segunda-feira, 27 de maio de 2013

AS UNIFICAÇÕES DA ITÁLIA E DA ALEMANHA

ITÁLIA
            Para que a unificação se completasse faltava ainda à conquista do sul, os Estados controlados pelo papa e o reino de Veneza, ainda nas mãos dos austríacos. Em 1860, Garibaldi e sua tropa invadiram o Reino de Nápoles. Para não provocar divisões, Garibaldi abriu mão da causa republicana e aceitou a liderança da monarquia piemontesa  no processo de unificação. Em 1861 foi eleito o primeiro parlamento italiano que reconheceu o rei Vitor Emanuel II do Piemonte como rei da Itália. Em 1866, os italianos anexaram Veneza. Em 1870  conquistaram os Estados Pontifícios, inclusive Roma. O papa Pio IX, entretanto, recusou-se a reconhecer o novo Estado e refugiou-se no Vaticano. O impasse só seria resolvido em 1929. Mas a Itália estava unificada.
 ALEMANHA

Além da Itália, a Europa no século XIX assistiu ao surgimento de uma nova nação com base na unificação de pequenos Estados. Esse novo país foi à Alemanha.  Estes Estados formavam a Confederação Germânica, dos quais os mais importantes eram a Prússia e a Áustria. Em 1834, foram eliminadas as barreiras aduaneiras entre esses Estados. Tal situação dinamizou o capitalismo na região.
            Em 1862, o rei da Prússia, Guilherme I, nomeou Oton von Bismarck para chanceler. Antiliberal e monarquista, Bismarck defendia a unificação dos Estados germânicos, mesmo que para isso fosse necessário o uso da força. Com essa ideia em mente, em 1864 Bismarck aliou-se ao governo da Áustria e lançou-se em uma guerra contra a Dinamarca pela posse de dois ducados de população germânica. Ao sair vitorioso do confronto, o governo de Bismarck retardou a partilha dos territórios conquistados com os austríacos e propôs mudanças na Confederação Germânica, excluindo a Áustria do grupo. Em represália a Áustria declara guerra a Prússia em 1866. De curta duração o conflito foi vencido pelos prussianos. Com a vitória, Bismarck extinguiu a Confederação Germânica, criando a Confederação Germânica do Norte.
            A formação dessa confederação fez com que a França exigisse que os Estados germânicos do Sul não integrasse a Confederação proposta pela Prússia. Sentindo-se atingida em seus interesses a Prússia declara guerra à França impondo uma vitória sobre Napoleão III. Em 1871, no Palácio de Versalhes, Bismarck proclama o II Reich da Alemanha unificada, sob o governo do Kaiser Guilherme I. Com esse ultraje a França, Bismarck e Guilherme I vingavam-se da humilhação imposta por Napoleão Bonaparte ao dissolver em 1806 o Sacro Império Romano Germânico, considerado o I Reich. A Alemanha unificada desenvolveu-se rapidamente e começou a exigir colônias levando a uma tensão diplomática entre as potencias da época. Este desgaste diplomático resultaria em uma corrida armamentista que, desembocaria na I Guerra Mundial no século seguinte.

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