quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA DE BAHAMAS

A oeste do mar de Sargaços, região do Atlântico em que é comum a alga Sargassum bacciferum, encontra-se o arquipélago das Bahamas, o primeiro território das Américas pisado pelos europeus.
As Bahamas constituem desde 1973 a Comunidade das Bahamas, estado independente associado à Comunidade Britânica de Nações. Situado ao norte de Cuba e separado da costa dos EUA pelo estreito da Flórida, o arquipélago das Bahamas estende-se ao longo de 1.200km desde a Grande Bahama, a noroeste, até a Grande Inágua, a sudeste. Compõe-se de 700 ilhas, das quais só 22 são habitadas, e cerca de 2.400 ilhotas, que somam uma superfície total de 13.939km2. As ilhas mais importantes são Nova Providência (que, embora seja uma das menores, é a mais populosa e abriga Nassau, a capital do país), Andros, Grande Ábaco, Pequeno Ábaco, Grande Bahama, Eleuthera, Cat e Watling (San Salvador).
Em 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo avistou pela primeira vez as terras da América e desembarcou provavelmente em uma das ilhas das Bahamas, San Salvador (atual Watling), denominada Guanahaní por seus primeiros habitantes (estudos mais recentes sugerem Cabo Samaná, São Domingos, como o lugar possível de chegada das naus de Colombo). Durante o século XVI os espanhóis não se instalaram nessas ilhas, que denominaram Lucaias. Apenas utilizaram a população nativa, os índios arawak, cujo número chegava a quarenta mil, como mão-de-obra escrava para a mineração e a agricultura. Em 1550 os índios já haviam desaparecido totalmente do arquipélago.
O desinteresse dos espanhóis permitiu que os ingleses se apossassem das ilhas. Em 1629 o rei da Inglaterra, Carlos I, nomeou Sir Robert Heath como governador-geral das Bahamas. Teve de esperar, porém, até 1647 para que um grupo de dissidentes religiosos, os aventureiros eleutérios, vindos das Bermudas, empreendessem a colonização de uma ilha a que deram o nome de Eleuthera. O intento não prosperou, mas no ano de 1656 outros colonos, também provenientes das Bermudas, se instalaram em Nova Providência.
Em 1670, o rei Carlos II entregou as Bahamas a seis lordes ingleses, latifundiários de Carolina do Sul, que se responsabilizaram pela colonização e governo das ilhas. Os novos proprietários, porém, se desinteressaram de sua missão e as ilhas se transformaram em um refúgio de piratas. A coroa britânica recuperou o arquipélago em 1717 e um ano depois enviou como governador Woodes Rogers, que em pouco tempo restabeleceu a autoridade real, promovendo o comércio e acabando com a pirataria. Em 1776, a armada americana ocupou as Bahamas durante alguns dias e em 1872 os espanhóis se apossaram do arquipélago até o ano seguinte, quando o Reino Unido o recuperou em virtude dos acordos de paz de Versalhes.
Acabada a guerra da independência americana, um grande número de colonos leais à autoridade britânica emigrou para as Bahamas com numerosos escravos. Em 1841, conseguiram aumentar a autonomia com relação à metrópole mediante a criação de um conselho legislativo. As dificuldades econômicas terminaram graças ao contrabando de bebidas efetuado durante a guerra civil americana, na época da lei-seca nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933.

Em 1940, o Reino Unido arrendou aos Estados Unidos uma base militar na ilha de Mayaguana. A partir da década de 1960, com o auge da exploração do turismo, as Bahamas viveram uma época de grande prosperidade econômica, que gerou o movimento nacionalista por um autogoverno interno. Este foi alcançado em 1964 e resultou na independência, concedida em 1973. As ilhas Turks e Caicos, situadas a sudeste do arquipélago, continuaram a pertencer ao Reino Unido.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

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