sábado, 1 de setembro de 2012

MÚSICA DE CÂMARA

No século XVII, a aristocracia europeia reunia músicos em seus aposentos particulares. A música executada nessas circunstâncias foi aos poucos se distinguindo também estilisticamente das obras sacras, compostas para a igreja.
Música de câmara é aquela concebida para solistas e pequenos conjuntos, principalmente instrumentais. Destacam-se as suítes, os concerti grossi e outras obras para grupos de dois a dez intérpretes, como as de Vivaldi e outros da escola de Veneza. Impõe-se ainda, pela frequência, o trio-sonata, para dois instrumentos de cordas acompanhados por um de teclas como baixo-contínuo, como em Bach e Haendel.
O criador da moderna música de câmara foi Haydn, que em meados do século XVIII inventou a forma-sonata, base da sonata clássica, da sinfonia e de todos os gêneros camerísticos. Caíra em desuso o baixo-contínuo -- tipo de acompanhamento executado por instrumento de teclado -- e todos os instrumentos passaram a ter idênticas oportunidades, em diálogo constante. Nessa fase, em que também Mozart contribuiu genialmente para o repertório, o poder da nobreza e o mecenato estavam em declínio, o que levou a música de câmara a sair dos palácios e alcançar público maior. Também se deve a Haydn a criação do gênero mais importante da música de câmara, o quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo). Com Beethoven e Schubert, no início do século XIX, a música de câmara e o quarteto de cordas atingiram o nível mais alto da música instrumental do Ocidente. Entre os compositores modernos e contemporâneos, destacam-se César Franck, Debussy, Maurice Ravel, Béla Bartók, Arnold Schoenberg, Alban Berg, Anton Webern, e o brasileiro Villa-Lobos
Fonte: Enciclopédia Barsa.

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