quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A NOBREZA FEUDAL

Os nobres compunham a classe social detentora das forças militares e de uma parcela considerável das terras disponíveis no mundo feudal. Mediante essas prerrogativas, ocupavam junto ao clero importantes funções políticas que marcaram o período. Além disso, vemos que no interior dessa classe havia uma hierarquia que nos revela as distinções e papéis sociais que um membro da classe nobiliárquica poderia vir a assumir.
Na alta nobreza, temos a presença dos príncipes, arquiduques, duques, marqueses e condes. Os pertencentes a esse subgrupo da nobreza correspondiam aos grandes proprietários de terra que possuíam forte influência política e amealhavam sua autoridade sobre um considerável número de vassalos. Em muitos casos, tendo em vista a amplitude de sua influência, um membro da alta nobreza teria mais importância do que o próprio rei.
Entre os proprietários de menor expressão, podemos destacar a presença dos viscondes, barões e cavaleiros. Os cavaleiros eram os sujeitos que melhor exprimiam a organização militar estabelecida ao longo do período medieval. Quando possuía terras, o cavaleiro tinha condições para se dedicar unicamente ao aprimoramento de suas técnicas de luta e a utilização das armas. Em outros casos, o cavaleiro se submetia ao poder de um senhor feudal em troca de algum benefício que lhe provesse sustento.
Além de compor um dos sustentáculos da sociedade feudal, o cavaleiro acabou também influenciando na cultura de sua época. No interior da literatura medieval, podemos ver que diversas canções de gesta e romances épicos exploravam o heroísmo lendário e os valores morais dessa figura. No século XII, as histórias do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda imortalizaram o senso de justiça e o espírito de aventura de personagens ficcionais como Lancelot e Tristão.
Rainer Sousa


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