segunda-feira, 11 de novembro de 2013

TRINCHEIRAS

Retrato mais bem acabado da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), as linhas de trincheiras surgiram em setembro de 1914, quando os alemães, que haviam invadido a França, foram barrados perto de Paris. Decididos a não retroceder nenhum palmo de território conquistado, eles iniciaram a construção das valas ao longo de toda a frente de combate. Vendo os alemães fortificarem-se, os aliados também cavaram seus próprios abrigos. Em poucos meses, as linhas de trincheiras estenderam-se da Suíça até o litoral norte da França, por mais de 600 quilômetros.
 Foi então que começou um longo impasse. Os dois lados tentavam quebrar a guarda do oponente com ataques e contra-ataques em massa. Ficavam separados por uma faixa de lama de menos de 300 metros, a “terra de ninguém”. Durante os anos da guerra, viver nas trincheiras tornou-se uma mistura de miséria, horror e coragem.
 Lama e pólvora
Na trincheira, lutava-se ao lado de ratos e defuntos
Paredes de arame
 Para retardar os ataques, uma selva de arame farpado, com até 30 metros de largura, era instalada à frente das trincheiras. Enquanto os soldados lutavam para cruzar o emaranhado de fios, eram vítimas fáceis de atiradores inimigos
 Labirinto
 As trincheiras normalmente tinham 2,30 metros de profundidade por 2 metros de largura. Eram revestidas por sacos de areia para amortecer balas e estilhaços. Se o inimigo tomasse a primeira linha, os defensores recuavam para outras, construídas em forma de labirinto
 Estrelando... a metralhadora
 Durante a Primeira Guerra a metralhadora foi usada em larga escala, mudando drasticamente a forma de lutar. Disparando até 600 tiros por minuto, vitimava batalhões inteiros até que todos se dessem conta de como elas eram letais
 Armas químicas
 Os exércitos utilizaram mais de 100 mil toneladas de gás durante a guerra. Essa arma foi responsável por 90 mil soldados mortos e cerca de 1,2 milhão enfermos. Alguns soldados preferiam saltar para fora e serem fuzilados a enfrentar a nuvem de gás mostarda acumulada nos buracos
 Ataque fulminante
 Os primeiros ataques, chamados de “fogo de barragem”, consistiam em enormes descargas de artilharia de grosso calibre, algumas com quase 2 milhões de projéteis em poucos dias. O resultado era sempre desolador: o solo atingido tornava-se uma mistura de terra revolvida, cadáveres e lama
 Cercados pela morte
 Além dos gritos e gemidos dos feridos, os soldados tinham de conviver com o funesto chiado de cadáveres insepultos, que expeliam gás por meio de arrotos e assobios. Também não dormiam, sob o risco de serem atacados pelos ratos
 Tocaia
 Munidos de rifles com miras telescópicas, os atiradores, chamados de snipers, ficavam horas de tocaia, à espera de algum soldado incauto que colocasse a cabeça para fora da trincheira inimiga. Quase sempre, a vítima era abatida com apenas um tiro
 Plantações de bombas
 As tropas cavavam longos túneis em direção às trincheiras adversárias. Uma vez embaixo do inimigo, forravam o túnel com explosivos, matando milhares de adversários de uma vez e abrindo caminho para um ataque.
Fabiano Onça (01/06/2004 - Revista Aventuras na História).

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