segunda-feira, 27 de maio de 2013

HISTÓRIA DO SURINAME

Após sua independência, a antiga Guiana Holandesa adotou o nome de Suriname em homenagem aos primitivos habitantes da região.
O Suriname localiza-se no litoral norte da América do Sul. Com uma superfície de 163.820km2, limita-se ao norte com o oceano Atlântico, a oeste com a Guiana, ao sul com o Brasil e a leste com a Guiana Francesa.
O litoral do atual Suriname foi avistado por navegantes castelhanos e a região reclamada pela coroa espanhola, mas não houve assentamentos europeus até a chegada dos primeiros holandeses em 1602. Meio século mais tarde o governador britânico de Barbados enviou colonos à região. O conflito entre os dois grupos de colonos foi solucionado pelo Tratado de Breda (1667), pelo qual os holandeses ficaram com a colônia que se tornaria conhecida como Guiana Holandesa e entregaram aos ingleses sua colônia na América do Norte, Nieuw Amsterdam, depois Nova York.
Em 1682 a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais iniciou a exploração do país, com a importação de escravos africanos para o cultivo de plantações de café e cana-de-açúcar. A brutalidade levou muitos escravos a fugirem e, fora do alcance de seus antigos proprietários, reproduziram a cultura tribal africana em locais isolados do interior da selva. Excetuados breves intervalos, de 1799 a 1802 e de 1804 a 1815, quando caiu sob o domínio britânico, o Suriname permaneceu sempre como colônia holandesa.
Em 1863 foi abolida a escravatura e mais tarde começaram a chegar imigrantes de diversos países asiáticos, para substituir os escravos nas plantações. Em 1915 descobriram-se as jazidas de bauxita, cuja exploração se transformou, depois da segunda guerra mundial, no principal recurso  econômico do país em substituição à agricultura intensiva, que estagnara. Em 1954 realizaram-se reformas constitucionais que concederam governo autônomo à colônia.
Em 25 de novembro de 1975, a Guiana Holandesa transformou-se em estado independente, de regime parlamentarista constitucional, com Henck Arron como primeiro-ministro, e adotou o nome de Suriname. Cinco anos mais tarde, uma crise de governo, agravada pela estagnação econômica, levou os militares ao poder. Foi constituído um conselho militar, logo dominado pelo coronel Dési Bouterse, de tendência esquerdista, que se mostrou intransigente frente à oposição. Depois de uma aproximação com os regimes socialistas, em 1983 foram expulsos do país diplomatas e conselheiros cubanos. A situação política e econômica do país se deteriorou ainda mais e um grupo guerrilheiro, o Exército de Libertação do Suriname, mais conhecido como Comando das Selvas, formado na maioria por negros, intensificou as ações militares e impediu as atividades de mineração de bauxita. A repressão aos negros civis provocou uma fuga em massa para a Guiana Francesa.
Forçados pelo agravamento da situação interna, os líderes militares iniciaram um diálogo com os principais partidos políticos do país. Em 1985 foi convocada uma Assembléia Nacional, com a missão de elaborar uma nova constituição, e Bouterse foi designado chefe de estado. Em novembro de 1987, eleições gerais puseram fim a sete anos de poder militar e deram a vitória à coalizão Frente para a Democracia e Desenvolvimento, mas Bouterse se manteve no cargo de presidente do Conselho Militar Nacional, de ampla influência política.
Em dezembro de 1990, Bouterse renunciou e horas depois um novo golpe militar encerrou três anos de experiência democrática. Pressionados pelos Estados Unidos, Países Baixos, França e a Organização dos Estados Americanos (OEA), os militares promoveram eleições em 25 de maio de 1991. A Nova Frente para a Democracia e Desenvolvimento, que incluiu a antiga Frente e o Partido Trabalhista, conquistou a maioria dos votos para o Parlamento, formou o governo e elaborou uma legislação que tirou dos militares todo o poder. O governo fez também um acordo com o movimento guerrilheiro, que suspendeu suas atividades.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

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