sexta-feira, 5 de abril de 2013

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Os avanços tecnológicos verificados na área da informática vem provocando uma verdadeira revolução nos meios de comunicação em todo o mundo a través do ciberespaço é possível fazer comprar, trocar mensagens, conversar com outras pessoas, transmitir imagens, ter acesso a um volume imenso de informações e fazer muitas outras coisas. É uma revolução sem armas que influenciam diariamente a vida de milhões de pessoas. Cerca de 250 anos atrás, a Europa foi palco de outra revolução sem armas que desencadeou profundas mudanças na estrutura social, politica e econômica das sociedade: a Revolução Industrial.
O Desenvolvimento do Capitalismo, o Fortalecimento da Burguesia e as Alterações no Modo de Produzir
                A partir do século XIII, a burguesia começou a conquistar uma posição cada vez mais influente na sociedade europeia, dedicando-se, sobretudo ao comércio e as atividades bancárias. Muitos banqueiros tornaram-se importantes parceiros dos reis, emprestando dinheiro ou financiando as despesas dos exércitos reais. Em troca, recebiam privilégios, como o monopólio do comércio entre a metrópole e suas colônias.
Enriquecia, a burguesia mercantil começou a intervir na produção de mercadorias. Para burlar a vigilância das corporações de oficio, que impunham limites à produção, os grandes comerciantes passaram a entregar a matéria-prima diretamente aos artesãos que, trabalhando em suas próprias residências, produziam os artigos encomendados. Mais tarde, para tornar a produção ainda mais lucrativa e racionalizar o trabalho, esses comerciantes passaram a reunir trabalhadores em um mesmo local e a fornece-lhes a matéria-prima e as ferramentas necessárias para a fabricação dos produtos, pagando-lhes um salário em dinheiro. Dessa forma, esperavam ter custos menores, maior produtividade e lucros mais elevados. Embora tenha variado de um lugar para outro, esse processo deu origem as primeiras manufaturas, ou seja, as primeiras unidades de produção capitalista, antecessoras da fábrica moderna. Já, no século XVI era possível encontrar na Inglaterra manufaturas com mais de 600 trabalhadores assalariados.
Pouco a pouco, os capitalistas introduziram modificações na organização do trabalho para aumentar a produtividade. Isso foi feito por meio da divisão do trabalho, que revolucionou mais uma vez a produção.  Em vez de produzir integralmente artigo por artigo, cada trabalhador passou a executar apenas uma operação, correspondendo a uma parte da peça fabricada. Somada todas as operações tinha-se o produto final. A divisão do trabalho tornou a produção mais ágil, pois dessa forma se produzia mais. Com mais produto no mercado, seu custo baixou, estimulando o consumo de mercadorias e o surgimento de novas manufaturas, com aumento da oferta de empregos. Essa expansão do mercado de trabalho aumentou o volume de dinheiro em circulação, que estimulou mais consumo e assim por diante. Embora esse processo tenha se manifestado em diversos países em momentos diferentes, ele teve inicio na Inglaterra do século XVIII.
O Pioneirismo Inglês
No começo do século XVIII a Inglaterra era a nação mais rica do mundo. Possuía ricas jazidas de carvão e ferro, dispunha de uma excelente esquadra naval que lhe garantia a supremacia no comércio mercantil, além de inúmeras colônias espalhadas pelo mundo. Ao mesmo tempo, a burguesia inglesa havia se consolidado politicamente através da Revolução Gloriosa que suprimiu o absolutismo e impôs uma monarquia constitucional submetida ao Parlamento. O domínio sobre a politica inglesa possibilitou a burguesia eliminar os empecilhos ao desenvolvimento do liberalismo e do capital.
                Entre os séculos XVI e XVIII, o governo inglês concedeu aos grandes proprietários rurais o direito de expulsar os camponeses das terras comunais para que essas áreas fossem cercadas e transformadas em pastagens. Esses cercamentos provocaram a migração de muitos camponeses para as cidades, onde eles acabaram se tornando a principal fonte de mão-de-obra da nascente indústria.
Desde o inicio do século XVII, os cientistas procuravam encontrar uma aplicação prática para a propriedade que a água tem de produzir vapor quando entra em ebulição. Estudando essa propriedade, James Watt desenvolveu em 1769 um equipamento que utilizava a energia do vapor da água para impulsionar máquinas a uma velocidade considerável. Com a invenção da máquina a vapor, o processo de substituição da força humana pela energia mecânica tornou-se cada vez mais rápido. Nos anos seguintes, o invento de Watt passou por diversos aperfeiçoamentos, propiciando um desenvolvimento generalizado. Seus reflexos foram sentidos na siderurgia, metalurgia e no aparecimento dos primeiros trens de ferro a vapor, inventados em 1808. Em seu conjunto, essas mudanças resultantes dos avanços tecnológicos que introduziram a máquina no processo produtivo ficaram conhecidas como Revolução Industrial. Costuma-se empregar o termo revolução porque essas novidades provocaram profundas transformações nas estruturas econômicas e sociais.

A Nova Classe Trabalhadora: os Operários
Os avanços tecnológicos provocaram enorme euforia entre os capitalistas, que enriqueciam rapidamente. Entretanto, a maior parte da população não tinha acesso aos benefícios dessa prosperidade. Na verdade, boa parte composta de operários, se via excluída de tais benefícios. As condições de moradia dos trabalhadores eram das mais precárias. Situadas em bairros insalubres, suas casas costumavam ser muito rudimentares e simples. Erguidas em ruas escuras, sem pavimentação, eram mal ventiladas, não tinham água suficiente e apresentavam péssimas condições de saneamento.
                As fábricas, por sua vez, não lhes ofereciam condições dignas de trabalho. Eram geralmente locais úmidos e quentes, desprovidos de ventilação adequada. A alimentação servida era insuficiente e de péssima qualidade. Por causa disso e das longas jornadas de trabalho, a expectativa de vida dos operários era baixa e a incidência de doenças e acidentes de trabalho muito alta. Por serem consideradas mais dóceis que os homens, os patrões preferiam contratar mulheres e crianças, muitas delas de 4 e 5 anos. A jornada de trabalho era igual para todos, de 15 a 18 horas diárias, sem descanso ou qualquer outro direito trabalhista. Os operários eram vigiados de perto por um supervisor. Acidentes provocados pelo cansaço aconteciam com frequência e não eram perdoados. Em represália por alguma falta, os operários sofriam severas punições, inclusive físicas.

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