quarta-feira, 13 de julho de 2011

A COMUNA DE PARIS

No governo de Napoleão III, a França se envolveu em uma série de conflitos que marcaram o período por grandes dificuldades financeiras. No fim do século XIX, Napoleão III resolveu entrar em guerra contra a Prússia. Essa medida visava conter o processo de unificação alemã comandado por Otto Von Bismarck. No entanto, os prussianos venceram a França e aprisionaram Napoleão III durante a batalha de Sedan, em 1870.
Com a derrota, a França foi obrigada a conceder pesadas indenizações aos prussianos. De acordo com o Tratado de Frankfurt, os franceses eram obrigados a ceder a rica região mineradora da Alsácia-Lorena aos alemães. Além disso, deveriam pagar uma pesada indenização. As notícias sobre as condições humilhantes do tratado incentivaram a eclosão de diversas manifestações populares em Paris. O governo republicano francês, no momento controlado por Adolphe Thiers, sofreu com a onda de protestos.
A mobilização popular alcançou seu auge quando os revoltosos decidiram instituir, em março de 1871, a Comuna de Paris. Este seria um governo paralelo que teria como missão estabelecer a ditadura proletária defendida pelos princípios socialistas. Influenciados pelos ditames de Marx e Engels, a Comuna de Paris trouxe medidas de caráter estritamente popular. Entre outras ações, defendeu a igualdade civil entre homens e mulheres. Além disso, aboliu o trabalho noturno e concedeu pensão às viúvas e órfãos. Vista como um tipo de experiência histórica sem precedentes, a Comuna ficou conhecida como um modelo de autogestão democrática e popular.
Para conter os revolucionários, também conhecidos como “communards”, Thiers reuniu tropas e buscou o apoio de Bismarck. Ao chegarem à cidade de Paris, as tropas opositoras encontraram uma massa de revoltosos carente de uma organização militar eficiente. A superioridade bélica e militar dos soldados republicanos conteve rapidamente os revoltosos. Durante os conflitos, aproximadamente 20 mil pessoas foram mortas. Posteriormente, cerca de 70 mil communards foram exilados na Guiana Francesa.
O desespero dos participantes fez com que a Comuna de Paris durasse apenas 72 dias. A desorganização e ânsia dos participantes fizeram que Karl Marx os chamasse de “assaltantes do céu”.
Por Rainer Sousa

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