sexta-feira, 14 de outubro de 2011

RIO GRANDE DO SUL, APOIO PARA A CONQUISTA DO PRATA

Durante os séculos XVII e XVIII, o Rio Grande do Sul tinha uma importância estratégica para a Coroa Portuguesa - era uma zona de permanente disputa com a Espanha. Por isto, já no século XVII, houve a preocupação de assegurar a presença de portugueses na área, com várias iniciativas que, a longo prazo, resultaram na formação do atual estado do Rio Grande.
 O primeiro passo, mais avançado, foi a fundação da Colônia de Sacramento, em 1680, à esquerda do estuário do Prata, quase em frente a Buenos Aires. Paralelamente os portugueses trataram de garantir o acesso à Colônia, fundando, em 1686, o povoado de Laguna (em Santa Catarina0. Mas mesmo esse posto avançado entre São Paulo e a Colônia ainda estava muito distante. Era necessário ocupar a área mais ao sul, as atuais terras gaúchas, o que foi feito a partir de Laguna.
 Por volta de 1723, os lagunenses começaram a fazer invernadas na área entre São José do Norte e Laguna. O filho do fundador de Laguna realizou várias incursões na região, e seu genro, João de Magalhães, instalou-se em 1725 no local em que atualmente está São José do Norte. Estava assim estabelecida - pelo menos parcialmente - uma via de contato entre São Paulo e Sacramento, passando pelo litoral. E, para assegurar militarmente a presença portuguesa, foi criado em 1737 o presídio de Jesus, Maria, José, que deu origem à cidade de Rio Grande. E que também é o marco oficial do início da formação do atual estado do Rio Grande do Sul.
Mas a então Província de São Pedro não interessava apenas pela posição estratégica. Também existiam os rebanhos bovinos - que tinham se formado a partir do gado das reduções jesuíticas - que andavam soltos pelos campos, sendo arrebanhados para serem mandados para outras áreas do Brasil, principalmente para Minas Gerais, onde a procura do ouro fazia com que a população crescesse rapidamente.
Durante o século XVII o comércio de gado se intensificou e, em função dele, abriu-se um outro caminho que, a partir do morro dos Conventos, seguia para Curitiba e de lá para Sorocaba e Minas Gerais. Logo depois abriu-se um novo caminho que seguia para o norte na região de Santo Antonio da Patrulha (antiga Guarda Velha de Viamão), subindo a Serra Geral e cortando os atuais municípios de São Francisco de Paula e Bom Jesus. Esse caminho se encontrava então com o que existia a partir de Lages, em Santa Catarina.
Essas rotas determinaram, inicialmente, o fluxo de povoamento do Rio Grande. Em 1733, os primeiros lagunenses começaram a receber sesmarias na região, nas zonas próximas aos caminhos de gado: Viamão e Santo Antonio da Patrulha. A partir daí também foram ocupadas as áreas dos cursos inferiores do rio dos Sinos e do Caí. Com essas iniciativas, Portugal assegurou a sua presença nas terras do sul. Mas isto não era suficiente. Era preciso garantir o povoamento dessas terras, o que só poderia ser feito através de uma imigração organizada.
Fonte: RS Virtual.


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