quinta-feira, 6 de junho de 2013

8. A CORRIDA ARMAMENTISTA E ESPACIAL


Os EUA e a URSS foram os países que saíram mais fortalecidos da II Guerra Mundial, como já foi dito. Também se tornaram grandes rivais nas décadas seguintes. Essa rivalidade se manifestava em todos os sentidos, mas muito mais dramática na corrida armamentista, que era a disputa pela capacidade de produzir armas cada vez mais destrutivas.

As Armas Nucleares
                Desde 1942, com o projeto Manhattan, os EUA se empenhavam na construção de uma bomba atômica. A primeira bomba produzida pelo projeto foi testada em junho de 1945, no deserto do Novo México. Logo depois, as usariam duas vezes contra o Japão. Após o fim da II Guerra Mundial, os EUA continuaram os testes atômicos, aperfeiçoando a tecnologia até criarem a bomba de hidrogênio, que tem poder destrutivo muito maior que a bomba atômica. Os soviéticos que desde 1945 já tinham seu projeto, aceleraram seu programa nuclear e em 1949 fizeram com sucesso seu primeiro teste no deserto do Cazaquistão. A prática da espionagem foi essencial para que a URSS concretizasse seu projeto nuclear, tanto que os soviéticos também conseguiram desenvolver bombas de hidrogênio, menos potentes que as estadunidenses, mas podiam ser lançadas por aviões. À medida que os países produziam suas armas, o potencial destrutivo aumentava consideravelmente.
                Além das bombas nucleares, os EUA e a URSS desenvolveram mísseis intercontinentais que podiam ser lançados a longas distancias para atingir o território inimigo. A produção dessas armas e a possibilidade de uma guerra nuclear provocavam pânico nos habitantes desses países. Em 1961, nos EUA, o governo iniciou uma política de construção de abrigos antinucleares. As pessoas com medo de uma possível guerra nuclear construíam esses abrigos abastecendo-os com víveres suficientes para sobreviverem longos períodos caso necessitassem.    

Os Serviços de Inteligência

Caças ás Bruxas
Entre as décadas de 1940 e 1950, o senador Joseph McCarthy passou a liderar uma política chamada pela imprensa de “caça as bruxas”, de perseguição aos comunistas nos EUA. Essa política criou um ambiente de medo e intolerância na sociedade do país, pois as perseguições políticas se tornaram constantes. A CIA e o FBI investigavam qualquer manifestação intelectual considerada suspeita, que pudesse ter ligação à ideologia comunista.

Durante a Guerra Fria o acesso às informações secretas do inimigo era essencial e, por isso, tanto EUA como URSS mantinham serviços de inteligência. Os estadunidenses tinham a CIA (Agencia Central de Inteligência), criada em 1947; os soviéticos tinham a KGB (Comitê de Segurança do Estado), criada em 1954. Cada uma dessas organizações atuava na obtenção de informações secretas por meio da espionagem, infiltrando seus agentes em muitos países sob influencia da potencia rival. Com isso, planos políticos e projetos militares não estavam totalmente seguros. Além disso, essas agencias de espionagem exerciam um papel fundamental dentro de seus próprios países, pois por serem controladas pelo governo, perseguiam pessoas que eram consideradas subversivas ou mesmo traidoras, que pudessem agir de forma a favorecer o rival. Assim, as agencias de espionagem representavam também um mecanismo de controle ideológico sobre a população.

 

A Corrida Espacial – Rumo ao Espaço

                A Guerra Fria também foi marcada pelo desenvolvimento da tecnologia espacial. Esses investimentos eram estratégicos, pois os foguetes utilizados nos lançamentos de espaçonaves e satélites podiam ser utilizados para lançarem mísseis nucleares à longa disso. Além disso, os satélites colocados em órbita terrestre poderia servir para a monitoração e o controle do que acontecia nas mais diversas regiões do planeta. Os soviéticos saíram na frente, dando inicio a corrida espacial ao lançar um satélite artificial na órbita terrestre, o Sputnik 1, em 1957. Eles também foram os primeiros a enviar um homem ao espaço, o astronauta Yuri Gagain, em 1961, e uma mulher, Valentina Tereskova, em 1963. Os estadunidenses, por sua vez, foram os primeiros a alcançar a lua. Neil Armstrong, abordo da Apollo 11, foi o primeiro homem a pisar na lua, em 1969. A partir de então, os dois países passaram a adotar uma política de cooperação, compartilhando informações de suas pesquisas espaciais.
(Adaptado de Marco Pellegrini, Adriana Dias e Keila Grinberg. Coleção Novo Olhar, História 3, p.144-145).

 

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