quinta-feira, 11 de julho de 2013

A divindade suprema da mitologia egípcia era Rá, o deus do Sol e senhor da criação que, segundo a lenda, foi o primeiro rei do Egito e deixou a Terra por causa da mesquinhez da humanidade.
Rá era o deus oficial dos faraós egípcios, que se consideravam a um só tempo seus filhos e a própria reencarnação do deus. Inicialmente apenas uma entre as várias divindades solares do início do antigo império, por volta de 2400 a.C. já se convertera no deus dos faraós e representante da justiça. No médio império sua importância foi ofuscada pelo culto a Osíris. Os faraós tebanos da XVIII dinastia, que deram início ao novo império em 1570 a.C., impuseram a todo o Egito o culto a Amon-Rá, venerado como o "único criador da vida", resultado do sincretismo entre Rá e o deus local Amon.

A lenda conta que Rá cruzava o céu de dia em sua barca solar e, à noite, viajava em outra barca através do mundo subterrâneo. Antes do novo dia, devia derrotar a maléfica serpente Apepi. Símbolo da luz solar, doadora da vida, e do ciclo de morte e ressurreição, sua representação mais freqüente era a de um homem com cabeça de falcão, sobre a qual trazia o disco do Sol, emergindo do caos para diferenciar a si mesmo e criar os outros deuses.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

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