quinta-feira, 31 de maio de 2012

TIRADENTES A CONTRUÇÃO DE UM HERÓI

CRUZADAS

A estabilidade vivida na Europa do século XI proporcionou grandes mudanças no mundo feudal. O fim das invasões bárbaras incrementou a população no interior dos feudos e possibilitou o acúmulo de excedentes a serem comercializados nas feiras locais. Ao mesmo tempo, o aumento dos contingentes populacionais não foi acompanhado pela ampliação das lavouras desse período.
Dessa forma, os senhores feudais começaram a aumentar as tributações e exigências sobre as populações servis. Ao mesmo tempo, preocupada em não fragmentar as terras sobre o seu domínio, essa mesma classe nobiliárquica passou a conceder o direito de herança das terras somente para o primogênito. Os demais, sem algum tipo de propriedade, buscavam outros tipos de atividades para garantir a própria sobrevivência.
Muitos servos, sujeitos a opressão nobiliárquica, preferiam sair dos feudos para se lançarem à mendicância ou qualquer outro tipo de atividade marginal. Nesse contexto, a Idade Média começou a vivenciar um inchaço populacional capaz de causar uma crise no mundo feudal. Nesse mesmo período, a Igreja se via ameaçada pela expansão da religião muçulmana, que já tinha dominado parcelas da Europa Ocidental.
No ano de 1095, a Igreja resolveu criar oposição aos muçulmanos que dominaram a cidade de Jerusalém. Dessa maneira, objetivando controlar a Terra Santa, o papa Urbano II começou a convocar os cristãos contra o avanço dos muçulmanos. Os comerciantes da época, interessados em controlar as rotas comerciais árabes, apoiaram a investida militar convocada pelo alto clero medieval.
Os nobres e servos desprotegidos também participaram da empreitada objetivando a conquista de novas terras. Dessa forma, comerciantes, clérigos, nobres sem-terra e homens livres se engajaram no exército cristão, que cingido pelo sinal da cruz, formou o chamado movimento das cruzadas. Ao longo de dois séculos, várias cruzadas partiram da Europa Ocidental rumo à Ásia Menor.
Ao longo desse processo, as cruzadas possibilitaram o controle de vários entrepostos comerciais no Oriente e a expansão das terras cultiváveis. Dessa forma, podemos ver nas cruzadas um momento de consolidação de uma intensa atividade comercial que orientou o quadro de transformações que marcaram o contexto social, político e econômico da Idade Média.
Rainer Sousa


quarta-feira, 30 de maio de 2012

HELIOCENTRSIMO


Heliocentrismo é a teoria a respeito do sistema cosmológico, segundo a qual a Terra e os demais planetas giram em torno do Sol.
 Nicolau Copérnico, um polonês que viveu entre 1453 – 1543, é considerado o fundador da astronomia moderna e pai do heliocentrismo.
Em 1514, Copérnico divulgou um modelo matemático no qual a Terra e os demais corpos celestes giravam em torno do Sol, contrário ao modelo Geocentrico aceito pela maioria, e defendido pela Igreja por aproximadamente 1400 anos. O sistema Geocentrico ou Ptolomaico descrevia um modelo no qual a Terra seria o centro do Universo, que aliás, seria finito.
Foi Copérnico quem deduziu, após inúmeros cálculos matemáticos, que a Terra gira uma volta completa ao redor de seu próprio eixo, e que isso explicaria os dias e noites, e os movimentos do Sol e das estrelas. Foi ele também, que erroneamente, atribuiu o movimento anual ao Sol, ao invés da Terra. Sua teoria foi estruturada após 30 anos de trabalho.
Copérnico, prudente que era, divulgou suas observações e cálculos como uma hipótese, pois nessa época, por volta de 1530, a Igreja julgava e condenava como heresia, qualquer idéia contrária a que ela própria, a Igreja, defendia. Somente em 1543, mesmo ano de sua morte, Copérnico autorizou que um discípulo, George Rhäticus, publicasse sua obra “Sobre a revolução dos orbes celestes” não mais como uma hipótese, mas colocando a Teoria Heliocentrica como um modelo científico.
Giordano Bruno (1548-1600), filósofo e teólogo italiano, publicou em 1584, o livro “De l´Infinito Universo i Mondi”, no qual defende o heliocentrismo e acrescenta: o Universo é infinito. Por essas e outras afirmações relativas à física, Giordano Bruno foi excomungado e queimado vivo pela Santa Inquisição no ano de 1600.
Em 1609, um italiano chamado Galileu Galilei teve o primeiro contato com as lunetas holandesas. Em 1610 fabricou uma luneta com aumento de nove vezes e diminuiu muito as distorções. No mesmo ano publicou o livro “Sidereus Nuncius” no qual descreveu suas observações como: os “planetas” que giravam em torno de Júpiter, as montanhas na Lua e milhares de estrelas.
Galileu foi considerado perigoso pela Igreja, e enfrentou o tribunal da Inquisição em 1611, tendo como opções negar sua teoria ou a morte. Várias são as versões a esse respeito, mas o fato é que Galileu não foi queimado. Anos depois disso, foi condenado pelo tribunal da Santa Inquisição a prisão domiciliar e uma de suas obras Incluída no Index.
Após esses episódios passou a escrever e publicar suas teorias de forma clandestina. Galileu ficou cego em 1638, e morreu em 1642. Somente em 1922 a Igreja admitiu seu erro.
Thais Pacievitch

terça-feira, 29 de maio de 2012

HANDEBOL

O esporte, ao contrário do vôlei e do basquete, não possui inventor ou data de criação. Efetivamente, desde a Grécia Antiga, e também na antiga Roma, se tem notícias de jogos que eram praticados com uma bola, utilizando apenas as mãos. Na Europa, durante a Idade Média, da mesma forma são encontrados outros jogos que se assemelham ao handebol e que serviam para divertir e pôr em forma muitas pessoas que já apreciavam os diversos esportes que faziam uso da bola.
Foram criados vários jogos, em vários locais do mundo, com objetivos e nomes diferentes, mas que se assemelhavam ao Handebol jogado hoje. Porém, oficialmente o jogo foi iniciado por Hirschmann, em 1912 na Alemanha, com o nome de Raftball. Logo depois, em 1919, um outro alemão, Karl Schelenz, reformulou o jogo rebatizando-o de Handball.
O jogo passou a ser competido com um time de onze jogadores e as regras foram oficializadas pela Federação Alemã de Ginástica. Em 1920 o jogo tornou-se oficial.
Em 1936 o esporte, jogado na grama, foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlin. Porém, aos poucos foi sendo substituído pelo Handebol a 7, ou seja, uma variação do jogo que havia sido criada pelos Tchecos e que era praticada com sete jogadores, em quadra e não em gramado. Este jogo era chamado pelos Tchecos de Hazena, mas ficou conhecido mundialmente como Handebol.
Em 1972 o jogo foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlin apenas com a categoria masculina, mas em 1976 a categoria feminina foi também incluída em Montrela-Canadá.
No Brasil, o handebol de salão foi oficializado apenas em 1954. Viera para o país por meio de imigrantes alemães, logo após a I Guerra Mundial. Como os alemães eram acostumados a jogar a modalidade em campo, foi assim que ela se popularizou a princípio. Em São Paulo, especificamente, foi o local onde teve melhor aceitação, chegando a oficializar-se através da fundação da Federação Paulista de Handebol em 1940.
Em 1º de Agosto de 2005 entraram em vigor as novas regras do jogo que são válidas até hoje. Vejamos algumas delas:
– A quadra de jogo mede 40 metros de comprimento por 20 metros de largura. A linha maior é chamada de linha lateral e a menor de linha do gol, na qual encontra-se a baliza. A quadra divide-se em duas áreas de gol e uma área de jogo.
– A baliza fica fixada no centro da linha do gol e mede 2m de altura por 3m de largura.
– A partida é dividida em dois tempos de 30 minutos, com o intervalo de 10 minutos entre eles. A prorrogação consiste em dois tempos de 5 minutos com intervalo de 1 minuto entre eles.
– O time deve ser composto por 14 jogadores, 7 em campo e 7 reservas. As substituições podem ser feitas freqüentemente durante o jogo, sem necessidade de informar ao juiz, contanto que o jogador a ser substituído não esteja mais em campo e que a troca seja feita na área de substituição.
– O goleiro pode tocar a bola com qualquer parte do corpo quando estiver fazendo a defesa. Dentro da área de gol, ele pode manusear a bola da maneira que quiser. É permitido também que ele abandone a área do gol (sem a bola) e jogue normalmente na área de jogo. Ele não tem permissão, no entanto, de trazer a bola para dentro da área de gol, de maneira nenhuma. Só ao goleiro é permitida a entrada na área de gol, exceto depois que o jogador já arremessou a bola para o gol.
– O jogador não pode tocar a bola com os pés. Ele tem o máximo de três minutos de posse da bola, após esse tempo o jogador deve passar a bola. Um jogador pode dar no máximo três passos com a posse da bola.
  Além das que citamos acima o jogo de handebol possui muitas outras regras. Talvez por isso ele seja tão apreciado atualmente, pois além de ser um jogo de agilidade e muita adrenalina é um esporte que exige atenção e disciplina. Apesar de ser um jogo coletivo e de contato corporal não tende a usar de violência, como alguns esportes o fazem.
Araújo, A. Ana Paula de

segunda-feira, 28 de maio de 2012

UNIFICAÇÃO ITALIANA

Durante o século XIX, a expansão do capitalismo e dos ideais políticos liberais alcançou diversas partes da Europa promovendo um tempo de grandes transformações. Na Península Itálica, essas mudanças ganharam força quando a grande burguesia nacional se mostrou interessada em unificar os territórios com o objetivo de ampliar seus mercados e lucros. No entanto, a região era dividida em vários estados absolutistas ou tinha parte seus territórios dominados por outras nações.
Nos reinos de Piemonte e Sardenha, regiões onde essa proposta unificadora burguesa tinha maior força, o rei Carlos Alberto decidiu declarar guerra contra a Áustria com o objetivo de anexar os territórios do Reino Lombardo-Veneziano. Nessa época, a investida militar contou com o franco apoio do “Risorgimento” e do “Jovem Itália”, dois movimentos nacionalistas que também lutavam pela unificação política da Península Itálica.
Apesar de não ter vencido essa primeira batalha contra os austríacos, em 1848, a ação de Carlos Alberto inflamou o projeto de unificação da Itália. O responsável por dar continuidade a esse movimento foi o ministro piemontês Cavour, que buscou o apoio de Napoleão III em uma nova guerra contra o Império Austríaco. Desse conflito, os italianos conseguiram apenas o domínio sob as regiões da Lombardia, sendo as outras áreas em disputa preservadas sob as mãos da Igreja.
Nesse período, o papa tinha influência política em boa parte dos territórios centrais da Península. Entretanto, o crescimento da proposta nacionalista promoveu uma série de revoltas interessadas em diminuir o poder político da Igreja e formar um único Estado italiano. Mais uma vez, Napoleão III se aliou ao Reino de Piemonte para que as regiões de Toscana, Módena, Parma e Romangna fossem libertas do poder exercido pela Igreja Católica.
Na região sul, a unificação aconteceu graças aos esforços de um exército de voluntários liderados por Giuseppe Garibaldi. Nessa outra frente em favor da unificação, os exércitos sulistas – popularmente conhecidos como “camisas vermelhas” – conseguiram derrubar as monarquias que controlavam a Sicília e Nápoles. Apesar de se opor à instalação de uma monarquia no território italiano, Garibaldi cedeu aos interesses piemonteses para que o projeto unificador não se enfraquecesse com uma guerra civil.
Com isso, Vitor Emanuel II se tornou imperador na grande parte dos antigos reinos que formavam a Península Itálica. A última e maior resistência aconteceu nos Estados Pontifícios, onde o papa utilizava de sua influência religiosa para que os fiéis católicos não reconhecessem a autoridade do novo governo. No entanto, a conquista de Roma, em 1870, acabou inviabilizando a oposição religiosa à unificação.
Com relação à Áustria, restou apenas dar fim ao controle exercido nas regiões de Trento, Ístria e Trieste. Essa questão foi finalmente resolvida após a Primeira Guerra Mundial, quando os austríacos foram obrigados a ceder sua autoridade nesses territórios. A resistência papal só foi resolvida com a ascensão de Benito Mussolini ao governo italiano, momento em que o amplo apoio ao fascismo obrigou o papa Pio XI a reconhecer a unificação com a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929.
Rainer Sousa

sexta-feira, 25 de maio de 2012

APOCALYPTO

Pouco antes da chegada dos conquistadores espanhóis à América, grupos de índios maias vivem nas florestas da futura América Central. Mas a paz de uma dessas aldeias acaba no dia em que invasores a destroem, matando dezenas dos moradores e levando prisioneiros seus melhores guerreiros. A intenção é sacrificá-los em oferenda a seus deuses. Mas o jovem Jaguar Paw consegue escapar e luta para voltar e resgatar sua família, que ele escondeu.
Já são muitas as impropriedades deste novo filme de Mel Gibson, aliás, um dos espetáculos mais primários e violentos que Hollywood produziu nos últimos tempos. E ainda a distribuidora Fox acrescentou mais um ao não traduzir os nomes dos personagens indígenas. Assim, os personagens principais chamam-se Jaguar Paw (Rudy Youngblood) ou Zero Wolf (Raoul Trujillo). O detalhe só acrescenta estranheza, no caso do público brasileiro, a este verdadeiro ET cinematográfico – só que, ao contrário do simpático personagem do filme de Steven Spielberg, este ET é monstruoso, truculento e descerebrado além da conta, mesmo pensando-se num filme de mero entretenimento.
Ainda que se tratasse de uma aventura à procura de uma ambientação honesta no mundo pré-colombiano - na civilização maia às vésperas da chegada dos colonizadores espanhóis -, Apocalypto já teria um desafio e tanto. Mas é evidente que o roteirista e diretor Mel Gibson está à procura apenas de uma locação exótica para mais um filme sangrento até o limite do estômago do espectador – como fez no oportunista, sádico e reducionista até em termos de religião A Paixão de Cristo.
O fato de que o vasto elenco de Apocalyto fale, alegadamente o idioma “maia do Yucatã” está longe de refletir algum respeito pela cultura indígena. Não que fosse obrigatório ser politicamente correto cem por cento. É fato que o cinema, em sua fantasia, permite-se liberdades poéticas. Mas não há poética alguma na psique de Gibson. Apenas brutos e bárbaros como o próprio diretor podem empatizar com o enfoque de uma aventura assim brutal e acéfala.
A primeira cena já dá o recado do que vem a seguir. Mostra com fartos detalhes a caça de um porco, que servirá para alimentar uma comunidade organizada e feliz na floresta. Logo os caçadores já encontram um outro grupo em fuga, o que os faz perceber que a fome e a doença rondam não muito longe. Em breve a comunidade feliz é atacada por um bando brutal, que mata dezenas deles e aprisiona os sobreviventes como escravos. Seu destino: servir como vítimas de sacrifícios humanos com que sacerdotes fanáticos tentam aplacar a fúria dos deuses que eles acreditam estarem lhe enviando doenças e desolação.
O grupo que atacou a aldeia não tem qualquer motivação ou psicologia – o que reforça sua imagem de bestas humanas. Só há mesmo uma figura heróica, Jaguar Paw, que escapa milagrosamente do massacre certo, apesar de ferido. Perseguido por vários inimigos, Jaguar vai mostrar-se um verdadeiro Mad Max descalço para derrotar seus perseguidores e tentar salvar sua mulher (Dália Hernandez) e filho (Carlos Emilio Baez). que ele conseguiu esconder num poço.
Diante de tantas barbaridades, a chegada das caravelas espanholas, tendo a cruz católica diante delas, é um recado preciso do que Gibson acredita: na superioridade da civilização branca e cristã que, aliás, vai esmagar impiedosamente os povos pré-colombianos, como registra a História, mas não este filme. É certo que as religiões dos maias e outros povos realizavam sacrifícios humanos, conforme comprovam investigações arqueológicas. Da mesma forma, estes e outros povos eram capazes de conhecimentos astronômicos e técnicas avançadas de irrigação de lavouras. Mas nada disso interessa a Gibson. Essa mentalidade arcaica e reacionária diz tudo a respeito de um diretor que começou tão bem, com filmes como O Homem sem Rosto e Coração Valente, mas agora vive uma decadência artística indiscutível. Quem em sã consciência pode divertir-se com um filme destes?
Neusa Barbosa (CINEWEB).


quinta-feira, 24 de maio de 2012

A Assembléia Constituinte de 1823 - Brasil

No dia 3 de junho de 1822 (D. Pedro governava o Brasil como príncipe gerente), foi convocada uma assembléia para elaborar a primeira Constituição brasileira.
A maioria dos membros dessa Assembléia Constituinte representava e defendia os interesses dos grandes proprietários rurais, que apoiaram e dirigiam o processo de independência do Brasil.
O projeto de constituição elaborado pela Assembléia Constituinte de 1823 tinha três características: o anticolonialismo, o antiabsolutismo e o classismo.
Anticolonialismo:
Firme oposição aos portugueses (comerciantes e militares) que ainda ameaçavam a independência
brasileira e desejavam a recolonização do país. Assim, por exemplo, o projeto proíbe os estrangeiros de ocupar cargos públicos de representação nacional.
Antiabsolutismo:
Preocupaçãode limitar e reduzir os poderes do imperador e valorizar e ampliar os poderes do Legislativo. Assim, por exemplo, o projeto estabeleciam que: a) o imperador não tinha poderes para dissolver o
parlamento; b) as Forças Armadas deviam obedecer às ordens do Legislativo e não de D. Pedro I.
Classismo:
Intenção de reservar o poder político só para a classe dos grandes proprietários rurais. A maioria do povo não era considerado cidadão e não tinha o direito de votar, nem de ser votado. O projeto estabelecia que o mais humilde eleitor precisava Ter renda mínima por ano no
valor de 150 alqueires de farinha de mandioca. Por isso, o projeto ficou conhecido, popularmente, como Constituição da Mandioca. Gente rica que não possuísse terras ficava fora das eleições. Foi o caso de comerciantes portugueses, ricos, que tinham dinheiro mas não alqueires de mandioca.
D Pedro I ficou bastante irritado com essa Constituição que limitava e diminuía seus poderes. Com o apoio das tropas imperiais, decretou a dissolução da Assembléia, na dia 12 de Novembro de 1823. Os
deputados que reagiam ao ato de força do imperador foram presos e expulsos do país. Entre as pessoas punidas estavam José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco.
Apoiado pelos seus patrícios portugueses, D Pedro queira assumir o comando absoluto da nação.
O fechamento da Assembléia Constituinte foi interpretado pelos brasileiros como país. Esse era o objetivo dos representantes do chamado partido português que defendiam o absolutismo para o imperador. O partido português, formado por militares e comerciantes portugueses, apoiava D Pedro sempre esperando a oportunidade de fazer o Brasil restabelecer os antigos laços com Portugal.
Fonte:
http://br500.tripod.com/imp_constitui1823.htm


quarta-feira, 23 de maio de 2012

JUDAÍSMO

Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o judaísmo é a de raízes mais antigas. De seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adotou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas.
Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados judeus ou israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantido com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência.
Judaísmo na história
Para o povo judeu, o conceito de história não se limita a uma sucessão de eventos e seu relato. A história judaica, em seus primórdios, é uma história sagrada, que começa com a escolha do povo por Deus (Iavé) e se orienta para o cumprimento da promessa divina de que, por meio desse povo, Deus beneficiará todas as nações. No decurso dessa história, os sábios judeus incorporaram aos livros sagrados um amplo corpus de textos que atualmente constituem o fundamento de sua religião.
Período bíblico. A Bíblia hebraica -- que, à exceção de alguns livros, coincide essencialmente com o Antigo Testamento cristão -- narra os fatos fundamentais da história do povo judeu, a partir do momento transcendental de sua eleição e da aliança com Deus. Os judeus dividem sua Bíblia em três partes: a Lei (Torá), os Profetas (Neviim) e os Hagiógrafos (Ketuvim).
Aliança e eleição. O patriarca dos hebreus, Abraão, morava na cidade de Ur, na Caldéia, junto à foz do Eufrates, no século XX antes da era cristã. De lá, partiu para o norte, com seu pai, e recebeu a ordem de Deus: "Deixa teu país, tua parentela e a casa de teu pai, para o país que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê tu uma bênção!" (Gn 12:1-2).
Após a chegada de Abraão à terra de Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina, para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia), Iavé estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates" (Gn 15:18). E acrescentou: "Eu multiplicarei grandemente a tua descendência, de tal modo que não se poderá contá-la" (Gn 16:10). Como sinal dessa aliança lhe ordenou: "Que todos os vossos machos sejam circuncidados" (Gn 17:10).
Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do povo judeu, fiel à aliança divina. Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel" (Bene Israel).
Êxodo e estabelecimento em Canaã. A segunda etapa decisiva da história do povo judeu começou com sua libertação da escravidão no Egito (século XIII a.C.), onde se haviam estabelecido na época da grande seca. Moisés foi o líder que, por ordem de Iavé, conduziu a marcha de quarenta anos através do deserto para voltar a conquistar a terra de Canaã.
Durante a travessia do deserto, Moisés fixou a lei judaica, cujo núcleo foram os Dez Mandamentos, gravados nas tábuas recebidas de Deus no monte Sinai, que abarcavam as crenças, a moral, os rituais e a organização civil do povo. Essa lei, a Torá -- também chamada lei de Moisés, ou lei mosaica --, está contida no Pentateuco (Chumash), os cinco livros que constituem a primeira parte da Bíblia, e viria a ser a fonte de coerência e unidade do povo judeu e, todos os tempos e lugares. Segundo a tradição, ainda nos tempos de Moisés surgiu a lei oral, que se transmitiu dessa forma ao longo de gerações e só foi registrada por escrito muitos séculos depois.
Uma vez estabelecidos em Canaã, a Terra Prometida, cada tribo em seu próprio território, os hebreus sofreram a influência do paganismo e os ataques de filisteus e moabitas. Surgiram então os juízes, como Débora e Sansão, que lideraram o povo em épocas de crise, na luta contra os inimigos e na condução de um modo de vida adequado às leis da aliança. Entretanto, fez-se necessária a reunificação das 12 tribos, e Saul foi ungido rei no século XI a.C. Davi, seu sucessor, conquistou Jerusalém, transformou-a em capital do reino e para lá levou a Arca Sagrada, símbolo da aliança com Deus. Salomão, filho de Davi, construiu o primeiro templo, em Jerusalém. Com sua morte, o reino foi novamente dividido: Israel, no norte, formado por dez tribos, assimilou elementos heréticos no culto e logo sucumbiu, invadido pelos assírios. Sua população foi deportada, e as dez tribos desapareceram desde então da história judaica (várias hipóteses, fantasiosas ou não, têm associado etnias contemporâneas à descendência dessas tribos). O reino de Judá, no sul, centrou-se em Jerusalém e manteve-se fiel às tradições. Os judeus de hoje descendem principalmente dos habitantes de Judá.
Nessa época de decadência religiosa, política e econômica surgiram os grandes profetas de Israel -- Elias, Amós, Isaías -- que exortaram o povo a retornar à fé tradicional. A visão da história como instrumento de Deus, que faz cair a desgraça sobre o povo judeu como castigo pelo descumprimento da aliança, foi em parte obra dos profetas.
Exílio e restauração. No início do século VI a.C., o rei babilônio Nabucodonosor destruiu o templo, saqueou Jerusalém e deportou sua população para a Babilônia. Este novo exílio espiritual uniu o "restante de Israel" sob a prédica do profeta Ezequiel, dando início a uma restauração religiosa que preparou uma outra, de caráter político.
A conquista da Babilônia por Ciro, rei dos medos e dos persas, permitiu aos hebreus retornar à Terra Prometida, no ano 538 a.C., e reconstruir o templo de Jerusalém, em 515 a.C. Grande parte do povo, no entanto, continuou espalhado do Egito à Índia, como numa prefiguração da posterior diáspora (dispersão).
Essa restauração religiosa e política é considerada por alguns autores como a verdadeira origem da unidade espiritual do povo judeu. Seu grande artífice foi Esdras, sacerdote dos judeus da Babilônia, que foi enviado pelo rei persa Artaxerxes II a Jerusalém para controlar a observância da lei mosaica, reconhecida, em seu caráter civil, para os judeus. Esdras fez renovar a aliança com Iavé mediante a leitura da lei para o povo durante sete dias (e, de maneira constante, duas vezes por semana). Também renovou o culto no novo templo, embora continuasse o ensino nas sinagogas locais, e alentou a esperança, pregada pelos profetas, na vinda de um messias que instauraria o reino de Deus.
Períodos helenístico e romano. A influência grega teve início com a conquista da Palestina por Alexandre o Grande. Posteriormente, o povo judeu alternou longos períodos de dominação estrangeira com breves períodos de independência. Um dos episódios mais importantes dessa fase foi a revolta dos Macabeus contra os selêucidas helênicos, sob Antíoco IV, liderada por Judá. Vitoriosos, os judeus purificaram o templo em 164 a.C. (evento comemorado até hoje na festa de Hanuká) e instauraram a dinastia dos Asmoneus.
No ano 63 a.C. o romano Pompeu conquistou Jerusalém. Entre os grandes encraves judaicos dessa época destacam-se os da Síria, Babilônia e Alexandria, no Egito. Em Alexandria, o Pentateuco foi traduzido para o grego. Segundo a tradição, setenta sábios, totalmente isolados uns dos outros, fizeram simultaneamente setenta traduções absolutamente idênticas, chamada Septuaginta ou Bíblia "dos setenta".
Durante a dominação romana, Jesus de Nazaré reuniu um grupo de discípulos e iniciou a pregação de suas idéias. Depois que ele morreu na cruz, seus seguidores acabaram se desligando do judaísmo para constituir a igreja cristã.
Roma sufocou diversas revoltas judaicas e, no ano 70 da era cristã, o templo de Jerusalém foi arrasado. No ano 73, caiu o último baluarte da resistência, a fortaleza de Massada, na margem do mar Morto, quando seus defensores, cercados, preferiram cometer suicídio coletivo a cair prisioneiros.
Com a perda dos últimos vestígios de soberania, teve início a diáspora, a dispersão do povo judeu, que encontrou na religião um fator de preservação e unidade. Conta-se que Iochanan be Zakai conseguiu escapar do cerco de Jerusalém, levado por seus discípulos num ataúde. Apresentando-se ao governador romano, prometeu-lhe obediência e, em troca, pediu que lhe fosse permitido criar um centro de estudos judaicos em Iavne. Reunindo sábios e escribas, Iavne foi o núcleo da preparação judaica para sobreviver à dispersão, tendo a lei e a tradição como território, onde quer que se encontrassem os judeus.
Período rabínico. Talmude. O longo período rabínico, que os historiadores situam entre os séculos II e XVIII, caracterizou-se pela elaboração, pelos rabinos (mestres de judaísmo), do Talmude.
Na primeira época, chamada dos professores (tanaim), surgiram figuras como Judá ha-Nasi, da Palestina, que no início do século III fixou por escrito a lei oral: coleção de regras, comentários, interpretações e paradigmas baseados na Torá, preparada pelos rabinos Akiva, Meir e outros. Essa compilação escrita constitui a Mischná, cuja autoridade, diziam os sábios, como a da própria Torá, remonta ao Sinai. Na época seguinte, a dos intérpretes, ou dos amoraim, foram feitos comentários à Mischná, chamados Guemará. Juntas, a Mischná e o Guemará formam o Talmude.
Houve duas versões do Talmude, de acordo com a procedência do Guemará: o Talmud Ierushalmi (de Jerusalém) e o Talmud Bavli (babilônio). Esta última versão, que teve seu auge nos séculos V e VI, exerceu grande influência durante a Idade Média e é a adotada pelo judaísmo atual. O Talmude constitui fundamentalmente um esforço dos rabinos para adaptar os preceitos da lei à vida cotidiana de comunidades extremamente dispersas. Seus ensinamentos e conteúdo dividem-se em duas partes: Halaká, essencialmente normativa, e Hagadá, que inclui narrativas, parábolas etc., destinadas a inspirar e a fortalecer o povo.
Sefarditas e asquenazitas. Sobre uma base religiosa comum, a cultura judaica viu desenvolverem-se na Europa, durante a Idade Média, dois grandes ramos: sefarditas e asquenazitas.
Os sefarditas, ou sefaraditas (sefaradim) seguiram a tendência babilônica e receberam a influência dos muçulmanos, com quem conviveram na Espanha. Do século XI ao XIII, quando se restabeleceu o cristianismo, os judeus da península ibérica gozaram de boas posições e prestígio, contribuindo como conselheiros, poetas, cientistas e filósofos para o florescimento econômico e cultural da chamada idade de ouro. Após as conversões forçadas (os judeus convertidos eram chamados cristãos-novos, ou marranos, que significa "porcos"), durante a Inquisição, os judeus acabaram expulsos da Espanha, em 1492, e de Portugal, em 1497.
Os asquenazitas (ashkenazim), radicados na França e na Alemanha, adotaram o Talmud Ierushalmi e mantiveram estreito contato com a cultura cristã. Dos asquenazitas surgiram duas correntes místicas: a cabala (provavelmente de origem hispânica), desenvolvida nos séculos XII e XIII e relacionada com o esoterismo ocidental; e o hassidismo, no século XVI, que buscava uma forma de crença mais espontânea, mais liberta dos rigores do estudo e dos rituais, servindo assim aos judeus mais desfavorecidos das pequenas cidades e aldeias da Europa central e oriental. O hassidismo prolongou-se até a época contemporânea, preconizando a fé piedosa, o fervor (hitlaavut), a priorização da "intenção" (kavaná) sobre o rito e a importância do "aqui e agora" na experiência religiosa.
De um modo geral, a Idade Média foi para os judeus um período de perseguições e massacres. Acusados de envenenarem poços, causando a peste negra, de fabricarem o pão ázimo da Páscoa com o sangue de jovens cristãos, estereotipados como malditos, demônios e judeus errantes, foram obrigados ao batismo, ou então perseguidos e mortos pelos cruzados, queimados no interior de sinagogas -- como em York, na Inglaterra, em 1190 -- e expulsos de seus lares e de seus países. Imbuídos de uma fé radicada em sua identificação com o destino comum e com a prática judaica baseada na aliança, muitos judeus resistiram à pressão crescente de assimilação, muitas vezes preferindo morrer a abjurar sua fé. Morriam Al kidush haShem, pela santidade do nome de Deus, proferindo a antiga oração de uma frase só que é até hoje a síntese da fé judaica: Shemá Israel, Adonai Eloheinu Adonai echad (Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um).
A esperança de redenção levou a muitos caminhos, como o hassidismo, o misticismo da cabala e, no século XVII, ao messianismo, a crença na vinda imediata do Messias, então personificado num judeu de Esmirna, Shabetai Tsevi. Multidões histéricas acreditaram que a redenção era iminente, e desfizeram-se de seus bens para seguir o "messias" em sua jornada à Terra Santa. Mesmo a desmistificação do falso Messias, que se converteu ao Islã, não abalou seus seguidores, que acreditavam ser este o caminho de sofrimento pelo qual ele traria a redenção.
O fim da Idade Média, o advento de idéias libertárias, do racionalismo, dos direitos do homem, trouxe esperanças de emancipação que acabaram traídas pelo surgimento de um anti-semitismo doutrinário e ideológico.
Período moderno. As idéias do Iluminismo, no século XVIII, exerceram grande influência sobre o pensamento das comunidades judaicas da Europa central e oriental, que constituíam então o centro do judaísmo. As esperanças messiânicas haviam cedido lugar ao desejo de uma realização pessoal e nacional de natureza claramente terrena, idéias que se plasmaram no movimento conhecido como Haskalá (Ilustração).
A figura mais destacada desse movimento foi Moses Mendelssohn, que atingiu posição preeminente nas letras alemãs com sua tradução da Bíblia para o alemão, e que defendia uma religião universal centrada na razão. As gerações judaicas seguintes dividiram-se, na prática religiosa, entre a corrente ortodoxa e a reformista (e, mais tarde, a conservadora, a reconstrucionista, a neo-ortodoxa), enquanto se mantinha a influência do hassidismo.
No fim do século XIX, Theodor Herzl, judeu húngaro, jornalista em Viena, deu estrutura política e institucional ao sionismo, movimento em favor do estabelecimento de um estado judaico. Um dos fatores que apressaram o reconhecimento universal da necessidade de uma solução nacional para a questão judaica foi a tragédia do chamado holocausto.
A ideologia nazista surgiu na Alemanha, berço do Iluminismo e um dos países em que os judeus mais se haviam integrado à cultura local. Os nazistas pregaram como ideologia a eliminação física de todos os judeus da Europa, no que chamaram, operacionalmente, de "a solução final". A revivificação dos guetos, superpovoados e com péssimas condições de sobrevivência, deportações em massa para campos de concentração, câmaras de gás e fornos crematórios, fuzilamentos coletivos e experiências médicas desumanas levaram à morte seis milhões de judeus, mais de um terço da população judaica mundial.
Esse trágico cenário deu relevância à idéia sionista, versão contemporânea e política do sonho milenar judaico de retorno à Terra Prometida. Em novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico. O movimento iniciado por Herzl culminou, assim, com a proclamação do Estado de Israel, em 1948.
Atualmente, os principais núcleos populacionais judaicos encontram-se nos Estados Unidos, em Israel e na Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Parte considerável da comunidade judaica da antiga União Soviética pediu visto de emigração e, no início da década de 1990, mais de 400.000 judeus emigraram, principalmente para Israel. Quase a totalidade da comunidade judaica da Etiópia, negros africanos que praticam o judaísmo há cerca de 2.500 anos, emigrou para Israel nas décadas de 1980 e 1990.
Apesar da secularização e do liberalismo que hoje predominam em suas instituições, o povo judeu continua apegado a sua religião, ou seja, a suas tradições e ao legado de sua história.
Doutrina e culto
O judaísmo é uma religião monoteísta que postula uma relação contínua entre Deus e o povo judeu e, por meio deste, com toda a humanidade. Toda sua doutrina e seu culto centralizam-se, portanto, no realce das vinculações entre Deus e o homem, na vida superna e na vida terrena.
Dogmas. Maimônides, teólogo judeu-espanhol do século XII, resumiu a fé judaica em 13 artigos, que foram incorporados aos livros de oração e que são os seguintes: "(1) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, é tanto o Criador como o Governante de todos os seres e que somente Ele fez, faz e fará todas as obras da Natureza; (2) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, é Um, e que nenhuma Unidade é como a dele, sob nenhuma forma, e que somente Ele é nosso Deus que foi, é e sempre será; (3) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, não é corpóreo, e que nenhuma relação corpórea a Ele se aplica, e que nada existe que se assemelhe a Ele; (4) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, foi o primeiro e também será o último; (5) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, é o único a ser adorado e que nenhum outro ser é digno de nosso culto; (6) Creio firmemente que todas as palavras dos profetas de Israel são verdadeiras; (7) Creio firmemente que a profecia de Moisés era verdadeira, e que ele foi o mais importante dos profetas; (8) Creio firmemente que a Lei que possuímos agora é a mesma que foi dada a Moisés; (9) Creio firmemente que essa Lei não será modificada, e que não haverá outra Lei (ou dispensa dela) dada pelo Criador, abençoado Seu Nome; (10) Creio firmemente que o Criador, abençoado Seu Nome, conhece todas as ações do homem e todos os seus pensamentos; (11) Creio firmemente que o Criador, abençoado seja, recompensa os que cumprem seus mandamentos e castiga os que os transgridem; (12) Creio firmemente na vinda do Messias, e ainda que demore, esperarei todo dia sua vinda; (13) Creio firmemente que haverá a ressurreição dos mortos quando aprouver ao Criador, abençoado seu Nome, e exaltada sua Memória para todo o sempre."
Deus e o homem. Para o judaísmo, a humanidade constitui uma grande família, toda ela oriunda de um só casal: Adão e Eva, ambos criados por Deus. A expressão hebraica para "ser humano", ou "gente", é ben adam, que significa "filho de Adão". Os rabinos dizem que Deus tomou o barro com que plasmou Adão de diversas partes do mundo, a fim de que o homem se sentisse em qualquer país como em seu lar.
O homem é imagem de Deus, e está dotado de liberdade. Se peca, pode obter o perdão divino com o arrependimento e a reparação do mal que causou. A recompensa ou o castigo têm lugar na vida terrena e depois da morte.
No final dos tempos a humanidade irá conhecer uma feliz era messiânica, em que todos os homens viverão em concórdia. Os mandamentos de Deus estão resumidos no Decálogo (os Dez Mandamentos) transmitido a Moisés, mas os adeptos de outras religiões se salvarão se observarem os mandamentos dados por Deus a Noé, que incluem o repúdio à idolatria e à imoralidade.
Outras prescrições. A lei de Moisés e a lei oral encerram uma regulamentação muito detalhada de toda a vida religiosa, pública e privada, que abrange desde os acontecimentos mais importantes até os atos cotidianos; na área da prática religiosa, jejuns, comidas permitidas e proibidas, purificações, festas, culto, cerimônias, objetos sagrados etc. Na área do comportamento individual e social, regras para o uso racional da terra, para a alforria de escravos e criados, para tratamento humano dos animais, para os cuidados e atenção para com o próximo, para casamento e divórcio, para os litígios e para a aplicação da justiça. As circunstâncias históricas nem sempre permitiram seu cumprimento, e nos tempos modernos as tendências reformista e liberal do judaísmo prescindiram de muitas dessas prescrições, sem renunciar com isso à doutrina essencial.
Festividades e culto. São festivos todos os sábados (shabat), a Páscoa (Pessach), Pentecostes (Shavuot) e Tabernáculos (Sucot). Nos sábados e nos dias festivos todo trabalho é proibido.
A observância do sábado como dia de descanso de toda atividade considerada trabalho é um dos pilares do comportamento religioso no judaísmo. O mandamento de observar o shabat consta do Decálogo, e é o único que insinua a morte como castigo dos que o violarem. É um dia de repouso, oração, meditação e também de alegria. A mística do shabat é marcante no folclore e na cultura judaicas. É comparado a uma noiva que o homem recebe no anoitecer da sexta-feira para dela se despedir por uma semana na noite de sábado, na cerimônia de havdalá (separação, diferenciação).
Pessach é uma festa de múltiplos significados. Historicamente comemora a libertação dos judeus da escravidão no Egito e sua formação como um povo com uma religião e um destino comuns. É comemorada na véspera do primeiro de seus oito dias, com um serviço especial na sinagoga e um jantar cerimonial familiar (seder) cheio de simbolismo, quando se lê a Hagadá (o relato dos eventos e sua interpretação), come-se o pão ázimo (matsá) e ervas amargas (maror), e se bebe vinho. Pessach tem também um aspecto ligado à natureza, como festa da primavera, e à agricultura, como festa do início da colheita dos cereais.
Shavuot, sete semanas depois do primeiro dia de Pessach, comemora a entrega da Torá aos judeus no Sinai. Era o dia em que se levavam ao templo as primícias do fruto da terra (bikurim), representadas em sete espécies: trigo, cevada, vinha, oliva, figo, tâmara, romã.
Em Sucot, os judeus relembram o período do deserto, a caminho de Canaã, quando dormiam em tendas. Durante os oito dias da festa os judeus praticantes comem suas refeições em cabanas que constroem nos pátios, terraços ou varandas de suas casas. Em seu aspecto agrícola, é a festa do fim da colheita, quando a safra está guardada nos celeiros e silos, aguardando o inverno. São símbolos da festa quatro espécies vegetais: etrog (fruto cítrico doce e aromático), lulav (palma), hadas (murta) e aravá (salgueiro). Ao final de Sucot os judeus comemoram o fim do ciclo anual e o reinício de novo ciclo de leitura da Torá, com a festa de Simchat Torah (alegria da Torá). Na sinagoga, a Torá é ornada com seus mais belos paramentos, e a congregação dança com a Torá.
As três festas (Pessach, Shavuot, Sucot), além de integrarem o caráter religioso-histórico com o agrícola, que hoje tem significado real em Israel, tinham na antiguidade um aspecto de unificação nacional, pois eram festas de peregrinação ao templo de Jerusalém.
Há também alguns dias de jejum e contrição, sendo o mais importante deles Tishah beAv (nove do mês de Av), em que foram destruídos tanto o primeiro quanto o segundo templos. Entretanto, as festas religiosas mais importantes (chamadas as Grandes Festas) são: a que marca o início do ano (Rosh Hashaná) e o Dia da Expiação (Yom Kippur), este o dia mais sagrado do calendário judaico. Representam, em conjunto, uma ocasião de reflexão e penitência, quando, nos serviços na sinagoga e no lar, mentes e corações dirigem-se a Deus, que reconsidera o destino de cada homem em função de seus atos e de seu arrependimento (o destino é estipulado em Rosh Hashaná e selado em Yom Kippur, e os dias entre as duas festas são chamados "dez dias de arrependimento" (asseret iemei teshuvá). Nos dois dias de Rosh Hashaná e no Yom Kippur, este de jejum total do anoitecer da véspera ao do dia da festa, toca-se na sinagoga o shofar (espécie de corneta feita de chifre), como lembrança do compromisso assumido ao se receber o Decálogo no Sinai (quando soou o shofar) e como chamamento à prece e despertar das consciências.
Outras festas importantes do calendário judaico são Purim, que comemora a libertação dos judeus da Pérsia e das perseguições de Amã, cruel ministro do rei Assuero (nome bíblico de Xerxes I, rei da Pérsia) e protótipo de anti-semita, graças à intervenção da rainha judia Ester e de seu tio Mardoqueu (Mordechai); Lag Baomer, que relembra a luta contra os romanos; e Hanuká, a "festa das luzes", que evoca o milagre ocorrido quando da purificação do templo após a vitória dos Macabeus sobre os selêucidas: a lâmpada que deve arder dia e noite no templo só tinha óleo para um dia, mas ardeu oito dias seguidos, até que se providenciasse mais óleo. Nos lares judaicos acendem-se uma vela na primeira noite, duas na segunda e assim por diante, num candelabro especial de Hanuká chamado chanukiá.
A história judaica moderna trouxe para o calendário algumas comemorações de caráter civil e nacional: Tu biShevat (15 do mês de Shevat), Dia da Árvore, quando, em Israel, crianças e adultos plantam árvores; Yom Hashoá, o Dia do Holocausto, em que se relembram os seis milhões de judeus mortos pelos nazistas, e que é comemorado no aniversário do levante do gueto de Varsóvia; Yom Hazikaron (Dia da Lembrança), quando se homenageiam os israelenses mortos nas guerras de libertação e defesa de Israel, comemorado na véspera de Yom Haatsmaut, o Dia da Independência do Estado de Israel.
Calendário judaico. Há mais de 1.600 anos, os judeus praticantes se mantêm leais ao calendário judaico. A diferença entre ele e o calendário cristão adotado no mundo ocidental está no princípio em que baseiam o cômputo do tempo. Enquanto o calendário gregoriano é solar, o judaico é lunar, e consiste em 12 meses calculados de acordo com a Lua: Nisan, Iyyar, Sivan, Tamuz, Ab, Elul, Tishri, Cheshvan, Kislev, Tevet, Shevat e Adar. Para permitir que as festas agrícolas caiam na época própria, a diferença entre o ano lunar, de 354 dias, e o solar, de 365 dias e seis horas, é eliminada pela intercalação de um mês completo (Ve Adar, ou segundo Adar) em sete anos determinados, chamados bissextos, de um ciclo de 19 anos. O calendário impresso (luach) indica a correspondência entre as datas judaicas e as civis.
Alguns historiadores atribuem grande importância ao calendário como unificador das tradições e crenças do povo judeu, afirmando que o calendário judaico é o catecismo judeu. Segundo ele, a data da criação do mundo, a partir da qual tem início a cronologia judaica, corresponde ao ano 3760 a.C.
O ano religioso começa na lua nova de setembro-outubro do calendário gregoriano, mas seu início pode ser alterado em um dia para evitar que outras datas religiosas do ano caiam em dias impróprios. O Dia da Reconciliação, por exemplo, não deve cair na sexta-feira ou no domingo, nem no sétimo dia de Sucot ou num sábado.
Na divisão judaica do tempo, os dias se contam a partir do anoitecer da véspera ao anoitecer do dia em questão, conforme a expressão do Gênesis (1:5) que descreve a Criação: "Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia." A liturgia judaica prescreve três serviços diários para os dias úteis. Nos sábados, nos dias festivos e no primeiro dia de cada mês (Rosh Chodesh) acrescenta-se um quarto serviço; e no Yom Kippur, um quinto. Todo serviço público é encerrado com uma prece a Deus para que apresse o advento de seu reino sobre a terra e proclamando-se a esperança de Israel de que "naquele dia o Eterno será um e seu nome um". Fonte: Barsa.

terça-feira, 22 de maio de 2012

"Horrorizai-vos porque queremos abolir a propriedade privada. Mas em vossa sociedade a propriedade privada está abolida para nove décimos de seus membros. E é precisamente porque não existe para estes nove décimos que ela existe para vós. Acusaai-nos, portanto, de querer abolir uma forma de propriedade que só pode existir com a condição de privar de toda propriedade a imensa maioria da sociedade. Em resumo, acusão-nos de querer abolir vossa propriedade. De fato, é isso que queremos."Karl Marx.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

LIBERALISMO

Surgido em conseqüência da luta histórica da burguesia para superar os obstáculos que a ordem jurídica feudal opunha ao livre desenvolvimento da economia, o liberalismo tornou-se uma corrente doutrinária de importância capital na vida política, econômica e social dos estados modernos.

Liberalismo é uma doutrina política e econômica que, em suas formulações originais, postulava a limitação do poder estatal em benefício da liberdade individual. Fundamentado nas teorias racionalistas e empiristas do Iluminismo e na expansão econômica gerada pela industrialização, o liberalismo converteu-se, desde o final do século XVIII, na ideologia da burguesia em sua luta contra as estruturas que se opunham ao livre jogo das forças econômicas e à participação da sociedade na direção do estado.

Antecedentes. Na Idade Média feudal, a sociedade se compunha basicamente de três classes sociais: a nobreza proprietária da terra, os servos da gleba, a ela submetidos, e os artesãos urbanos organizados em corporações. As responsabilidades públicas se dividiam entre os nobres e a igreja. A partir do século XIII, no entanto, o desenvolvimento da atividade comercial das cidades e o aparecimento do capitalismo mercantilista representaram o início de uma transformação radical das sociedades européias.

A burguesia, concentrada nas cidades, foi a principal protagonista desse processo histórico. Apesar da importância econômica que conquistavam, os burgueses continuavam excluídos do poder político. Um movimento crítico da sociedade surgiu então, contrário à ordem feudal e aos estados centralizadores. Assim se gerou, num processo que durou séculos, um movimento filosófico, político e econômico que afirmou a liberdade total do indivíduo e propugnou a limitação radical dos poderes do estado. As características fundamentais desse movimento, além da restrição das atribuições do estado, foram a defesa da livre concorrência na área econômica e a definição dos direitos fundamentais do indivíduo, entre os quais a liberdade de idéias e de crenças e a sua livre expressão.

O movimento, que adquiriria sua mais acabada expressão no liberalismo, converteu-se na ideologia em que a burguesia se apoiou para assumir o controle do estado a partir das últimas décadas do século XVIII, e depois impregnou profundamente os princípios políticos das sociedades modernas.

Idéias liberais. As armas decisivas que a burguesia utilizou em sua luta intelectual contra a nobreza e a igreja foram o Iluminismo -- que opôs razão à tradição, e o direito natural aos privilégios de classe -- e as análises econômicas da escola clássica, cujos principais representantes foram os economistas Adam Smith e David Ricardo.

A célebre máxima da escola fisiocrata francesa do século XVIII "Laissez faire, laissez passer: le monde va de lui même" ("deixa fazer, deixa passar: o mundo anda por si mesmo") é a que melhor expressa a natureza da economia liberal. Efetivamente, a escola liberal acredita que a economia possui seus próprios mecanismos de auto-regulamentação, que atuam com eficácia sempre que o estado não dificulte seu funcionamento espontâneo.

Ainda antes que Smith, Ricardo e demais intelectuais da escola clássica estudassem a nova estrutura econômica da sociedade, iniciara-se a crítica política do absolutismo e dos remanescentes da velha sociedade feudal. Já no século XVII, o filósofo britânico Thomas Hobbes tentara fundamentar a legitimidade da monarquia na relação contratual dela com seus súditos. Foi depois o barão de Montesquieu quem, em De l'esprit des lois (1748; Sobre o espírito das leis), formulou o princípio da separação de poderes, dificuldade fundamental na gestação de novos estados democráticos. Coube a Jean-Jacques Rousseau a afirmação do princípio da soberania do povo, que continha os instrumentos teóricos para iniciar o assalto à monarquia absoluta.

Instauração política do liberalismo. Na Grã-Bretanha, graças a uma precoce aliança com a nobreza, a burguesia colheu os primeiros frutos de sua luta política. Durante o século XVIII, as cortes britânicas converteram-se paulatinamente num Parlamento moderno, logo proposto como modelo no continente. Essa liberalização foi, no entanto, limitada, uma vez que teve que esperar o século XIX para que o direito ao voto se estendesse à pequena burguesia, e as primeiras décadas do século XX para que se estabelecesse o sufrágio universal.

A instauração da nova ordem política foi desigual nos demais países europeus e americanos. Nos Estados Unidos, os direitos do homem foram proclamados em 1776. Na França, foi preciso esperar a revolução de 1789 para que se desse um passo semelhante e se proclamassem constituições populares em 1791 e 1793. Na Espanha, o estado liberal impôs-se nas primeiras décadas do século XIX. Os países americanos que fizeram parte de seu império colonial forjaram, ao contrário, sua independência sob a bandeira do liberalismo político e econômico. Na Alemanha, só em 1918 instituiu-se um Parlamento.

Estado liberal. Se o objetivo primeiro da burguesia foi o controle do poder legislativo, o fim último da idéia liberal foi a submissão do poder executivo aos representantes populares e, conseqüentemente, a eliminação do poder monárquico.

A tarefa do Parlamento devia ser o controle do executivo, para evitar, assim, as ingerências arbitrárias deste no âmbito privado e na vida econômica. Os representantes parlamentares eram, formalmente, porta-vozes populares que buscavam o bem comum, ainda que, na prática, procedessem da classe dos proprietários. A progressiva extensão do voto e a permeabilidade cada vez maior entre os diferentes setores sociais fez com que, pouco a pouco, aquela representatividade se tornasse efetiva.

De início, o sistema liberal não previa partidos políticos, entendidos como na atualidade, dadas as afinidades básicas que existiam entre os representantes parlamentares. Observou-se, a princípio, a necessidade de apresentar candidatos e de agrupar aqueles de maior proximidade ideológica, ao mesmo tempo que se instalava entre eles um forte componente de influências pessoais. A irrupção das massas operárias na política representou uma grande mudança daquela concepção inicial. O mesmo aconteceu com o apogeu da imprensa como órgão de expressão da opinião pública, fonte última de legitimidade nos sistemas liberais-democráticos.

Liberalismo e justiça. A desigualdade dos indivíduos segundo seu nascimento e camada social a que pertencessem era consubstancial ao ordenamento jurídico do velho regime feudal. A própria coerência do liberalismo exigia, no entanto, a igualdade de oportunidades entre os indivíduos e, conseqüentemente, a igualdade última de todos perante a lei, cujo império se afirmava também diante dos próprios poderes públicos.

A concretização jurídica do triunfo do liberalismo nos diversos estados expressou-se na promulgação de constituições, leis fundamentais que sancionaram a divisão de poderes, os direitos e obrigações dos indivíduos e os demais princípios da nova ordem social. Fonte: (EnciclopédiaBarsa).



sexta-feira, 18 de maio de 2012

CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA

A palavra “mesopotâmia” significa “terra entre rios”. Essa era uma das características da região, delimitada entre os vales dos rios Tigre e Eufrates e ocupada atualmente pelo território do Iraque. A Mesopotâmia estava inserida numa região de solo bastante produtivo, denominada “Crescente Fértil”, uma referência ao formato da região que parecia uma Lua crescente.
Foi na Mesopotâmia, que por volta do VI milênio a.C, surgiram as primeiras civilizações. As primeiras cidades foram Lagash, Uma, Kish, Ur, Uruk e Gatium. Vale ressaltar que a civilização mesopotâmica não apresentava uma unidade política. Na verdade, haviam cidades-estados dotadas de total autonomia política e econômica.
A economia desses povos era baseada principalmente na agricultura. Cultivavam trigo, cevada, linho, gergelim, etc. Havia também uma atividade comercial realizada através de trocas, uma vez que a moeda ainda não era utilizada. Outra atividade que realizavam era a criação de animais, bastante desenvolvida.
Os mesopotâmicos eram povos politeístas. Sua organização política era baseada na centralização do poder. Todos os meios de produção estavam sob o controle do déspota, a personificação do Estado. Os principais legados deixados pela civilização mesopotâmica foram a escrita cuneiforme, criada a partir da necessidade de contabilização dos templos; e o Código Hamurabi, considerado o primeiro código de leis da atualidade.
Vários povos habitaram a região da Mesopotâmia. Podemos destacar os principais:
Sumérios
Habitantes do sul da Mesopotâmia, esses povos construíram grandes complexos de irrigação e drenagem de água, além de desenvolverem a escrita cuneiforme e ter construído as primeiras cidades da história da humanidade.
Babilônios
Foram os responsáveis pela elaboração do primeiro código de leis da atualidade, o Código de Hamurabi. O Código foi feito baseado na Lei de Talião (olho por olho, dente por dente). Os babilônicos também construíram os Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Assírios
Povos extremamente militares, os assírios eram cruéis com seus inimigos e consideravam a guerra a principal forma de conquistar poder e desenvolver a sociedade.
Gabriela Cabral

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Independência dos Estados Unidos da America

A política colonialista inglesa não foi aplicada de maneira igual para suas treze colônias da América do Norte. Isso, se explica, principalmente, pelos diferentes sistemas de produção que nela se desenvolveram.
No processo de colonização das quatros colônias do norte - Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connectict - que formavam a Nova Inglaterra, e das quatros colônias do centro - Nova York, Nova Jersy, Pensilvânia e Dela Ware - desenvolveu-se um modelo de colônia de povoamento.
No processo de colonização das cinco colônias do sul - Virgínia, Maryland, Carolina do Norte e Carolina do Sul - desenvolveu-se o modelo de colônia de exploração.
Nas colônias de povoamentos do norte e do centro ocupada essencialmente por protestantes perseguidos na Inglaterra, desenvolveu-se um sistema de produção baseado na pequena propriedade e no trabalho livre exercido pelo próprio proprietário e sua família.
Em algumas dessas pequenas propriedades encontrava-se também trabalhadores contratados na Europa.
Esses trabalhadores ficavam submetidos a um regime de servidão temporária, que os obrigava a trabalhar de quatro a sete ano para pagar as despesas da viagem da Europa para a América. Findo esse prazo, os trabalhadores eram contratados e recebiam 50 acres de terra para realizar seu próprio cultivo. Tornava-se, portanto, donos de uma pequena propriedade.
Os produtos agrícolas das colônias de povoamento do norte e do centro eram iguais aos da Europa. Isso estimulou o comércio da metrópoles com essas colônias possibilitou que elas desenvolvessem uma economia livre da rígida exploração mercantilista inglesa.
Essa liberdade econômica permitiu um rápido desenvolvimento da produção de manufaturas e das atividades comerciais com outros povos, bem como da pesca e da siderurgia.
Nas colônias de exploração do sul desenvolveu-se um sistema de produção baseado no trabalho escravo negro e na grande propriedade monocultora, cuja produção estava voltada para os mercados externos.
As colônias do sul dependiam essencialmente de suas relações econômicas com a metrópole, para onde exportavam seus produtos tropicais, como algodão e tabaco, e de quem comprava, obrigatoriamente, manufaturados e outros produtos de que precisavam.
Essas diferenças explica o fato de o norte caracterizar-se, mais tarde, como centro industrial, e o sul permanecer uma região agrícola.
A Mudança da Política Econômica Inglesa em Relação às Colônias Norte-Americanas
Em meados do século XVIII, quando se iniciou a Revolução Industrial, a Inglaterra começou a mudar seu comportamento em relação a suas colônias americanas, intensificando sua política econômica mercantilista e restabelecendo o pacto colonial, para acabar com a concorrência das colônias do norte.
Com o reforço do pacto colonial, que obrigava as colônias a comerciarem exclusivamente com suas metrópole, a Inglaterra visava impedir a produção manufatureira colonial e acabar com a liberdade de os colonos do norte comerciarem com outros povos e venderem seus produtos para as colônias do sul.
As restrições mercantilistas acentuaram-se depois da Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763) entre França e Inglaterra, e que envolveu também as colônias dos dois países. Essas pressões aumentaram porque apesar da vitória sobre a França que perdeu o Canadá, a Índia e parte das Antilhas, a Inglaterra saiu da guerra economicamente enfraquecida e resolveu aumentar os impostos e criar novas taxas tributárias que seriam cobradas dos colonos.
Como parte da nova política tributária, em 1764, o Parlamento inglês criou a Lei do Açúcar, determinando que os colonos pagariam taxas sobre a importação do açúcar e dos derivados da cana, como o melaço.
No ano seguinte (1765) foi criada a Lei do Selo. Com ela que o Governo inglês determinava o uso obrigatório do papel timbrado nos documentos, livros, jornais, licenças, anúncios, cartas de jogar etc.
Essa lei foi revogada por um Parlamento, onde eles não tinham representantes. “Sem representação não pode haver tributação”, diziam.
Em 1767, o ministro inglês Charles Tawnshend conseguiu que o Parlamento aprovasse novas taxas sobre o chá, vidros, papel e tintas de qualquer procedência.
Aumenta a insatisfação dos colonos. Em 1770, soldados ingleses, que foram mandados para Boston a fim de proteger os funcionários britânicos, atiraram contra uma multidão de manifestantes americanos, matando quatro deles. Esse episódio ficou conhecido como Massacre de Boston.
Em 1773, ocorre um novo confronto dos colonos com a metrópole. Prejudicados pelo monopólio da distribuição de chá concedido à Companhia das Índias Orientais, um grupo de colonos fantasiados de índios jogou ao mar todo o carregamento desse produto dos navios da companhia que estavam ancorados em Boston. O episódio foi chamado de Festa do Chá em Boston.
O rei Jorge III reagiu a essa manifestação de rebeldia colonial e fez decretar no ano seguinte (1774) os Atos Intoleráveis, pelos quais determinava que:
• os responsáveis pela Festa do Chá seriam mandados à Inglaterra, para julgamento;
• a colônia de Massachusetts seria ocupada por tropas inglesas;
• o porto de Boston ficaria fechado até ser paga a indenização pelo chá destruído;
• estariam sujeitos a severas penas todos aqueles que agredissem funcionários ingleses.
Essas medidas acirraram os conflitos que levaram os colonos à guerra no ano seguinte.

A Guerra de Independência dos Estados Unidos teve como causas mais profundas as restrições mercantilistas impostas pela Inglaterra a suas colônias americanas e a influência das idéias liberais dos filósofos iluministas, divulgadas na América do Norte por homens como Thomas Paine e Samuel Adams, entre outros.
Como causas menores e mais imediatas, podemos citar a Guerra dos Sete Anos, o Massacre de Boston e os Atos Intoleráveis.
No mesmo ano dos Atos Intoleráveis (1774), todas as colônias, com exceção da Geórgia, enviaram representantes para o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia.
Nesse Congresso os colonos, ainda não dispostos à separação, resolveram enviar ao governo inglês um pedido para que fossem retirados os Atos Intoleráveis.
Como não foram atendidos, e a Inglaterra acirrou sua repressão, causando a morte de alguns americanos, os colonos se reuniram no Segundo Congresso Continental de Filadélfia, em 1775.
Nesse Segundo Congresso os colonos declararam guerra à Inglaterra, nomearam o rico fazendeiro George Washington comandante das forças americanas e encarregaram Thomas Jefferson de redigir a Declaração de Independência.
A Declaração de Independência, que continha a Declaração dos Direitos do Homem, foi aprovada em 4 de julho de 1776 e afirmava que “as Colônias unidas são, e devem ser por direito, Estados livres e independentes” e que “as Colônias estão isentas de toda e qualquer obediência à Coroa Britânica”.
A essência da Declaração de Independência assentava-se em três princípios fundamentais, a saber:
• todos os homens receberam de Deus certos direitos naturais como a vida, a liberdade e a conquista da felicidade;
• os justos poderes do governo se originam do consentimento dos governados;
• se o governo não respeitar os direitos naturais do homem, torna-se legítimo derrubá-lo do poder pela força das armas e substituí-lo.
A Declaração de Independência foi um extraordinário estímulo aos compatriotas norte-americanos, que até então estavam em desvantagem militar, pois haviam sofrido várias derrotas.
A vitória de George Washington, em Saratoga, em 1777, levou-os a obterem o apoio militar da França e, posteriormente, da Espanha e da Holanda.
A França tentava se vingar da derrota sofrida para os ingleses na Guerra dos Sete Anos, e sua ajuda foi decisiva para a vitória final norte-americana.
Depois de anos de luta, a derrota inglesa em Yorktown, em 1781, colocou um ponto final no conflito pela independência.
Em 1783 a Inglaterra assinou com os americanos o Tratado de Versalhes, pelo qual reconhecia a independência dos Estados Unidos e fixava seus limites nos Grandes Lagos e no Mississipi. A Espanha ficava com a Flórida e a Ilha de Minorca, e a França recuperava algumas ilhas antilhanas e estabelecimento no Senegal.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A MENTIRA SOBRE AS SACOLINHAS PLASTICAS

Os supermercados diziam gastar R$ 200.000.000 (Duzentos Milhões) de Reais distribuindo " De Graça"  7.000.000.000 (7 Bilhões) de sacolinhas de plástico todo ano aos consumidores e que cada sacolinha tinha um custo em torno de R$ 0,04 (4 Centavos) de Real.
A 1a. GRANDE MENTIRA:
Os 200 milhões já estavam embutidos nos custos do supermercado e eram pagos pelos clientes. Assim como é a luz, a limpeza e até o sorriso dos caixas.  Tudo pago por você, consumidor. Os Grandes supermercados (Extra, Pão de Açúcar, Carrefour), numa compaixão inédita em favor do meio ambiente se uniram para exterminar o uso de sacolinhas de plástico que eram dadas aos clientes, tudo issopensando apenas no meio ambiente.
A 2a. GRANDE MENTIRA
Uma simples conta de matemática prova essa mentira. Ao invés de "DAR" as sacolinhas (venda disfarçada dentro dos outros produtos), os supermercados agora irão "VENDER" (diretamente) aos consumidores sacolinhas biodegradáveis (mais uma mentira que falaremos depois) ao custo de R$ 0,19 (Dezenove centavos) de Real cada uma, 5 vezes o valor da antiga sacolinha. É ai que entra a mágica: 7 Bilhões de Sacolinhas ao custo de 19 centavos cada vão gerar aos supermercados um ganho anual de R$ 1.330.000.000 (UM BILHÃO E TREZENTOS E TRINTA MILHÕES ) DE REAIS POR ANO.  Mesmo que apenas METADE das pessoas que vão a supermercado comprem sacolinhas ainda serão R$ 665.000.000 (SEISCENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES) DE REAIS POR ANO, ou seja: 3 vezes mais do que ELES JÁ GANHAM ATUALMENTE.
Mas e as Sacolinhas Biodegradáveis?
Bem as sacolinhas são biodegradáveis apenas se elas forem corretamente processadas em usinas de compostagem.  Acontece que essas usinas  NÃO EXISTEM, NÃO FORAM CONSTRUIDAS e talvez lá por 2014 a primeira comece a funcionar... E OLHE LÁ.
3a. GRANDE MENTIRA
Outra GRANDE MENTIRA que os supermercados usaram para Banir as sacolinhas de plástico foi a desculpa sem vergonha que durante as chuvas, essas sacolas entupiam as boca de lobo e provocavam enchentes. Por que ? Porque as pessoas usavam as sacolinhas para jogar lixo fora (Ué, isso não era conhecido como reciclagem ?).  Mas agora elas terão que comprar Sacos de lixo para esse fim, não é ?! 
SÓ QUE ISSO É MELHOR AINDA
PARA OS SUPERMERCADOS.
Como?
Outra simples conta de matemática.
Cada pessoa que reciclava as sacolinhas de plástico usa em media três por dia para condicionar o lixo (uma no banheiro, uma na cozinha e mais uma na pia da cozinha para resto de comida).  Pois bem.  Isso dá em media 90 sacolinhas por mês, usadas para jogar lixo fora (3x30=90). Os supermercados vendem o pacote vendem um pacote com 100 sacos de lixo em media por R$ 12 (Doze) Reais. Então durante um ano uma pessoa vai gastar 1080 sacos de lixo (12x90) e vai precisar comprar 11 pacotes de saco de lixo (11*100 = 1100) gastando R$ 132 (Cento e Trinta e dois) Reais. Preço razoável, certo !?
ERRADO!!!
Lembra dos 7 Bilhões de Sacolinhas que os Supermercados "davam" todo ano. Se eu divido esses 7 Bilhões por 100 eles serão equivalentes a 70.000.000 (SETENTA MILHÕES ) de Pacotes de sacos de lixo com 100 unidades cada.  70 Milhões de pacotes vezes os R$ 132 por ano que cada pessoa vai precisar pagar para jogar o lixo fora vão gerar um lucro aos Supermercados (que vão vender esses sacos de lixo) R$ 9.240.000.000 (NOVE BILHÕES E DUZENTOS E QUARENTA MILHÕES) de Reais.
Ou seja:
Dane-se a sacolinha ecológica! Eles querem mesmo é que você compre sacos de lixo pois eles vão ganhar 7 vezes mais.
Indignado ? 
Então passe essa mensagem para frente e mostre a verdade para aqueles que ainda fazem papel de idiota defendendo essa canalhice.
Fonte: eutenhorazao.blogspot.com


sexta-feira, 11 de maio de 2012

JOVEM GUARDA

Jovem Guarda foi um movimento surgido no final da década de 1950, que mesclava música, comportamento e moda. Surgiu com um programa televisivo brasileiro exibido pela TV Record, a partir de 1965. Ao contrário de muitos movimentos que surgiram na mesma época, a Jovem Guarda não possuía cunho político.
Os integrantes do movimento foram influenciados pelo Rock and Roll da década de 1950 e 1960 e pela precursora do rock no país, Celly Campello.[1] Com isso, faziam uma variação nacional do rock, batizada no país de "Iê-Iê-Iê"(expressão surgida em 1964, quando os Beatles lançaram o filme "A Hard Day's Night", batizado no Brasil de "Os Reis do Iê-Iê-Iê"),[2] com letras românticas e descontraídas, voltada para o público jovem. A maioria de seus participantes teve como inspiração o rock da década de 1950/60, comandado por cantores como Elvis Presley e bandas como os Beatles.
A expressão Jovem Guarda começou a ser usada com a estréia do programa de auditório que tinha esse nome, na TV Record, em 1965. Foi tirada de um discurso de Lenin, onde dizia "O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada".[3] Foi comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa que apresentavam ao público os principais artistas ligados ao movimento. O programa tornou-se popular e impulsionou o lançamento de roupas e acessórios. O movimento foi identificado como do público jovem, porém, agradou pessoas de todas as idades.
Jovem Guarda agora não se destaca tanto como antes. Agora eles gostam só de músicas agitadas! (Kaka) Surgiram vários outros programas no mesmo estilo.
Muitos consideram o fim do movimento juntamente com o fim do programa, em 1968, mas podemos dizer que se estendeu até meados de 1970.
Entre os artistas do movimento destacaram-se Celly Campelo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos,Wanderléa, Vanusa, Eduardo Araújo, Silvinha, Martinha, Arthurzinho, Ronnie Cord, Ronnie Von, Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso, Bobby di Carlo, Jerry Adriani, Rosemary, Leno e Lilian, Demétrius, Os Vips, Waldirene, Diana, Sérgio Reis, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Ed Wilson, Evaldo Braga e as bandas, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers. Entre os principais sucessos estão "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno"; "Festa de Arromba"; "Pare o Casamento"; "Garota do Roberto"; "Biquíni Amarelo"; "Meu Bem"; "Eu Daria a Minha Vida"; "O Bom"; "Roda Gigante"; "Rua Augusta"; "Namoradinha de um Amigo Meu"; "Ternura"; "O Caderninho"; "Tijolinho"; "Feche os Olhos"; "A Festa do Bolinha"; "O Bom Rapaz" e "Menina Linda". A partir dos anos de 1990, regravações da Jovem Guarda feitas por outros grupos fizeram sucesso entre os adolescentes.(Wikipédia).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MERCANTILISMO

O mercantilismo abarcou um conjunto de práticas econômicas surgidas durante o processo de formação das monarquias nacionais. Nesse contexto, os reis foram fortemente apoiados pela burguesia na ampliação de seus domínios políticos e na estruturação de um corpo de funcionários e militares que reafirmavam o seu poder. Em contrapartida, os monarcas concediam favores e privilégios para que os burgueses ampliassem suas fronteiras econômicas.
Progressivamente, alguns reis notaram que o enriquecimento da classe burguesa implicava diretamente no fortalecimento de seu governo. Afinal de contas, quanto mais os comerciantes negociavam, maiores eram os volumes de impostos pagos e destinados para o funcionamento do Estado Nacional. Mesmo não se constituindo como uma teoria econômica formal, o mercantilismo passou a reger as ações políticas de vários monarcas interessados na proteção de sua autoridade.
Uma das primeiras noções mercantilistas que se formaram nessa época, era o chamado metalismo. Segundo esse princípio, acreditava-se que a riqueza do país poderia ser determinada pelas reservas de metais preciosos e a quantidade de moedas circulando no interior da economia nacional. Quanto maior o número de reservas, maiores eram as garantias que a economia do país passava por um bom momento. Entretanto, como seria possível cumprir essa expectativa imposta pelo metalismo?
Em alguns poucos casos, os reis europeus incentivavam a exploração dos metais preciosos em seu próprio país. Contudo, já que as reservas de ouro e prata se escasseavam na Europa, diversos monarcas colocavam a procura por metais como uma das principais metas da colonização em terras americanas. Além disso, recomendava-se que as moedas em circulação na economia do país, aumentassem cada vez mais. Daí então, surgia outro princípio do mercantilismo.
Para que as moedas do país não saíssem de sua economia, os reis deveriam tomar medidas que visassem a consolidação da chamada balança comercial favorável. De acordo com esse princípio mercantil, a quantidade de exportações do país deveria ser maior que o número de importações realizadas. Nesse sentido, era necessário que medidas de natureza protecionista impedissem que os produtos estrangeiros tivessem maior aceitação na economia nacional, o que acabava exigindo o gasto de moedas.
Mais uma vez, a colonização viria a colaborar com o estabelecimento da balança comercial favorável. Primeiramente, porque muitas colônias seriam exploradas para fornecerem produtos agrícolas e matéria prima a um custo menor. Com isso, as metrópoles teriam condições de oferecer produtos com preço competitivo no mercado europeu. Além disso, a própria população das colônias garantiria uma balança comercial favorável ao se transformar em mercado consumidor da metrópole.
Ao longo da Idade Moderna, observamos que Portugal e Espanha despontaram como grandes nações mercantilistas, ao realizarem a sua expansão marítimo-comercial antes que as demais nações europeias. Contudo, países como França e Inglaterra, mesmo conquistando suas colônias tardiamente, se mostraram mais hábeis no fortalecimento de suas atividades econômicas.
Rainer Sousa