sexta-feira, 20 de maio de 2011

O ÚLTIMO SAMURAI

Uma das mais regulares práticas adotadas por técnicos e atletas de diversas modalidades esportivas é o levantamento de dados relativos ao rendimento e variação técnica e tática de seus principais competidores. Uma época como a nossa, marcada pela forte e constante presença de dispositivos de tecnologia de ponta (como a filmagem e edição de imagens, a descrição escrita ou a disponibilidade de fotografias, a edição de livros ou matérias em jornais e revistas,...) faz com que a existência de grandes surpresas no esporte seja cada vez menos possível.
Essa prática não é, entretanto, uma novidade na história dos homens. Já foi descrita com maestria, por exemplo, no clássico livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, um eminente estudioso chinês que desvendou caminhos e práticas assim como a própria psicologia que envolve a participação humana em conflitos bélicos. Continua atualíssimo. Trata-se de uma obra verdadeiramente imortal e bela, apesar de seu conteúdo tematizar acerca de uma das maiores desgraças que rondam o gênero humano ao longo dos tempos...
“O Último Samurai” aborda a guerra com a serenidade e a calma próprias dos orientais. Segue os passos do trabalho de Sun Tzu ao tornar poético um tema tão doloroso para a maioria das pessoas. Fala da guerra e também de disciplina, compaixão, honra, tradição e amizade.
O filme dirigido por Edward Zwick e estrelado por Tom Cruise (que se mostra cada vez mais maduro e envolvido com seus filmes e atuações), foi um dos maiores sucessos recentes do cinema, com enorme justiça. O grande público soube reconhecer a grandeza da cultura oriental e de suas tradições, indo aos cinemas para assistir uma produção esteticamente bem constituída, com atuações sólidas, fotografia envolvente e paisagens belíssimas.
Porém, acima de tudo, a repercussão muito positiva do filme se deve a história poderosa que une ocidente e oriente em torno dos ideais dos guerreiros samurais através do capitão Nathan Algren (Tom Cruise).
O que podemos perceber e deduzir dos samurais supera, com sobras, a noção estabelecida pelo senso comum (e também por outras produções do cinema), desses eminentes guerreiros japoneses como apenas autênticos “senhores” da guerra, praticamente invencíveis devido as suas várias qualidades como conhecedores das artes marciais e pelo excelente manejo de suas armas (que não incluíam revólveres, espingardas ou qualquer outra arma de fogo).
Ser samurai significava disciplina, treinamento sério e contínuo, forma física invejável, capacidade de concentração, honra e, acima de tudo, lealdade aos princípios e a seus líderes. Além disso, apesar de guerreiros de inúmeras vitórias, temidos por seus oponentes, os samurais jamais menosprezavam seus adversários, prezavam um estudo da arte da guerra e sempre entravam nos conflitos orientados quanto à estratégia para aquela batalha específica...
“A Arte da Guerra” poderia ser descrito como um livro de samurais pelos muitos pontos comuns entre o que podemos ler em suas várias páginas e o que pudemos ver nas telas com “O Último Samurai”. Ser comparado a obra imortal de Sun Tzu já nos dá uma amostra do que significa assistir ao filme. É um tremendo elogio...
O Filme
O Capitão Nathan Algren, conceituado e condecorado militar norte-americano, veterano da Guerra de Secessão (a Guerra Civil Norte-Americana), é um decadente e desmotivado guerreiro, sem grandes perspectivas e ambições, que se refugiou em espetáculos de qualidade duvidosa e também no álcool.
Procurado por um de seus mais leais subalternos é convidado a participar do treinamento de soldados no Japão em troca de um aumento considerável em seus rendimentos. Além de alcoólatra, nesse exato momento de sua vida, Algren acaba por se tornar um mercenário...
O que o veterano capitão não sabe é que além de treinar camponeses inaptos e totalmente despreparados para compor um exército de verdade, terá pela frente alguns dos mais temidos e mortais guerreiros como inimigos. A princípio nem havia sido informado dos prazos exíguos e da premência das batalhas, o que acaba exigindo que até mesmo ele tenha que ir para essa guerra...
Apesar de mais numerosos e de contarem com o apoio das armas de fogo compradas pelo imperador japonês, Algren e seus comandados são derrotados pelos samurais e, o capitão americano é feito prisioneiro entre os algozes de seu exército oriental.
Entre os samurais, vivendo numa comunidade idílica, onde o tempo parece não passar, a natureza pródiga alimenta os sentidos e a disciplina dá o ritmo de vida a ser seguido pelas pessoas, Algren irá aprender lições dadas por seus inimigos que irão lhe marcar pelo resto de sua vida. São ensinamentos passados num ritmo lento, que vieram para ficar e que estabelecem uma relação de maior harmonia, com o mundo e com as pessoas, com as igualdades e com as diferenças...


5 comentários:

  1. No filme o que eu achei mais interessante é a amizade de Nathan Algren que se torna amigo de Katsumoto e ajuda os samurais a vencer a batalha contra as armas de fogo.
    No filme Katsumoto disse que não se desonrava, mas aqueles que usavam armas de fogo ele não considerava um herói, mas aqueles que seguiam a tradiçao Katsumoto ele considerava um herói.
    UM DOS MELHORES FILMES QUE JA ASSISTI

    ResponderExcluir
  2. O filme é muito bom , porque relata Numa altura em que finda a Era Tokugawa, se iniciava a Era Meiji, o Japão era um país onde era implementado um acelerado desenvolvimento em termos de transportes e economia com o objectivo de alcançar a modernidade de que o Ocidente, representado pelos Estados Unidos, tanto se orgulhava. A classe guerreira dos samurais, cuja espada fora a lei durante séculos num Japão tradicional que estava então a ser transformado, é um obstáculo à modernização do país que os membros do governo planeiam aniquilar, negociando a compra de modernas armas de guerra aos norte-americanos.

    ResponderExcluir
  3. O Último Samurai é um filme onde a cultura ocidental se encontra com a cultura oriental, a qual é retratada de uma forma que o contraste entre as duas culturas dá vontade de conhecer o Japão e descobri-lo por nós mesmos. Felipe de souza

    ResponderExcluir
  4. Algren que foi contratado para treinar o Exército Imperial Japonês para que pudessem derotar os Samurais, logo após o inicio do treinamento do Exercito Imperial é mandado para um combate pelo Coronel Bagley, Algren avisa que o Exército ainda não está pronto para vencer mesmo com armas de fogo mas Bagley insiste em envia-los para o combate.
    Após o inicio do combate Bagley vê seu Exército sendo derotado e foge porém Algren luta bravamente e isso faz com que ele seja poupado da morte pelo líder dos Samurais porém é aprisionado.
    Algren por passar o inverno todo como prisioneiro, acaba aprendendo com Katsumoto e com a região em que está aprisionado, aprendendo assim a gostar da cultura, valores e a honra dos Samurais.
    Isso faz com que ele fique indeciso sobre qual lado ele deve apoiar e então por fim apoia Katsumoto na ultima batalha contra as forças Imperiais.
    Algren ajuda muito os Samurais na batalha contra os Imperiais porém agora os Imperiais já tem muitas armas de fogo e estão com um treinamento melhorado e um grande Exército.
    Katsumoto e Algren não desistem de lutar, durante a grande batalha o Exército Imperial perde muitos soldados mas por serem um grande exército e ter muito poder de fogo acaba vencendo a batalha os ultimos sobreviventes são Katsumoto e Algren.
    Katsumoto mesmo muito ferido ainda pede para Algren ajudar a levanta-lo para que possa morer com honra.
    Algren fingindo ajudar Katsumoto a levantar-se crava a espada na barriga de Katsumoto, fazendo assim com que chegue ao fim da vida de Katsumoto fazendo com que todo o resto do exército Imperial que ainda estavam vivos curvasem diretamente para ele.
    Algren é levado pelo exército Imperial e novamente lhe poupam à vida.
    Algren pode continuar vivendo, e volta para a região dos Samurais que já não existem mais mas volta porque lá existem uma mulher pela qual ele é interresado e por gostar dos costumes da região.
    'Ademílson F. T.

    ResponderExcluir
  5. Achei o filme muito bom, com uma mensagem clara: Que aos senhores das armas e das nações só importa o poder e a riqueza. Às crianças, mulheres e trabalhadores, sejam índios americanos ou camponeses japoneses, é dado apenas o direito de morrer... Isso em 1876. ''E hoje, mudou alguma coisa?''
    'Letícia M.

    ResponderExcluir