terça-feira, 15 de novembro de 2011

A COLONIZAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

O Rio Grande do Sul foi o estado em que a colonização obteve maior sucesso durante o século passado. Em diferentes épocas a colonização esteve sob direção do governo central ou do governo gaúcho. Estes criavam colônias nas terras devolutas da união, que eram doadas (até a década de cinquenta do século passado) ou vendidas. Também existiram colônias particulares, geralmente surgidas em áreas próximas às das colônias oficiais, em que a terra era vendida por companhias particulares.
A grosso modo, a política brasileira de colonização pode ser dividida em três fases. Na primeira, que foi de 1808 a 1830 o governo brasileiro estimulou a colonização e tomou iniciativas para promovê-la, dirigindo-a e organizando-a. Na segunda, de 1830 a 1848, a colonização foi suprimida. A partir da lei do orçamento de 15 de dezembro de 1830 foi anulado todo e qualquer crédito para a colonização estrangeira. No Rio Grande do Sul esse período coincide com a Revolução Farroupilha (1835-1845), que paralisaria a vida econômica da Província. A última fase - dentro do período do Império - vai de 1848 a 1889, e nela o governo central procura incentivar apenas a imigração e não a colonização. O objetivo, nessa fase, era substituir a mão-de-obra escrava pela livre.
No caso do Rio Grande do Sul, é possível traçar uma delimitação mais exata: entre 1848 e 1874 o governo provincial se encarregou da administração das colônias e da introdução de colonos. De 1874 a 1889 o governo provincial abandonou a colonização, que foi parcialmente retomada pelo governo geral. Finalmente, a partir de 1890 até 1914, o governo do estado dirigiu novamente as atenções para a colonização. Foi principalmente nessa fase que se ocupou a região do Planalto.
Fonte: RS Digital.


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