréticos da Idade Média.
Fabrício Colombo.