sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O CONDE DE MONTE CRISTO

Em minha infância e adolescência convivi com os livros. Me lembro com enorme clareza, entre os livros que compunham a biblioteca da família, de uma coleção entitulada "Tesouros da Juventude", editada pela Abril Cultural. Eram livros com capa dura, todas elas de cores diferentes; traziam um conteúdo realmente fabuloso e digno de ser nomeada como tesouro, eram clássicos do porte de "Robinson Crusoé", "A Ilha do Tesouro", "As Aventuras de Tom Sawyer", entre muitos outros títulos de grande valor e qualidade.
 Entre eles encontrava-se também uma obra de Alexandre Dumas (autor conhecido mundialmente pela obra "Os três mosqueteiros") chamada "O Conde de Monte Cristo". Título pouco sugestivo para um garoto com aproximadamente 10, 11 anos. No entanto, incentivado pelo grande amor que sentia pelas histórias contidas nos livros, não tive dúvidas, li a aventura de Dumas. Foi um dos encontros literários marcantes dessa minha etapa inicial em contato com as letras. Nunca mais me esqueci daquela história...
 Grandes histórias como essa merecem ser passadas de geração para geração. São tão ricas que se tornam clássicos autênticos, jamais morrendo ou sendo esquecidos por completo no imaginário coletivo. Recentemente li uma entrevista de um dos grandes críticos literários norte-americanos em que o mesmo tecia pesadas críticas a série de livros escrita pela inglesa J.K. Rowling, protagonizadas pelo bruxinho Harry Potter. Acredito que Dumas (Twain, Lobato, Dickens e tantos outros), hoje louvados pelos críticos especializados, também sofreriam resistências e pesadas censuras...
 A grande alternativa ao se deparar com as versões filmadas desses clássicos seria poder ler os mesmos antes de ver os filmes, caso isso não seja possível, ao menos procurar os livros depois e saborear um pouquinho mais de detalhes das tramas...
 A História
 Edmond Dantes (Jim Caviezel) é um jovem marinheiro em missão comercial pelo Mediterrâneo que se vê obrigado a desembarcar na Ilha de Elba no período em que lá está confinado Napoleão Bonaparte. A despeito das dificuldades enfrentadas para atingir seus objetivos, Dantes e seu amigo Fernand Mondego (Guy Pearce) conseguem convencer os militares que vigiam Napoleão a permitir que seu capitão adoentado seja visto pelo médico que cuida do famoso prisioneiro.
 Para que isso acontecesse o general estrategista condiciona a consulta ao capitão a entrega de uma carta por parte de Dantes a um amigo com quem não tem contato a muito tempo. Assegura ao jovem que se trata apenas de uma correspondência de caráter pessoal, no entanto, pede a ele sigilo absoluto. Eram porém observados por Mondego que não perdoa o amigo por não lhe contar o que havia acontecido.
 Ao voltarem a Marselha, Dantes é denunciado por traição numa conspiração liderada por Mondego, acompanhado de um subalterno do navio e do promotor local, cada qual motivado por um interesse particular. O falso amigo pela paixão que nutre pela noiva de Dantes, o segundo pela possibilidade de sucedê-lo no comando do navio e o terceiro para evitar que seu pai fosse identificado como o contato de Napoleão numa eventual conspiração (o que arruinaria sua carreira).
 Enviado para uma prisão localizada numa ilha isolada, é dado como morto a partir de uma condenação arbitrária a morte por traição. Isolado na ilha, numa cela individual a partir da qual não tem contato nem ao menos com as pessoas que levam comida para ele, Dantes parece destinado a loucura e morte...
WebCine.


Nenhum comentário:

Postar um comentário